Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

É o arranque do Vamos à Bola das manhãs 360, com o jornalista André Maia. Olá, André, bom dia. Vamos aos destaques.

Bom dia, Maria João. Saudades de futebol internacional? Hoje é o dia. O Santa Clara começa a epopeia de competições europeias. O torneio olímpico de futebol começa daqui a uma hora. Neste Vamos à Bola olhamos ainda para um estudo da FPF sobre o VAR, dados positivos sobre os primeiros anos e deixamos uma pergunta: pode Portugal bater o recorde de medalhas? As previsões da Associated Press dizem que sim. Vamos conhecê-las no Vamos à Bola de hoje.

E André, é dado hoje o pontapé de saída dos portugueses nas competições europeias de futebol. O Santa Clara dos Açores estreia-se na Liga da Conferência.

É uma competição nova da UEFA, que começa nesta nova época e que quer levar o futebol europeu a todos os cantos do continente. Neste caso, literalmente, porque o Santa Clara tem uma viagem muito longa até a Macedónia. São 4 mil quilómetros, praticamente, para defrontar o Skupi, segundo classificado da Liga da Macedónia e que já começou a pré-época há algum tempo. Foi precisamente esse pormenor, ou por maior, que o técnico do Santa Clara, Daniel Ramos, destacou na antevisão ao jogo.

Vamos ter pela frente um adversário que já fez dois jogos, está ligeiramente mais adiantado que nós, mas acreditamos que isso não é problema, porque a equipa demonstrou nesta pré-época que estamos preparados, tem dado bons indicadores. Preparámos bem a semana. Conhecemos razoavelmente bem este adversário por aquilo que foi também um trabalho de casa e uma análise elaborada. Passámos essa informação para os jogadores e temos aqui uma ambição muito grande em conseguirmos fazer um bom resultado, que nos permita na segunda mão podermos passar, que é esse o objetivo.

Daniel Ramos aqui a antever o duelo de mais logo, a estreia do Santa Clara na Liga Conferência da Europa.

André, esta que é a nova competição da UEFA, que traz também regras novas.

Exatamente, regras próprias, mas que vão também mexer com as outras competições, como por exemplo, a Liga Europa. O jornalista Tomás Anjinho Chagas explica-nos como vai funcionar esta que é agora a terceira prova de clubes da UEFA.

O objetivo da Liga da Conferência é trazer inclusão e competitividade às provas da UEFA. Para esta nova competição, o organismo dá oportunidade a 184 equipas de participar, pelo menos uma de cada país. Isto, claro, na primeira pré-eliminatória da competição. Neste caso, o Santa Clara entra em campo na segunda pré-eliminatória. Se se apurar, segue para a terceira e só depois para o playoff, o último obstáculo antes da fase de grupo. Se lá chegar, vai encontrar uma estrutura semelhante à da Liga dos Campeões. São oito grupos de quatro equipas, nos quais passam os primeiros de cada grupo aos oitavos de final. Já os segundos classificados têm a companhia dos terceiros lugares da Liga Europa, que descem à Liga da Conferência para jogar um playoff e descobrir quem segue para os oitavos. São contas que o Santa Clara vai querer fazer, mas o primeiro objetivo é claro: começar por ultrapassar o Skupi da Macedónia a partir das 19h.

O jornalista Tomás Anjinho Chagas aqui com a explicação do modelo desta nova competição da UEFA, onde o Santa Clara se estreia esta tarde. O Skupi Santa Clara vai arrancar às 19h.

E ainda em pré-época está o Sporting de Braga. Os bracarenses empataram ontem em casa com o Marselha em jogo amigável.

Uma espécie de ensaio geral para a Supertaça frente ao Sporting no dia 31. Abel Ruiz marcou o primeiro para os Guerreiros do Minho ao minuto 19, mas Dimitri Payet, aos 52, fez o empate final 1 x 1. Foi o sétimo jogo da pré-temporada bracarense, o quarto empate antes da Supertaça com o Sporting no dia 31. Os minhotos têm ainda um jogo amigável com o Paços de Ferreira marcado para o próximo sábado.

E olhamos agora para as conclusões de um estudo da Federação Portuguesa de Futebol a que o Observador teve acesso. O vídeo-árbitro está a ajudar a evitar erros de arbitragem sem prejudicar o tempo útil de jogo.

O VAR aparece em sexto lugar na tabela dos motivos que fazem os jogos perder tempo. Antes dele estão os lances de bola parada, os cantos e as substituições. As conclusões deste estudo mostram ainda que o recurso a esta tecnologia, o vídeo-árbitro, ajudou, por exemplo, a anular vários gols irregulares. Filipa Ribeiro.

O vídeo-árbitro ajudou a corrigir erros de arbitragem e aumentou o tempo útil de jogo. De acordo com o Portugal Football Observatory, da Federação Portuguesa de Futebol, nos últimos quatro anos, o VAR anulou 119 gols, 56 pênaltis e seis cartões vermelhos. Os lances mais revistos são situações de gol e de grandes penalidades. A cada 10 jogos, o vídeo-árbitro é utilizado em quatro. É nos jogos dos primeiros classificados da tabela que mais se recorre à ajuda do VAR. Em comparação com a primeira época em que apareceu em Portugal, o vídeo-árbitro é agora menos utilizado. Nos últimos quatro anos, o recurso ao VAR caiu em 18%. Ainda assim, os árbitros têm vindo a aceitar cada vez mais a análise do vídeo-árbitro. Só na época passada, os árbitros de campo seguiram as indicações em 96% das vezes. Já o tempo útil de jogo aumentou. Se antes do VAR o tempo útil de jogo rondava os 51 minutos, agora ultrapassa os 53.

Filipa Ribeiro e as principais conclusões sobre o uso do vídeo-árbitro, que chegou a Portugal na época de 2017/2018. Na análise a estes dados, o árbitro internacional João Pinheiro diz que não tem dúvidas de que esta é uma boa ferramenta para ajudar os árbitros a tomarem boas decisões.

Com o passar dos anos, com a experiência dos árbitros, a vida arbitral está cada vez mais experiente, por assim dizer, está cada vez mais segura, cada vez mais a ajudar-nos no campo e quem está em campo sente muitas vezes que pode estar à vontade, que na maioria dos casos vai ter alguém que o vai ajudar a decidir bem para que no dia a seguir ninguém fale dele, não fale do seu trabalho e que no final o futebol saia a vencer.

João Pinheiro, árbitro internacional que esteve no Europeu de futebol precisamente com a função de vídeo-árbitro.

E tempo agora de olharmos para os Jogos Olímpicos. Isto porque, André, daqui a uma hora começa o torneio olímpico masculino de futebol.

Isto depois de uma madrugada com softball, mais uma, Maria João, mas agora com o desporto rei a começar às 08h30 com Egito-Espanha. E se faltam argumentos para os nossos ouvintes sintonizarem este jogo, então eu dou alguns: Dani Ceballos, Dani Olmo, Marco Asensio, Pau Torres são alguns dos internacionais espanhóis presentes no torneio, alguns deles também com presença no último Euro 2020. Mais tarde, a partir das 09h00, há o México-França com Guillermo Ochoa, André-Pierre Gignac ou Florian Thauvin, são algumas das estrelas que vão pisar os relvados japoneses.

E hoje ainda não há portugueses a entrar em ação, mas a expectativa aumenta, principalmente com a previsão da Associated Press. A agência de notícias prevê que Portugal faça a melhor prestação de sempre em Jogos Olímpicos.

São quatro medalhas para Portugal e uma delas seria de ouro. De acordo com a agência Associated Press, Jorge Fonseca é o favorito para ser campeão olímpico de judo. As outras medalhas seriam uma de bronze para Pedro Pichardo e também uma medalha para João Vieira na canoagem e para Fernando Pimenta. E se a previsão da Associated Press não chegar, o banco de dados BetSport vai ainda mais longe, dá ainda mais medalhas para Portugal. Seriam uns incríveis seis pódios portugueses com títulos olímpicos para Jorge Fonseca, para João Vieira e depois medalhas de prata e bronze para Bárbara Timo, Rui Bragança e ainda Fernando Pimenta e Pedro Pichardo.

E falta agora saber se as previsões se confirmam.

Esperemos que sim.

No caso do ténis, conhecemos há umas horas o início do percurso dos nossos tenistas. Já se conhecem os adversários de João e Pedro Sousa.

Vamos começar com o João. O número 137 do ranking ATP vai defrontar na primeira ronda o checo Tomas Machac, o 144 do ranking. Vai ser o primeiro encontro entre os dois jogadores. Já Pedro Sousa, número 120 do ranking, vai medir forças com o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, o número 35 do ranking ATP. Pedro Sousa pode encontrar nos oitavos de final Novak Djokovic, o número um do mundo. Em pares, a dupla portuguesa de Sousas também já conhece o adversário. Defronta na primeira ronda uma dupla de anfitriões. Do outro lado da rede vão estar Kini Shikori e o especialista de pares Beck McLaren.

Agora é só esperar pelo momento em que os portugueses entram em ação. E no "Vamos à Bola" de hoje conhecemos mais um atleta que vai vestir as cores nacionais.

E é uma das esperanças da natação portuguesa. Tamila Holub, atleta do Sporting de Braga. Chega aos segundos jogos da carreira e os primeiros foram marcantes. Tinha apenas 17 anos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Agora, cinco anos depois, o objetivo está definido: levar Portugal a uma final de natação, 37 anos depois. Aníbal Rebelo.

A atleta do Sporting de Braga foi a primeira nadadora portuguesa a conseguir dois mínimos olímpicos. Tamila Holub estreou-se no Rio de Janeiro com 17 anos. Isso na altura foi uma surpresa, agora é uma certeza. E os objetivos, esses, são claros.

Seria uma final aos 1500. Vai ser muito complicado. Neste momento, uma final é quase equivalente a uma medalha para mim, porque a competição está muito dura. Por isso, realmente o sonho seria uma final aos 1500 e uma semifinal aos 800.

A preparação não foi fácil devido ao período de pandemia e ao adiamento dos Jogos. Agora, com o aproximar da prova, a ansiedade aumenta, mas isso não é mau de todo.

Estou-me a sentir muito ansiosa, na verdade. É uma sensação muito boa, porque se nos Jogos Olímpicos anteriores sentia que estava ansiosa por participar, neste caso, estou mesmo ansiosa por sentir-me bem. Estou muito, entre aspas, preocupada em sentir-me bem na água, em sentir que tenho força nos braços, força na braçada, para poder competir com as outras raparigas das minhas provas. Por isso, para mim, o mais importante é mesmo isso, sentir-me bem para poder desfrutar mesmo da competição e tentar o melhor resultado possível.

A equipa de natação portuguesa já está há mais de uma semana no Japão e o mais difícil tem sido a adaptação ao horário.

Não é fácil. Vou ser honesta, já não é a primeira vez que eu venho para a Ásia competir. Já tive os Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanjing. Tive duas vezes na China, tive também na Coreia do Sul, em 2019. Por isso já vinha a contar. É muito complicado porque são oito horas de diferença e no momento quando estás a treinar, especialmente de manhã, é a hora que tu queres estar a dormir. Por isso, realmente custa bastante e tentamos ter o máximo de cuidado para adaptar da melhor forma possível.

Tamila Holub acredita que pode colocar Portugal novamente numa final e já lá vão 37 anos desde a primeira e única presença. Foi nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, com Alexandre Yokochi.

O jornalista Aníbal Rebelo aqui com as ambições e objetivos de Tamila Holub, nadadora do Sporting de Braga, que entra na água no próximo dia 26 de julho. Vai representar Portugal nos 1500 e 800 metros livres.

O jornalista André Maia no "Vamos à Bola" das manhãs da Trecenta e Sessenta. Obrigada, André.

Obrigado!

E amanhã. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto