Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Mais uma edição do "Vamos à Bola", o jornal de desporto da Rádio Observador. A edição de hoje é do jornalista Miguel Pena Andrade. Muito bom dia, Miguel.
Olá, Carlos.
E o Sporting começou a pré-época com uma goleada. Venceu o Celtic por 4 x 1, mas já lá vamos. Primeiro, Miguel, olhamos pro mundial de futebol, porque já é conhecido o primeiro finalista. A Espanha venceu a França por 2 x 0.
A campeã europeia está mais perto de repetir o feito do Mundial de 2010. O jogo só teve praticamente um sentido. No Dia da Bastilha, a França não esteve inspirada. Mikel Oyarzabal marcou o primeiro da Espanha, de pênalti, aos 22 minutos, o antigo lateral do Sporting. Pedro Porro fez o segundo aos 58. O placar não teve mudanças até o apito final. Nos últimos minutos, houve ainda direito a "olés" vindos da bancada. No final do jogo, Pedro Porro recebeu o prêmio de melhor em campo e aos jornalistas não conseguiu esconder a felicidade.
"É um sonho tornado realidade. A verdade é que nem nos meus melhores sonhos sonhava com isto. Estou muito feliz pela atitude da equipe desde o princípio até o final. Acho que fizemos um grande jogo e tudo o que tínhamos de fazer hoje para poder passar. Sabíamos que era uma seleção muito difícil e que faziam as coisas muito bem. A verdade é que este prêmio é da equipe, não é nada meu. Quero dar os parabéns à seleção, porque fizemos um grande jogo."
Pedro Porro, depois da vitória frente à França. Já o selecionador francês, Didier Deschamps, em conferência de imprensa, deixou críticas à arbitragem.
"Agora pergunto-vos por que eu não vou responder a isso. Não quero passar a imagem de que tenho mau perder, senhor, porque fomos derrotados. O árbitro desta noite tinha nível para arbitrar uma meia-final do Campeonato do Mundo? Respondam vocês se quiserem, eu não vou fazer."
O treinador da França, Didier Deschamps, fez hoje o penúltimo jogo aos comandos dos gauleses. Ainda tem mais uma partida neste mundial, o jogo do bronze, para apurar o terceiro e quarto lugar. A final está marcada para domingo, no Estádio MetLife, em New Jersey. É às 20h.
E a Espanha vai jogar contra o vencedor da segunda meia-final, que se joga hoje entre Argentina e Inglaterra, uma das maiores rivalidades da história do futebol.
As duas seleções já não se encontravam há 21 anos. Esse jogo foi um amigável. Vou melhor a Inglaterra, vitória por 3 x 2. Em mundiais, já se encontraram por cinco ocasiões. Os ingleses ganharam três vezes: em 1962, no Chile, em 66, em casa e depois em 2002, no Mundial da Coreia e do Japão. A Argentina tem uma vitória, o lendário jogo do gol do século e da mão de Deus de Maradona. Amanhã, o duelo vale a passagem à grande final. Na antevisão, o treinador dos campeões do mundo, Lionel Scaloni, não tem dúvidas de que o 11 inicial não está condicionado a vedetas.
"A equipa que vai jogar amanhã vai ser a que eu entendo que tem de jogar. Para mim, tanto me faz se ganharam ou não ganharam, se são ou não campeões. Sempre fiz o mesmo. Claro que me posso enganar, mas um jogador nunca sai por aquilo que deu, é por aquilo que está a dar. E isso é o que vamos fazer amanhã."
O selecionador da Argentina, Lionel Scaloni, em antevisão a esta meia-final. O treinador de Inglaterra também já falou sobre o jogo desta noite e Thomas Tuchel deixou algumas palavras ao número 10 da Albiceleste, Leo Messi.
"É simplesmente incrível a campanha e o torneio que fez. A forma como carrega aquela equipe é absolutamente impressionante. Não tenho palavras. Aliás, já não há palavras para este tipo de conquista, a responsabilidade e a qualidade que ele mostra outra vez neste torneio. É um líder e os jogadores chave em qualquer equipe em que jogue e, sem dúvida, nesta seleção da Argentina."
Thomas Tuchel, o selecionador de Inglaterra, em conferência de imprensa de antevisão ao jogo desta noite. A Argentina vai entrar em campo com o equipamento azul-escuro, associado à vitória histórica frente à Inglaterra em 1986. A autorização foi concedida pela FIFA. A Inglaterra joga com o equipamento branco tradicional. Esta segunda meia-final começa às 20h, joga-se no Estádio Mercedes-Benz, em Atlanta, estado da Geórgia.
Agora sim, Miguel, o Sporting começou a época com uma goleada, venceu o Celtic por 4 x 1 no Estádio do Algarve.
E já com algumas caras novas no 11 inicial. Issah Doumbia e Sergi Altimira fizeram dupla no meio-campo. Anderson, Derry e Pedro Lima entraram na segunda parte. Os leões começaram a vencer, com gol de Geny Catamo. O empate do Celtic só apareceu na segunda parte. A vantagem não durou muito. Marcou o Celtic aos 79. Três minutos depois, aos 72, Daniel Bragança repôs a vantagem. O jogo acabou 4 x 1, com a vitória do Sporting. No final da partida, o jovem de 19 anos, Eduardo Felicíssimo, mostrou-se feliz com o jogo e já deu motes aos adeptos lioninos. O objetivo esta época é ganhar o campeonato.
A equipa esteve bastante bem. Cumprimos aquilo que o mister nos tinha pedido. É para isso que servem estes jogos, para nos adaptarmos, para entrarmos ao máximo a força na época. Acho que a equipa deu uma grande resposta. O resultado também mostra isso, mas o que importa mesmo é as nossas táticas, desenvolvermo-nos enquanto equipa. E mostramos isso hoje. Os adeptos são fantásticos, desde o início do jogo a apoiarem-nos mesmo nestes jogos de preparação. Deixar uma mensagem de agradecimento e para contarem conosco pro campeonato. Vamos dar o nosso melhor pra atingirmos o nosso objetivo, que é ganhar o campeonato.
Eduardo Felicíssimo, em declarações à Sport TV, no final do encontro. O jovem de 19 anos jogou os 90 minutos na defesa central. E o Sporting volta a jogar dia 20, noutra partida de preparação, é contra o Estrasburgo
Terminou a primeira semana da Volta à França em bicicleta, Miguel. Tadej Pogačar mantém a camisola amarela e está cada vez mais perto de ganhar o quinto Tour.
O ciclista esloveno venceu ontem a décima etapa da Volta à França. O tetracampeão atacou a 16 km da meta, concluiu os 166,600 km em 3h58min. Pogačar aumentou as diferenças para os perseguidores na geral. Jonas Vingegaard é segundo, já a 3min36s. Evenepoel é terceiro, a quatro minutos. Depois das montanhas, hoje, Carlos, a etapa é plana, liga Vichy a Nevers, no total de 161,300 km planos.
Falamos agora dos Jogos de 2028. As equipas olímpicas e paralímpicas vão pela primeira vez vestir a mesma marca.
É uma iniciativa pioneira entre os dois comitês. Foi anunciado numa cerimónia que também serviu para homenagear os antigos atletas, em especial o primeiro medalhador português, Carlos Lopes. O evento contou com a participação do Presidente da República. João Lourenço, o chefe de Estado, relembrou que daqui a dois anos os atletas portugueses vão representar um país, mas também um legado de antigas glórias.
Mais de 140 atletas olímpicos e mais de 40 atletas paralímpicos já preparam os Jogos de 2028. A cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, não é desconhecida para os grandes feitos do desporto português e, por isso, o mote é dado por quem melhor sabe o que é ganhar nas ruas da Califórnia.
Com trabalho, sem fraqueza e acreditarem em vocês próprios, de certeza que vão ter cada vez mais possibilidade de trazer para nós, Portugal, um país pequenino, mas grande em atitude, e ganhem mais medalhas para o nosso país.
Carlos Lopes foi homenageado no pavilhão que o eterniza e que também foi palco que abraçou o anúncio inédito. Em 2028, os atletas olímpicos e paralímpicos vão vestir o mesmo símbolo. O aplauso chegou de António José Seguro.
Mais do que uma opção de organização ou de imagem, esta decisão traduz convictamente uma ideia de país. Afirma que a igualdade se concretiza em escolhas, afirma que a inclusão se realiza em práticas, afirma que Portugal reconhece o mérito, a coragem e o talento em todas as pessoas, sem exceção.
O líder do Comité Olímpico Português, Fernando Gomes, acredita que a mudança de símbolo representa algo maior.
Esta união representa muito mais do que uma nova identidade. Representa o orgulho de competir com excelência e de inspirar um país que acredita na igualdade, no mérito e na superação.
A inclusão foi a palavra de ordem na cerimónia e para o presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço, foi também a atitude certa.
Esta é seguramente uma mensagem que vai muito além do desporto. A inclusão não é apenas um valor, é uma força transformadora.
42 anos depois do ouro de Carlos Lopes, Portugal vai regressar unido a Los Angeles. Faltam dois anos para estas provas mais famosas do planeta e os atletas pedem o apoio dos portugueses que viajam até aos Estados Unidos, mas também dos lusodescendentes que vivem em terras do Tio Sam.
A reportagem do jornalista João Lourenço, que esteve na cerimónia de apresentação das equipas olímpica e paralímpicas para os Jogos de 2028. A iniciativa decorreu no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.
E fica por aqui mais uma edição do "Vamos à Bola", hoje com Miguel Pina Andrade.