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E começa agora mais um Três Toques, sempre com o Bruno Vieira Amaral.

Bom dia. Vamos à pergunta do dia, que eu alterei.

Alteraste?

Alterei. Era uma, mas eu agora lembrei-me de uma melhor.

Era uma, mas agora é outra.

Agora é outra, exatamente. Qual é o tenista com mais títulos na era open, tenista masculino?

Nadal.

Pois era.

Nadal!

Eu só te contei umas coisas sobre o Nadal.

Eu ia dizer também Nadal. No entanto, hoje não está cá o Paulo, ele é que costuma acertar.

O Paulo é uma máquina.

Tu vais dizer que não é o Nadal.

Eu posso dizer que tem 109 títulos.

Ainda bem!

O mais titulado de sempre. Tem 109 títulos e não é o Nadal.

Pronto, não lembrei-me de outros.

Era o antivacinas.

O antivacinas, o Djokovic.

Exato.

O Novak Djokovic.

Não me recordo de mais.

Era ir para mais antigos, não?

Era para mais antigos.

Mais antigos. Não é contigo, Maria João, mais antigos, não.

Não, a Maria João não é desses tempos.

Assim de repente.

Assim de repente.

Eu depois vou dizer o nome que é muito estúpido se eu disser os mais antigos.

Então, por quê? Diz.

Se cá não são, não faz sentido. Não, os Beckenbauers e essas coisas.

Não, já é o Boris Becker.

Boris Becker.

Boris Becker and Bauer.

Não, Beckenbauer. Não, e o outro.

O outro, aquele nervoso.

Que filava muito.

Isso, o John McEnroe. Será? Pronto, é a tua aposta, Maria João?

Sim.

Muito bem. Ok, Luís.

Eu vou para o Nadal. Não é, mas já foi a primeira hipótese.

Foi dito, é isso. Agora vamos à Liga da Arábia Saudita, que é uma liga um pouco estranha. Acontecem ali fenômenos esquisitos. O campeonato, entretanto, terminou. Antes da última jornada, o clube do Cristiano Ronaldo, o Al-Nassr, tinha a hipótese de conseguir acesso à Liga dos Campeões Asiática, por uma questão de secretaria, porque houve um clube que perdeu pontos.

Estou a morrer, o Beckenbauer era um treinador.

Era um jogador de futebol. Está tudo bem, era alemão.

Podia ser.

Eles são alemães. Tem isso em comum.

E também é antigo.

Um está morto, o outro não. De resto...

De resto, está tudo bem.

Só disseste antigo, não disseste se estava vivo ou não. Desculpa, Bruno. Continua.

Na Arábia Saudita, como eu estava a dizer, acontecem coisas estranhíssimas. Tenho que ver aqui o nome, Al-Orobá, que é um clube fraquinho, ganhou ao Al-Nassr na 23ª jornada, mas utilizou irregularmente um jogador e então perdeu esses três pontos. E com esses três pontos, o Al-Nassr ainda tinha a hipótese de aceder ao segundo lugar e conquistar o acesso à Liga dos Campeões Asiática. Entretanto, isso não aconteceu porque ontem perdeu. Aqui o incrível é a razão para o clube ter sido penalizado por esta utilização irregular.

Então, o que se passou?

Este jogador tem um segundo emprego.

Não é exclusivo.

Eu não consegui descobrir que emprego é, mas ele tem um emprego para lá da carreira como futebolista, o que é proibido.

Não pode?

Os regulamentos da Liga Saudita impedem. Uma pessoa tem que fazer pela vida, tem um segundo emprego.

Ganha-se mal na Arábia Saudita.

Claro, vai tudo para o Cristiano Ronaldo e para as outras estrelas ocidentais. E depois não há dinheiro para estes rapazes que têm que ter um segundo emprego. Ora, tendo um segundo emprego, foi penalizado não só o jogador, mas o clube que perdeu estes três pontos. Não serviu de nada para o Al-Nassr. O Al-Nassr não conseguiu acesso à Liga dos Campeões Asiática. Já se fala da possibilidade de Cristiano Ronaldo sair do Al-Nassr.

Para em boa mensagem, não é?

Ele disse: "Fim do capítulo", mas a história vai continuar, não sabemos onde. Não sabemos se haverá outro clube no mundo, outra liga, que possa pagar o mesmo que o Al-Nassr lhe pagava. Falava-se agora numa proposta de vencimento de 15,2 milhões de euros por mês.

Como é que se faz conta?

15,2 milhões de euros, mas agora não se sabe o que vai acontecer à carreira de Cristiano Ronaldo. Nós sabemos o que vai acontecer à carreira de Carlo Ancelotti, está a treinar o Brasil.

É verdade.

Já anunciou a primeira lista de convocados. De fora ficam Neymar, sempre com os problemas das lesões, mas Carlo Ancelotti teve palavras muito simpáticas. É bom que tenha, senão o lugar fica em risco. Para Neymar, disse que conta com ele, é importantíssimo. Também Rodrygo, jogador do Real Madrid, que foi orientado por Carlo Ancelotti nos últimos anos, também ficou de fora desta convocatória para o jogo com o Equador, que será a estreia do treinador italiano. E uma novidade também é o regresso de Casemiro, que teve agora uma parte final de época no Manchester United. Não diríamos de volta aos grandes tempos do Real Madrid, mas de volta à boa forma, pelo menos. E Carlo Ancelotti justificou a chamada do jogador do Manchester United com a importância que ele tem no balneário, por ser um jogador com muita experiência. Vamos ver como é que as coisas resultam. Para já, é tudo cor-de-rosa no Brasil.

Sempre. Ao início é sempre cor-de-rosa.

Muita euforia por parte dos adeptos. Claro, é o primeiro selecionador estrangeiro e é alguém com o currículo impressionante de Carlo Ancelotti, mas já sabemos como é no futebol. Tudo depende dos resultados. Resultados foi o que teve Novak Djokovic.

Lá está.

Novak Djokovic, que conseguiu conquistar o centésimo título da carreira. Isto depois de ter trocado de treinador.

É verdade.

Aqui resultou. Andy Murray, o antigo tenista, tinha sido o treinador de Novak.

Estou aqui a pensar na resposta à pergunta. Não sei.

Ainda vais a tempo.

Não, já está. Estou a tentar adivinhar outra vez.

O Andy Murray foi treinador do Novak Djokovic, mas durante esse período o Djokovic não conquistou muitos títulos. Aliás, nem sei se chegou a conquistar algum. E então rescindiram amigavelmente, ficaram amigos. E o Andy Murray, depois de o Djokovic ter conquistado o título em Genebra, até brincou dizer: "O que precisavas era de um bom treinador para conquistar o centésimo título". Ficou tudo bem, não há inimizade, mas esta mudança parece que fez bem a Djokovic, que está para as curvas. Até parece o Cristiano Ronaldo. Como diz o Cristiano Ronaldo, é o fim de um capítulo, mas a história não acaba aqui. Vamos à resposta à pergunta do dia?

Vamos lá.

O tenista com mais títulos-

Não é o Beckenbauer.

Não é o Beckenbauer.

Claramente.

Podia ser.

Teria dado uma perninha no ténis.

E era fácil conquistar 100 e tal títulos dando uma perninha. O tenista com mais títulos na história, na era open, é o norte-americano Jimmy Connors.

Nem pouco mais ou menos.

Com 109 títulos, na verdade. Normalmente não se fala dele como um dos melhores de sempre. Estão à frente, claro, o Roger Federer, mesmo o Björn Borg, muitas vezes falam. Ou o John McEnroe, mas o Jimmy Connors era uma máquina de ganhar títulos, conseguiu 109. E também era mal-comportado.

Está com 72 anos.

Ele também tinha umas fúrias.

O McEnroe é mais novo, tem 66.

Mas os dois tinham uma fama de "bad boys", eram um bocadinho mal-educados no corte.

Mas este "bad boy" foi longe.

Ganhou. E o John McEnroe também não está mal, é o sexto. Em segundo lugar, está Roger Federer, com 103 títulos.

Não nos lembramos do Federer.

E em terceiro, Djokovic com 100. São os únicos três a ultrapassar a barreira dos 100 títulos.

Quase.

Quase. O Nadal tem 92, está em quinto.

Ainda vai.

Tem e já não vai aumentar.

Já foi a vida dele.

Agora só na PlayStation.

Exato.