Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Muito bom dia, notícias às 7, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Ainda se contam os votos em Israel para perceber quem é o próximo primeiro-ministro do país, mas já lá vamos. Começamos em Portugal. Foram milhares os que ontem se reuniram em frente ao Parlamento num protesto à habitação. No entanto, Carla, não houve acampada.
Não houve. Os manifestantes saíram à rua com vários apelos. O primeiro, a habitação a preços dignos, sendo que houve também pedidos para a demissão do primeiro-ministro, apelos também às estruturas sindicais, CGTP e UGT, para que convoquem uma greve geral para 11 de novembro, para o mesmo dia em que está marcada uma greve também em Espanha. O protesto junto à Assembleia da República começou quando ainda se debatia o Orçamento do Estado, mas os organizadores decidiram não promover uma acampada por razões de segurança, como conta o jornalista do Observador, Miguel Pina Andrade, que esteve a acompanhar a manifestação.
A decisão de não montar tendas nem sequer foi a votação. Foi, sim, Priscila Valadão, uma das porta-vozes do movimento Acampada de Lisboa, que desfez qualquer dúvida que houvesse. No final da assembleia popular, ouviu-se nas colunas que não estavam reunidas as condições de segurança para acampar à frente do Palácio de São Bento. Ao longo da noite, os momentos de maior tensão foram acontecendo apenas quando os cinco agentes da PSP que vigiaram a manifestação nas escadarias do Palácio de São Bento eram rendidos. Mas de destacar que, fora estes momentos, foi um protesto bastante pacífico. São os últimos sinais de vida de uma manifestação que contou com muitas milhares de pessoas, mas que não terminou com uma acampada à frente da Casa da Democracia, apenas com essa garantia da organização da acampada, que esta quarta-feira vai acontecer nova assembleia popular no Rossio. Está marcada para às 19h.
Miguel Pina Andrade, que acompanhou o protesto de ontem à frente da Assembleia da República com a promessa, como ouvimos, de uma nova assembleia popular hoje ao final da tarde. Foram vários os deputados que se juntaram a este protesto pela habitação, incluindo deputados do Partido Socialista. O líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, deslocou-se até ao local da manifestação para criticar a carga policial do último fim de semana.
O que nós dizemos é: aos manifestantes, o seu direito à manifestação é um direito constitucional, deve ser respeitado e deve ser pacífico. Às forças policiais, garantam a ordem, mas a ordem não se garante carregando em cima de manifestantes pacíficos.
Eurico Brilhante Dias, um dos deputados que se juntou ao protesto pela habitação ontem em Lisboa. Também houve protestos no Porto. Os manifestantes até chegaram a votar a permanência na Praça Dom João I, sem tendas, mas a multidão acabou por dispersar entre a meia-noite e 1h.
A PSP revela que detectou extremistas infiltrados nos protestos da madrugada de domingo, no Rossio, em Lisboa.
É o que revela a Polícia de Segurança Pública numa resposta enviada ao jornal Público. Diz que foi detectado um grupo de pessoas que evidenciava maior organização, várias de rosto tapado e que, diz a PSP, resistiu ativamente à intervenção da polícia, nomeadamente através do arremesso de objetos e de força física. Ainda de acordo com a polícia, as palavras de ordem, as faixas e os cartazes que exibiam indiciam uma possível ligação a grupos de cariz mais radical e extremista, embora a PSP sublinhe ao público que não é possível confirmar formalmente essa ligação. Desde que começaram os protestos pela habitação, é a primeira vez que a PSP assume a presença de infiltrados. Três intervenções da polícia, duas no Porto e uma em Lisboa, estão, entretanto, a ser alvo de investigações por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna e da Provedora de Justiça. Estes protestos prometem continuar. Ontem, o presidente da República mostrou-se preocupado com a crise no setor. António Guterres Seguro vai hoje reunir-se com vários especialistas do setor da habitação.
E no Explicador desta manhã recebemos Filipa Roseta, arquiteta e antiga vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, e Luís Mendes, geógrafo e especialista em habitação, para ouvir, como sempre, logo a seguir ao Jornal das Nove. Vamos então, Carla, às eleições legislativas em Israel. A esta hora ainda não é claro quem vai ser o próximo primeiro-ministro do país.
Pois não, a última atualização sobre a contagem dos votos dá uma ligeira vantagem a Benjamin Netanyahu, uma diferença de cerca de cinco pontos percentuais, quando estão apuradas nesta altura 57% das mesas de voto. Há, por isso, ainda uma grande incerteza sobre o próximo ciclo político em Israel. A candidatura de Gadi Yezncot chegou a cantar vitória ontem à noite e exigir a saída de Benjamin Netanyahu no governo, mas entretanto o enviado especial do Observador em Israel, Pedro Jorge Castro, explica como houve uma reviravolta nas projeções.
Pois foi. Todos os partidos desse bloco da oposição já tinham declarado vitória e a derrota de Benjamin Netanyahu, acima de tudo, mas o primeiro-ministro israelita esperou. Por volta da 01:30, uma projeção atualizada acabou por lhe dar a vitória ao bloco dele, portanto, à coligação que apoia o governo, e ele fez os seus apoiantes esperar até às 03:30 para decidir aquilo que iria dizer e afinal pôde aparecer como vencedor, ou pelo menos ignorando o apelo que tinha sido feito por Gadi Yezncot horas antes Que tinha apelado à criação de um governo quase de salvação nacional, integrando o Likud, o partido de Benjamin Netanyahu, mas exigindo a demissão de Benjamin Netanyahu do governo. Netanyahu apareceu pouco depois das três da manhã a falar aos apoiantes, ignorando completamente isto e a falar do Irão. Os primeiros minutos do discurso dele são a falar do Irão, da importância de eliminar de vez o Irão e da forma como pretende fazer isso com o seu maravilhoso amigo Donald Trump. Ele utilizou mesmo esta expressão, o que indicia que esse ataque ao Irão deverá estar para muito breve, depois das midterms nos Estados Unidos na próxima semana. Repara como isto vai criar uma enorme instabilidade política no país, porque será mais complicado gerir essa questão da governabilidade com o país em guerra. Na sequência disto, disse também três vezes que é proibido ter partidos árabes no governo. Ora bem, este é proibido, no entendimento dele, claro. Fez a campanha toda com isto. Ou era direita ou Palestina, era a opção que se colocava aos israelitas, mas está a tentar condicionar a opinião pública para a única opção que abriria aqui aberta a Gadi Eizenkot para conseguir a maioria dos 61 deputados, que passaria por este apoio dos partidos árabes. Partidos árabes que, aliás, mandaram recados esta noite de que estariam disponíveis para conversar com Gadi Eizenkot e porque o mais importante era, de facto, derrotar Benjamin Netanyahu e afastar de vez Benjamin Netanyahu do governo. Com esta premissa de Benjamin Netanyahu, de que é proibido ter partidos árabes no governo, de facto, fica mais difícil o caminho de Gadi Eizenkot, que não tem muitas alternativas para conseguir a tal maioria dos 61 deputados.
E para percebermos, Pedro, o que é que vai acontecer nos próximos dias? Estamos perante este impasse político. Vai alinhar-se de que forma?
Nos próximos dias vão acontecer duas coisas. Formalmente, o presidente da República vai ouvir os líderes de todos os partidos que têm representação parlamentar e cada partido deve indicar quem é que recomenda para primeiro-ministro. Isto vai acontecer, é o processo formal até à tomada de decisão do presidente, que vai então escolher quem lhe parece que tem mais condições para conseguir a maioria dos 61 deputados, sendo que depois essa pessoa tem 28 dias para conseguir formar governo. Nos bastidores, imaginamos que haverá muitos acordos e negociações para tentar influenciar já aquilo que cada partido dirá ao presidente da República. Imaginamos que, por um lado, Gadi Eizenkot vai tentar mover influências em conversas com os outros partidos para garantir que os partidos árabes aceitem recomendá-lo, mesmo sem garantias de que integrem o governo, porque isso criaria outros problemas na sua coligação. Tem partidos que não querem estar no mesmo governo que os partidos árabes. E do lado de Netanyahu, ele não tem grandes alternativas que não seja, primeiro esta que está a propor, que é um governo de direita forte, mas que teria que passar por tentar algum destes partidos que estão no bloco da oposição, parece difícil, ou então começar uma caça deputado a deputado, tentar converter deputados, negociar com deputados individualmente para ver quais é que consegue convencer a passarem pro seu lado. Enfim, vão ser tempos fascinantes aqui na política israelita, mas isto ainda vai demorar muito tempo até se conseguir encontrar aqui uma solução.
São precisos ainda, pelo menos, alguns dias para que isso aconteça. Pedro Jorge Castro é um dos enviados especiais do Observador a acompanhar as legislativas em Israel. Com praticamente 60% das secções de voto contadas, há nesta altura uma ligeira vantagem de Benjamin Netanyahu sobre Gadi Eizenkot. Vamos ao longo da manhã continuar a acompanhar estes resultados.
A Argentina confirma que Flávio Bolsonaro entrou no país ontem à noite e que já voou com destino ao Equador. O candidato derrotado nas presidenciais brasileiras poderá ter como destino final os Estados Unidos.
A informação tem menos de uma hora. A Direção Nacional de Migrações da Argentina, o órgão oficial de imigração do país, publicou um comunicado nas redes sociais esta madrugada. Revela que Flávio Bolsonaro, a mulher e as duas filhas entraram na Argentina pela fronteira com o Brasil às 22h50 de terça-feira. Os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para entrada no país e que não houve incidentes. Ainda de acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Bolsonaro e a família embarcaram num voo privado com destino ao Equador 40 minutos depois.
São agora 07h10, Carla, que outras notícias marcam esta manhã?
A Assembleia da República vota hoje a proposta do orçamento do Estado para 2027. Na generalidade, uma aprovação garantida depois do PS ter anunciado que vai abster-se. O debate no Parlamento retoma às 10h. A votação final global do documento está agendada para o dia 24 de novembro. O Sporting venceu ontem o Marítimo por 2 x 1, regressou às vitórias, confirmou o apuramento para a Final Four da Taça da Liga. No final da partida, o treinador Rui Borges prometeu trabalho para dar a volta ao mau momento em Alvalade. Hoje o Futebol Clube do Porto recebe o Académico de Viseu a partir das 20h30 também para a Taça da Liga. E agora, ouçam isto.
O que é que se passa com os U2, Carla?
Ora bem. Mistério. O que é que se passa? Há um cartaz na Segunda Circular, ali junto ao Estádio da Luz, em Lisboa.
O que é que tem esse cartaz?
Tem uma imagem que os fãs da banda conhecem muito bem, aquele chapéu que o Bono costuma utilizar com uma cortina vermelha e o cartaz tem uma data enigmática: 29 de outubro.
Que é já amanhã.
Que é amanhã. Não há nenhuma confirmação oficial, mas há muitas páginas não oficiais de fãs dos U2 que dizem que há uma possibilidade de eles terem concertos em Portugal. O Estádio da Luz ali ao lado. É confirmar.
Amanhã.
Amanhã vamos saber. É confirmar.
A data seria...
Eles já não vêm há muito tempo.
Não, desde 2018, portanto há aqui um jejum de oito anos.
Portanto, amanhã saberemos.
Amanhã saberemos a divulgação. São 07h00.