Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.
Termômetro das manhãs 360 com a jornalista Ana Marques. Bom dia, Ana.
Olá, bom dia.
Bom dia. Como é hábito, começamos pelo quente. Quem está quente hoje é Ella Emhoff e Amanda Gorman. Por quê?
Exato. Uma é enteada de Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos da América, e a outra é uma jovem poeta. O que elas têm em comum é que estiveram ambas na tomada de posse de Joe Biden, em janeiro, e ambas deram muito nas vistas. Nós até falamos aqui sobre elas, por acaso. Agora, é notícia que as duas assinaram contrato com a MJ Models, uma agência que representa, por exemplo, a Gigi Hadid, a Kate Moss ou a Gisele Bundchen. É incrível.
Sim, e Ana, na altura, elas deram muito nas vistas, não apenas pela roupa, mas também pelas palavras. Isto no caso, falamos da poeta Amanda Gorman, mas não sabemos muitas coisas sobre este duo prodígio.
Ella Emhoff é a filha do marido de Kamala Harris, do Doug Emhoff, e da sua primeira mulher, que curiosamente ajudou a família durante a campanha eleitoral e até foi fotografada com a filha no dia da tomada de posse, 20 de janeiro. Ela tem 21 anos, estuda arte na Parsons School, em Nova York, com especialização em têxteis. O que é interessante é que o gosto pela moda foi desde logo notório. Até porque no grande dia ela deu muito o que falar com aquele impressionante casaco Mio Mio, que pessoalmente eu gostei muito. E parece que ela também é fã de fazer a sua própria roupa. Já Amanda Gorman tem 22 anos. Na altura, penso que não estou em erro quando posso dizer que encantou o mundo com o seu poema. Mas também pelo outfit escolhido, com aquela faixa de cetim vermelho da Prada e também com o casaco amarelo, também ele da Prada. E mais recentemente, é notícia que vai ser a primeira poetisa a participar no Super Bowl. Quando recitar um poema original em homenagem a três pessoas que serviram a comunidade durante a pandemia.
É uma poetisa superstar.
Superstar.
É interessante isso acontecer, sobretudo porque no mandato de Donald Trump houve designers que recusaram vestir a primeira-dama.
Precisamente, para evitar associações às políticas de Donald Trump. É muito interessante acontecer.
Toda a gente a querer descolar-se. Vamos ao morno. Harry, Duque de Sussex. Por que o colocaste hoje no morno, Ana?
Porque o Duque de Sussex aceitou o pedido de desculpas e uma indenização por danos substanciais da Associated Press, que é a empresa que tem o The Mail on Sunday e o Mail Online. E em causa estão dois artigos publicados em outubro de 2020 que alegavam que Harry teria desprezado os Royal Marines após deixar o cargo enquanto membro sênior da realeza. Só para terem uma ideia, a defesa de Harry argumentou que essas histórias sem fundamento, falsas e difamatórias não foram só um ataque pessoal ao caráter do Duque, mas também fizeram questionar, de modo errôneo, o serviço de Harry ao país.
Mas, na verdade, o que diziam em concreto estes dois artigos, Ana?
Alegavam que generais de topo acusavam Harry de ter virado as costas aos Royal Marines. Alegavam que o Duque não estava em contato com eles desde março e isto afetou de forma, em particular, o Harry, porque ele foi oficial do exército durante 10 anos. O Mail on Sunday chegou a publicar um pedido de desculpas no dia 27 de dezembro, mas a equipe jurídica do Duque fez questão de que o acordo entre as partes fosse lido em audiência pública para ganhar ainda mais destaque. Não se sabe ao certo quanto é que Harry recebeu a indenização, mas todo o dinheiro vai ser doado à Invictus Game Foundation, que é, de resto, aquela instituição de que o Duque de Sussex é patrono.
Este é só mais um episódio na saga que opõe os duques de Sussex à imprensa britânica.
Sim. Têm sido muitos os processos contra a imprensa. Por acaso, em exemplo, que em dezembro foi a vez de Meghan Markle chegar a acordo em tribunal com uma agência de paparazzis, que aceitou nunca mais fotografar Meghan, Harry e Archie. Isto num processo que na altura relacionou fotografias que foram tiradas num passeio em família no início de 2020. E quem é que não se lembra daquele comunicado quase que feroz do Duque, em que referiu uma campanha implacável dos media contra Meghan Markle.
Estão sempre na ribalta, estes dois. Terminamos o termômetro no frio, recordando Marilyn Manson.
É verdade. É um assunto bastante sério. Evan Rachel Wood, que é atriz da série da HBO, Westworld, acusou o cantor de abuso sexual.
Eu disse recordando porque ele parecia que andava desaparecido.
É verdade, dava um tempo sem se falar.
Nunca mais ouvi falar de Marilyn Manson e não é uma pessoa por quem não se dê propriamente.
Dá um bocado nas vistas, não é?
Ele dá ideia de sair de casa mais à noite só. Se calhar é quando está escuro. Talvez seja isso.
À noite, enquanto falta a luz.
Exatamente, quando falta a luz. Isto porque, no passado, esta atriz e ativista já tinha referido supostos abusos de que fora vítima por parte de um ex-namorado e ela nunca disse quem era esta pessoa. O caso de novo figurou na segunda-feira, quando publicou uma mensagem bastante curta, mas poderosa no Instagram.
Curta, mas poderosa. O que diz mesmo essa mensagem?
Ela começa logo por identificar Brian Warner como o alegado abusador, mais conhecido como Marilyn Manson. E a atriz alega que tudo começou quando ela era ainda uma adolescente e que isto durou anos. Nesta mensagem, Evan Rachel Wood fala em manipulação, diz que não quer viver com medo de retaliação ou chantagem. É por isso que está agora a fazer esta denúncia pública e que a intenção é mesmo expor o artista pelo homem perigoso que é, segundo o que ela diz. E quer chamar à responsabilidade as indústrias que até agora o legitimaram, infelizmente.
Ana, mas tu começaste logo por dizer que Evan Rachel Wood não foi a única a vir a público com estas acusações.
É verdade. Num gesto de solidariedade, que muito provavelmente foi combinado, mais mulheres vieram a público contar as suas histórias, que foram partilhadas também no Instagram da atriz de "Westworld", e estas alegações são muito semelhantes entre si. Relatam experiências de assédio sexual, abuso psicológico, intimidação e até violência.
E Marilyn Manson já veio dizer alguma coisa sobre o assunto, Ana, ou mantém-se o silêncio?
Mantém-se o silêncio. A Vanity Fair, por exemplo, tentou chegar à fala com os representantes do cantor, mas sem sucesso. E é importante dizer que no passado ele já negou categoricamente alegações semelhantes. E que Evan Rachel Wood conheceu quando ela tinha 18 anos e ele 36. Namoraram três anos e chegaram a estar noivos em 2010, antes da relação terminar.
É um caso, seguramente, que vai dar muito o que falar nos próximos tempos.
Um tipo como o Marilyn Manson parte sempre de uma base bastante desfavorável.
Estás a ser preconceituoso.
Não, é tramado, porque ele próprio criou aquela imagem. E depois as pessoas, obviamente, associam.
Ao mal.
Enfim.
Muito bem! Ana Marques com o termómetro das manhãs 360. Ana, até amanhã.
Até amanhã.