Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.

Maria Ramos Silva, editora de lifestyle do Observador, está conosco esta tarde. Olá, bom ano.

Olá, bom ano.

Gosta de estar aqui com o Bruno Vieira Amaral, Maria?

Estou muito contente.

Já estamos habituados.

Já me apaixonei praticamente pelo microfone.

Já passa a vida com o Bruno Vieira do Amaral.

Muito bem. Vamos começar pelo quente, onde escolheste as Kardashians.

Pois é, as Kardashians. Se nós pensávamos que os ecrãs iam despedir de vez deste clã, quando puseram fim ao "Keeping Up with the Kardashians", 20 anos depois de começarem, esqueçam. Elas acabaram de anunciar que vão voltar e até já divulgaram um teaser do novo reality show.

Era isto que estávamos a ouvir?

É o teaser. Foi uma coisa muito curtinha.

Começaram o "Keeping Up with the Kardashians" há 20 anos?

Pois é. Como o tempo passa.

Mais uma má notícia de 2022 aqui a começar.

Estou tão velha. Incrível.

Eu sabia que não vos ia trazer a melhor das notícias, mas nós não podemos ignorar esta presença.

Estou a ver aquele filme que toda a gente fala agora, o "Don't Look Up". Estão a ver? Eu não vi.

Não viste?

Aliás, não, adormeci, como quase todos os filmes. A vida de pai é difícil. Mas também já estou em condições de o discutir, não é preciso ver.

Com certeza.

Pronto, é essencial.

Mas a minha impressão é que se um meteorito colidisse com a Terra, alguma das Kardashians iria sobreviver.

Íamos encontrá-la 20 anos depois, ou 20 mil anos depois, no outro caso.

Não estou a dizer que são baratas. Mas parecia.

Elas são muito resistentes. O que eu sei é que elas, de facto, não estiveram, pelo menos para matar a cabeça, dar grandes voltas, a avaliar pelo nome deste novo programa, que se vai chamar, rufem os tambores, "The Kardashians".

Não se mexe no que...

Mas The Kardashians um, ou só Kardashians?

Tinha mais graça se fosse The Kardashians um, mas não. É só mesmo isto. O programa vai passar na plataforma Hulu, isto nós já sabemos. Ainda não há data de lançamento, portanto, dizem as irmãs neste teaser que está para breve.

Ficamos ansiosamente à espera. Vamos então continuar. Agora pensei que ia entrar uma coisa qualquer das Kardashians que estava à espera. Vamos continuar a poder seguir o casa, descasa de cada uma delas. A poder seguir, salvo sei. Alguém há de seguir o casa, descasa.

Alguma gente, pelos vistos.

E depois tu vens cá contar.

Contar, também. Mas eu acredito que isso não fique totalmente esquecido, como é óbvio, porque são as Kardashians, mas aqui o foco, aparentemente, é outro. Segundo consta, se no formato original a tónica estava, de facto, na vida amorosa desta família, agora vai estar mais nos negócios. E faz algum sentido. É que, Judite, houve algumas trocas amorosas. Mas também muitos novos negócios e milhões a entrarem nas contas.

Mas nas trocas amorosas ou nos negócios?

Em tudo.

Os negócios são sempre dinheiro, normalmente.

Mas a verdade é que elas enriqueceram também bastante, envolveram-se numa série de atividades novas e, portanto, devem render aqui mais.

Portanto, gostam mesmo de fazer aquilo, porque não precisam.

Eu acho que elas não sabem já viver fora da televisão.

Não sabem fazer outra coisa.

Algumas delas não precisam, poderiam viver de rendimentos.

Eu não me importava.

Sim, mas repara, as mais novas, e é curioso quando nós falamos daqueles 20 anos que já passaram.

Já são mais ricas do que as mais velhas.

E nunca viveram longe das câmaras. A Jenner, aquelas mais novinhas.

Nasceram no "Keeping Up with the Kardashians."

Já nasceram com uma câmera em cima, praticamente.

Boa sorte pra elas.

Pois é.

Mas a mais nova dessas todas, acho que é a única que tem tino. Ficou mais rica.

Aquelas da maquiagens.

Foi a primeira bilionária jovem.

Exatamente. E não anda a fazer muitas figurinhas tristes. Pelo menos não se têm visto.

Mas pelo menos também sempre é uma notícia mais leve do que aquela da ex-agente das Kardashians, que foi morta há uns dias pelo namorado.

Sim, apesar de tudo, não estrago as piores notícias.

Obrigado. Vamos então ao morno. No morno, a Maria Ramos Silva colocou: é realeza, vamos pra realeza.

Vamos começar o ano com realeza também.

Com certeza.

No Mónaco, ainda por cima.

Sim, trago os filhos do príncipe Alberto do Mónaco. Nós podemos continuar sem ver a Princesa Charlene, perdidos em especulações mil, mas aproveitando esta quadra festiva, uma das filhas do soberano monegasco partilhou uma raríssima foto, senão mesmo a primeira foto, é a única, em que os irmãos surgem juntos, portanto, todos eles.

Mas agora vais ter que nos ajudar aqui com os irmãos, com o papá. Quem é que partilha a imagem nas redes? Um. Dois: os gêmeos não devem ser eles a fazer, porque são pequeninos. Não sei quão pequenos.

Têm sete anos.

Pois, não nasceram há muito tempo.

Ainda não dá. Já devem estar quase a saber dominar as redes, é verdade, mas talvez ainda sejam novinhos pra isto. Quem partilha a foto é a Jazmin Grace Grimaldi. Como sabem, antes do casamento com Charlene, Alberto teve outros filhos.

Oh!

Pois, a Jazmin já tem 29 anos, é fruto da breve relação que manteve no começo dos anos 90 com uma norte-americana, Tamara Rotolo, e a ela, esta Jazmin, na imagem, junta-se o Alexandre, que nasceu já em 2013.

O Alex, claro.

O Alex, pros amigos.

O Grimaldi.

Exatamente, e que é filho da Nicole Coste. Não sei se recordam quem é aquela senhora, que era assistente de bordo da Air France. Não.

Eu estou me lembrando de ela namorar com uma portuguesa, não era? A Thaís de Vasconcelos não era a namorada do príncipe Alberto, uma portuguesa?

Ele acumulou.

Eu só me lembro que ele tem um filho que não reconhece, ou uma filha.

Veem como o Bruno já está perturbado com esse excesso de informação?

Nessa história toda, eu fiquei pela princesa Stephanie, quando cantou e teve um grande sucesso nos anos 80. Não sei se lembram.

Nós agora falamos mais de mulheres.

Foi com o guarda-costas, se tu te lembras.

Depois foi com o Daniel Ducruet.

Exatamente. Tem o nome parecido com um português, um artista de sidra.

É verdade. Mas ela, entretanto, está muito mais recatada nos últimos anos.

A Stephanie? É porque a Stephanie também já não tem idade.

Depois também não temos do que falar, porque ela está lá mais recatada em casa.

Mas olha que eu ainda a vi há dias na televisão no Circo de Monte Carlo, que é uma tradição de Natal.

Na escalada, sentada.

Se calhar. Mas olha, esse caso só veio a público mais tarde, este que falavas da assistente de bordo.

Sim, em 2005. Aliás, esta Nicole deu uma entrevista o ano passado à revista Paris Match, em que fala da relação afável, apesar de tudo, que pai e filho mantêm, e da relação entre irmãos, diz que também não é má. E, por fim, a imagem não ficaria completa sem os gêmeos, os tais Jacques e Gabriel, novinhos, que ainda têm sete anos.

Estes são filhos da Charlene.

Estes são os filhos da Charlene, exatamente. Presumindo-se, pelo menos pela roupa usada, que foi uma imagem tirada num verão recente. Lá estão os quatro irmãos. Não deixa de ser, de facto, inédito, eles que normalmente não são vistos assim todos juntos.

E é para isto que existe o Termômetro, para aciralar reuniões familiares dessas.

Agora eu vou fazer aqui o meu papel. Isto era impossível acontecer com uma princesa, não era? Filho daqui, filho de acolá, filho dalém.

Isso agora é outro estrondo.

É só por causa do tempo de gestação.

Boa. Vamos ao frio. Continuamos na realeza, mas agora falamos de príncipe André.

Pois é, também é uma aventura. O filho da rainha Isabel II, que continua na berlinda. Ele prepara-se para ter um começo de ano atribulado. Nós costumamos deixar o que não prestou do ano velho no ano velho, mas neste caso não é possível arrumar a tralha e seguir em frente como se nada fosse.

É impressão minha ou esta história da Ghislaine Maxwell e da condenação veio complicar a vida do Duque?

Oh, se veio.

Oh, se veio. A pressão aumenta, de facto. Esta semana, o príncipe André vai tentar evitar um julgamento público, tendo em conta as alegações de que abusou sexualmente de uma jovem de 17 anos, traficada por Jeffrey Epstein, que teve o destino que nós conhecemos. Na terça-feira, portanto, amanhã, o seu advogado, um senhor chamado Andrew Bradler, vai tentar persuadir o juiz a rejeitar o caso, mas vamos ver como ficam os ânimos, tendo em conta que esta segunda-feira estão previstas também algumas revelações mais fortes.

Pobre casa real britânica, lá estará à espera dessas revelações. Mas há mais alguém a acusar o Duque, é isso? Ou está difícil seguir o fio da meada?

Não é isso. Será tornado público um acordo confidencial, que data de 2009, que foi estabelecido entre o Jeffrey Epstein e a alegada vítima. De acordo com o Telegraph, o acordo que Virginia Giuffre, portanto, a pessoa em questão, fez com o Epstein, não descarta explicitamente uma ação legal contra a realeza. Portanto, é esperado que o advogado argumente que o acordo feito, pelo qual a alegada vítima terá recebido cerca de £2 milhões, liberte o príncipe do processo. Vamos ver. No entanto, o documento não cita o nome do Duque de York, contém apenas referências amplas aos associados de Epstein. Enfim, aqui ainda é tudo muito morno.

A questão para perguntar quais terão sido os desejos de Ano Novo do príncipe. E com um cenário destes pela frente, eu diria que não é difícil imaginar.

Pois é. A audiência remota é atualmente, parece, a única hipótese que o príncipe tem de ver o caso ser arquivado. Portanto, eu aposto nesta, eu acho que ele deve ter pedido algo do gênero. Ao Pai Natal.

Logo na primeira passa.

Logo.

E vamos passar para outra rubrica, deixando o Termômetro também para a nova edição amanhã. Esta de hoje fica disponível em podcast daqui a pouco, também no nosso site, e foi trazida aqui pela Maria Ramos Silva.