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O Tiebreak desta terça-feira é com o jornalista do Observador, André Maia. André, bem-vindo.

Olá, boa tarde. Sobrevivi ao trânsito.

É verdade, já cá estás e sem trânsito, vamos avançar para o tema do dia: o ambiente na seleção nacional. É sobre isso que queres falar?

Sim, até porque hoje tivemos aqui duas notícias e uma correu mais pelas redes sociais. Também é mais por isso que a trago aqui, porque continua a sentir-se muito o eco do jogo que aconteceu no último domingo e que sentenciou a seleção portuguesa a ter de ir ao playoff do Mundial de 2022. E continuam a haver esses ecos, principalmente entre os adeptos, e hoje com essas duas notícias, mas uma em principal, que foi avançada pelo jornal Record, e que falava de algum mau ambiente em torno de Rafa Silva, que até nem tem sido uma figura de destaque e provavelmente até nunca foi na história da seleção portuguesa, o que até deixa aqui um bocadinho de estranhar o porquê de surgir agora esta questão com Rafa Silva. Mas é uma notícia que o jornal Record deu amplo destaque, que fala de informações que chegaram da Federação Portuguesa de Futebol ao jornal, de que a falta de compromisso e a personalidade complicada, e aqui entre aspas, estou a citar, de Rafa Silva, estão a deixar a Federação Portuguesa preocupada. Rafa Silva, que até falhou este duplo compromisso da seleção portuguesa com a Irlanda e com a Sérvia por queixas físicas, por problemas físicos. Mas agora fica aqui esta questão se terá sido mesmo problemas físicos, se terá sido o comportamento do jogador ou o compromisso do jogador. Obviamente que nada disto foi confirmado, o que também, na minha opinião, deixa aqui algumas dúvidas. Esperava um comunicado da Federação Portuguesa, a não ser que me tenha escapado, mas esperava alguma posição da Federação Portuguesa de Futebol a contrapor esta notícia, que pelo que vi, não chegou. Mas também é de estranhar, numa altura em que certamente a Federação Portuguesa estará mais preocupada com outras questões. De repente, Rafa Silva é lançado aqui para o centro de alguma polêmica e também um pouco a desviar aqui as atenções que estão, obviamente, nas más exibições da seleção portuguesa. Juntando a isso, também outra notícia que surgiu hoje de manhã, que é também do jornal A Bola. Neste caso, quanto à confiança que a Federação Portuguesa de Futebol tem em Fernando Santos, diz o jornal A Bola, com dados recolhidos, diz o jornal, pela estrutura dirigente da Federação Portuguesa, mantém-se a confiança total em Fernando Santos. Vai ser o treinador que vai orientar a seleção no playoff, que vai ser em março. Caso a seleção passe e consiga apurar-se para o Mundial, obviamente que Fernando Santos vai manter-se e vai ser também ele a orientar a seleção portuguesa no Mundial 2022. Caso não consiga passar o playoff, aqui diz o jornal, vai ter de ser feita uma reflexão para perceber se Fernando Santos se mantém ou não, mas não está em causa, ao que tudo indica, de maneira nenhuma, não se pensa noutro treinador, noutro técnico que não Fernando Santos. Mas é aqui também destacado o peso dos títulos nesta notícia do jornal A Bola, mas acho que também já é tempo de deixarmos os títulos agora no museu e pensar mais à frente, mas continuamos a falar muito disto, do peso dos títulos, da gratidão, e num dia em que fica marcado então por essas duas notícias que falam um bocadinho do ambiente em torno da seleção portuguesa, que agora realmente precisa de paz e pensar no jogo de março.

Bom, o sorteio desse playoff é no dia 26 de novembro, depois os jogos são em março do próximo ano. Vamos passar para o número do dia, André Maia, e hoje trazes o oito.

O oito, que vai ser o número da camisola de Daniel Alves no Barcelona. Está de volta, o lateral, talvez um dos melhores laterais da história do clube catalão. E vai herdar o número oito, que é um número bastante pesado, tendo em conta que fica marcado na história do Barcelona como sendo o número de Iniesta, que já não está na Catalunha. Se bem que pagaria bastante para ver agora Daniel Alves, Xavi no banco e Iniesta novamente no Barcelona, um trio que certamente muita gente gostaria de ver. O número oito tinha sido utilizado recentemente pelo brasileiro Arthur, entretanto foi para o bósnio Pjanić. Desde que Pjanić saiu para o Besiktas, ficou livre e agora que Daniel Alves regressou a pegar nesse número oito mítico do colega. Daniel Alves, que também aqui por curiosidade, quando deixou o Barcelona em 2016, se não estou em erro, quando foi pra Juventus, estava com o número seis, que era precisamente o número com que Xavi ficou imortalizado no Barcelona. Portanto, há aqui números muito familiares para os catalães. Daniel Alves que também enquanto esteve no Barcelona usou o dois, usou o 22, mas aqui regressa com o número oito e amanhã, e pra quem gosta do Barcelona, mas mesmo pra quem não gosta e sente que este é um momento importante, amanhã o Daniel Alves vai ser apresentado. Antes vai fazer um discurso no balneário do Barcelona e depois vai ser apresentado no estádio, no Camp Nou. E é um momento que certamente os fãs vão querer ver. Há muito tempo que não víamos Daniel Alves. Tem 38 anos, mas mesmo assim volta num momento muito frágil para a equipa da Catalunha.

Sim, vamos ver se dá uma ajuda a virar esta página do Barcelona. Ora, na memória do dia, trazes aqui o gol de Ronaldo, um gol específico de Ronaldo. E por quê?

Sim, por quê? Porque a Liga dos Campeões faz 30 anos. Parabéns à Liga dos Campeões. Esperamos que venham mais 30, sem Ligas Europeias pelo meio. Mas a Liga dos Campeões faz 30 anos e agora a UEFA vai, para celebrar, no fundo, vai fazer duas votações, a melhor assistência da história da Liga dos Campeões e depois o melhor gol da história da competição. E nos cinco nomeados, porque são cinco os gols, os cinco nomeados para o melhor gol da história da Liga dos Campeões, está o mítico gol de Cristiano Ronaldo. E agora estarão a pensar: "Mas qual?" Não é? São tantos.

São tantos. Então, pode.

Mas é fácil de perceber qual é. É o gol de pontapé de bicicleta que marcou frente à Juventus em 2018. Portanto, a memória do dia hoje não é assim muito distante, mas é uma memória bonita. Cristiano Ronaldo que marcou esse gol nos quartos de final, na primeira mão dos quartos de final de 2017/2018. É um gol imortal, eu posso dizer, é, creio eu, o gol de um clube com o qual eu não simpatizo tanto, eu não sou grande fã do Real Madrid, mas é o gol que eu mais festejei de um clube pelo qual não simpatizo. Eu lembro que estava no sofá e comecei aos pulos no sofá, porque foi um gol fantástico, épico, e que o Cristiano Ronaldo também já estava há muito tempo à procura de um gol de pontapé de bicicleta, nunca tinha conseguido. Tinha marcado um, mas foi anulado, creio eu, pela seleção. E conseguiu, mas tem aqui uma concorrência pesada. Atenção, George Weah num Bayern de Munique-PSG, de 1994/95, o mítico gol que deu a Liga dos Campeões em 2002 de Zidane, um pontapé muito contra o Bayern Leverkusen, um gol do meio-campo de Stanković no Schalke Inter de 2010/2011. E depois ainda temos o gol de Gareth Bale, também na altura era colega de Cristiano Ronaldo em 2018, na final entre o Real e Liverpool. Aliás, são seis gols, eu disse que eram cinco, são seis gols. E depois, obviamente, onde está Cristiano Ronaldo, também tem de estar Lionel Messi. Portanto, temos o gol de Lionel Messi pelo Barcelona frente ao Real Madrid nas semifinais de 2010/2011. Portanto, são muitos gols, gols muito bonitos, são seis, estão em votação e obviamente que pra mim o gol do Cristiano é o melhor.

Pronto, e é assim que terminamos.

Vamos ver se os adeptos concordam.

Vamos ver. É assim que terminamos o Tiebreak de hoje com o jornalista do Observador, André Maia. Obrigada, André. Bom trabalho.

Obrigado.