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As notícias com Miguel Gato.
Lula da Silva foi ontem à noite reeleito presidente do Brasil. O chefe de Estado brasileiro conseguiu uma vitória inédita na história da democracia brasileira. Nunca no Brasil um candidato venceu a segunda volta de umas presidenciais, tendo perdido a primeira. Lula tornou-se também no candidato mais votado de sempre numas presidenciais no Brasil. Alcançou mais de 64 milhões de votos. O presidente brasileiro parte assim com 80 anos para um quarto mandato. No discurso de vitória ontem, Lula da Silva prometeu fazer o melhor mandato de sempre de um chefe de Estado do Brasil. Hugo Fortunato de Oliveira.
Reeleito presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva!
À segunda foi de vez. Lula da Silva conseguiu a tão famosa virada e fez história. Não só venceu a eleição, como bateu um recorde que já lhe pertencia, tornando-se o candidato mais votado de sempre numa eleição presidencial no Brasil.
Essa foi a primeira vez que a gente virou. É importante saber que é a primeira vez que virou. Não sou eu que virou, porque eu nunca ganhei eleição no primeiro turno, mas nunca perdi nenhuma no segundo turno.
O presidente reeleito atribui a vitória aos eleitores, mas deixa também uma mensagem ao adversário, Flávio Bolsonaro.
Esta eleição foi uma derrota do negacionismo, foi uma derrota da mentira. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez, como se não tivesse dentro dele uma célula de humanismo. Parece tudo falso.
Fechadas as contas eleitorais, Lula da Silva vira agora a página e assume um compromisso para os próximos quatro anos.
Vou fazer o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país. Pode ficar certo. Vou dedicar 24 horas por dia pra fazer desse país o país que todo mundo sonha.
Entre as prioridades, a ambição de reforçar o papel do Brasil no plano internacional.
Nós queremos ser um país central nas decisões políticas, econômicas e na decisão pela paz.
Mas há desafios pela frente, desde logo no Congresso, onde o presidente terá de procurar entendimentos para fazer avançar as medidas do governo.
Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou voltar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas.
Mandato que Lula promete cumprir com empenho, mas que vai exigir capacidade de diálogo e negociação. A tomada de posse está marcada para o primeiro dia de 2027.
O jornalista Hugo Fortunato de Oliveira com o discurso de vitória de Lula da Silva. Ontem à noite, Lula venceu as presidenciais do Brasil. A segunda volta obteve 51,8% dos votos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro, que alcançou quase 60 milhões de votos. O candidato do Partido Liberal garante que vai pedir a anulação das eleições. Flávio Bolsonaro critica o processo que levou ao prolongamento da votação no Brasil. Foi permitido que as urnas permanecessem abertas por mais duas horas devido a dificuldades no transporte de eleitores. Uma decisão que gerou alguma polêmica, porque algumas mesas de voto já tinham encerrado quando a mesma foi comunicada. Ora, Flávio Bolsonaro diz que esta decisão é inaceitável.
O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui pra brincadeira.
A garantia de Flávio Bolsonaro no discurso após terem sido conhecidos os resultados das eleições presidenciais no Brasil, que deram a vitória a Lula da Silva. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral mostra confiança total no processo eleitoral. Kássio Nunes Marques garante que a extensão do horário não alterou o resultado das eleições. Em Portugal, o secretário-geral do PS já veio felicitar Lula da Silva pela vitória. Numa nota enviada à Agência Lusa, José Luís Carneiro destaca esta importante vitória pra democracia brasileira. Olhamos agora para os protestos pela habitação em Portugal, tanto em Lisboa como no Porto, os manifestantes decidiram desmobilizar e não passar a noite na rua. Na capital, a decisão foi tomada em assembleia popular. Por volta da meia-noite, cerca de uma centena de manifestantes mostraram-se disponíveis para montar tendas e pernoitar no Rossio. No entanto, os promotores da acampada decidiram priorizar as vigílias de apoio aos manifestantes detidos, que vão acontecer tanto hoje como amanhã, junto ao Campus de Justiça. No Porto, a decisão de não pernoitar na Praça Dom João I foi justificada pela falta de condições de segurança, justificação dada ao Observador por um dos porta-vozes do movimento. Em reação a estas manifestações e também à carga policial da madrugada de sábado, tanto em Lisboa como no Porto, Pedro Nuno Santos acusa o primeiro-ministro de estar escondido em Espinho O antigo secretário-geral do PS diz que o Luís Montenegro está também a instrumentalizar as forças de segurança para proteger o Governo.
O Primeiro-Ministro Luís Montenegro, escondido há mais de uma semana em Espinho, aquilo que quis fazer ao comandar esta carga policial foi instrumentalizar, usar o aparelho do Estado, não para defender a pátria, o país ou a lei, mas para se proteger a si próprio e proteger ao seu Governo, porque não houve nenhum valor da pátria que tenha sido posto em causa. A exigência para que não houvesse a carga policial foram as tendas. Foi este o motivo, não, a desculpa para a carga policial.
O antigo secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, aqui num vídeo publicado no Instagram. Já Fabian Figueiredo critica o silêncio do Presidente da República perante o que aconteceu na madrugada de sábado.
É gravíssimo. António José Seguro parece estar em parte incerta, tal como o Primeiro-Ministro. António José Seguro é o chefe de Estado, o garante da defesa da Constituição. Deve falar, não se entende o silêncio. É inaceitável, é incompreensível e deve falar ao país. Outra coisa é o que se passa com o Primeiro-Ministro. O que aconteceu para o Primeiro-Ministro, em vésperas do debate do Orçamento de Estado na generalidade, estar desaparecido, não presidir ao Conselho de Ministros, o que é que se passa?
O deputado do Bloco de Esquerda que falou ontem à Sic Notícias depois de ter estado no centro das atenções da manifestação no sábado por ter tentado negociar diretamente com a PSP a abordagem a ter perante os manifestantes. Fabian Figueiredo afirma que foi agredido pela polícia. Também a Comissão de Honra da candidatura de António José Seguro pede ao chefe de Estado que se faça ouvir perante as manifestações que estão a acontecer pela habitação. Os signatários criticam o aparato policial desnecessário e desproporcional das manifestações, bem como as cargas policiais pela calada da noite. É o que se pode ler numa carta em que esta Comissão de Honra da candidatura de Seguro pede ao presidente da República que tome uma posição. Fazem também um apelo, dizem que o silêncio do presidente não acalma a violência e que só a palavra de António José Seguro pode repor a tranquilidade pública e a primazia do respeito pelos direitos cívicos dos cidadãos. O Sporting sofreu a segunda derrota consecutiva no Estádio José Alvalade. Perdeu ontem diante do Académico de Viseu por 2 x 1, depois da derrota frente ao AS Cleans para a Liga dos Campeões durante a semana. O Sporting está agora a nove pontos do líder Futebol Clube do Porto no campeonato e pode ser ultrapassado pelo Santa Clara em caso de vitória ou empate dos açorianos hoje frente ao Benfica. O Sporting Académico de Viseu terminou com vários assobios dos adeptos leoninos à equipa, mas o principal visado foi o treinador Rui Borges, que diz ver esta contestação como algo natural.
A insatisfação dos adeptos é natural. Estamos num grande clube, não ganhámos, perdemos em casa. Três jogos em Alvalade não vencemos, a insatisfação faz parte. Estou focado no treino de amanhã já, porque tenho um jogo terça-feira, apenas e só isso. Já volto a dizer, a insatisfação é natural, compreendo-a, mas lido bem com ela.
O treinador do Sporting em conferência de imprensa ontem recusa falar sobre uma eventual saída de Alvalade depois da derrota frente ao Académico de Viseu. Rui Borges garante estar focado no encontro da Taça da Liga, a receção ao Marítimo na terça-feira. Do outro lado, o Académico de Viseu conseguiu a quinta vitória consecutiva para o campeonato. O treinador Bruno Pinheiro rejeita euforias, mas elogia a prestação da equipa em campo.
O futebol é isto. Hoje estamos lá em cima, amanhã de manhã podemos acordar e estar lá embaixo. Não há euforias, há muita humildade e há muita ambição nesta equipa e é isso que queremos manter. Já agora, destacar uma vez mais a quantidade de adeptos que tivemos aqui no estádio. Foi fantástico conseguir ouvir Académico em pleno Alvalade, foi muito bom. O nosso obrigado por todo o apoio aos nossos adeptos.
As palavras do treinador do Académico de Viseu na zona de entrevistas rápidas da Sport TV, depois da vitória frente ao Sporting por 2 x 1. O Académico está no sexto lugar da Primeira Liga de futebol.