Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Olá, bem-vindos à Vixi Suave. Tenho ao meu lado um nome cada vez mais incontornável da telefonia portuguesa, o novo rosto das manhãs 360 na Rádio Observador, o Diogo Teixeira Pereira.

Eu não mereço.

E as quase tão ilustres, mas igualmente queridas, as jornalistas de política Rita Penela e Inês André Figueiredo. É esta brilhante constelação que me vai ajudar a explicar uma semana em que o Parlamento desempacotou finalmente. Depois de tanto pacote, pacotinho e pacotão, PS e PSD tiveram a oportunidade de ver quem tinha o maior e melhor instrumento. Pena foi que tivessem acabado a discutir o PEC e a troika, Sócrates, Passos e, veja-se bem, até Eduardo Catroga. Pintelhos, portanto.

Eu acho que é mais complicado é ter um coro quase de uníssono, que parece que há uma aliança entre todos os partidos contra aquilo que é uma decisão de responsabilidade e que garante a confiança entre gerações.

Já se lhe pergunta se tem os cálculos e se pode disponibilizar os cálculos.

Foi com base em cálculos, é evidente que foi com base em cálculos, senhor deputado. Senhor deputado, foi com base em cálculos, o senhor deputado também os poderá fazer. Portanto, naturalmente...

Essa é uma referência, 2%?

É uma referência, mas não é obviamente a unicidade a ter em conta.

O governo não tomou decisões relativamente aos funcionários públicos e relativamente ao indexante de apoios sociais e relativamente aos aumentos dos funcionários públicos. Os primeiros a conhecê-los serão os sindicatos.

Não há truque nenhum

Não há nenhum artifício, não há nenhum truque, não há nada.

Não há truque nenhum.

Quem quis entrar no campeonato dos pacotes foi Carlos Moedas, o edil lisboeta, que foi à RTP deixar um aviso claro: quem se mete com Carlos Moedas acabará por levar. Nesta Vixi Suave teremos ainda tempo de provar a cabidela de Luís Montenegro e, na segunda parte, de falar sobre as novas aventuras de André Ventura. Portanto, venha daí a refeição mais deliciosa da política portuguesa. Diogo, tenho que começar por ti, naturalmente. Estás de parabéns, vais começar uma nova fase da tua carreira e mereces ter aqui um espaço nobre também para esposar as tuas opiniões sobre esta semana política. Tenho pra ti uma sopa de cavalo, que como é sabido, é um bicho que tem muita testosterona, pelo menos está associado a isso. Eu não sou cientista, não sei se estou a dizer disparates ou não, mas costumamos associar a testosterona ao cavalo, porque o que assistimos no Parlamento foi, de facto, até alguma masculinidade tóxica em relação ao pacote de PS e PSD.

Eu esta manhã estive a ouvir um conhecido analista político aqui na Rádio Observador, não me recordo bem o nome, mas a falar precisamente dessa relação entre os vários pacotes e quem é que tem o pacote maior. E eu estou confuso.

Isso foi por volta das 08h30, não foi?

Ali por volta das 08h30, sim. Eu estou confuso porque de facto não consigo perceber quem é que tem o pacote maior. Aquilo que eu estou aqui a tentar perceber melhor é quem é que sai bem disto. Porque se por um lado é verdade que, como ouvimos aqui nesta magnífica introdução com uma música circense, o governo está a tentar fazer um truque ou tentou fazer um truque, que entretanto já disse que não era um truque e que já explicou, para de certa forma garantir a sustentabilidade da Segurança Social, a verdade é que os pensionistas neste mês de outubro que se avizinha vão receber dinheiro na conta com o qual não estavam a contar até há bem pouco tempo. E todos nós sabemos que isto em política, aquilo que se diz é muito importante, mas aquilo que cai no bolso é mais importante ainda. E portanto, acho que pelo menos para já, pode haver muito barulho, mas acho que o governo provavelmente vai sair bem, pelo menos para já disto. E o PSD tem aqui algumas dificuldades em explicar qual é que é a alternativa, não é? Porque Luís Montenegro vai arriscar-se a dizer que as reformas deviam aumentar de acordo com aquilo que a fórmula previa? Vai arriscar-se a dizer que os funcionários públicos têm que ser aumentados sete vírgula tal por cento, que é o valor da inflação que o governo prevê? Não acredito que isso venha a acontecer.

Nós falaremos disso mais à frente, mas deixa-me passar aqui a bola à Inês André Figueiredo, porque perante o que fomos assistindo nos últimos dias, que foi um espetáculo até deprimente, à procura de responsabilidades, sabe-se lá desde quando, talvez desde Dom Afonso Henriques, portanto PS a dizer que a culpa era de Pedro Passos Coelho, o PSD a dizer que a culpa é da troika, enfim, é um espetáculo a que já estamos habituados. André Ventura teve, talvez, a intervenção mais sensata do dia de quinta-feira deste debate ao dizer que PS e PSD estão a perder tempo a discutir quem tem culpa, em vez de darem resposta, de facto, aos problemas dos portugueses. Este passa-culpas constante entre PS e PSD e no caso muito concreto das pensões, que é um tema que agora é difícil para o PS, mas que é tradicionalmente difícil para o PSD, pode dar aqui uma oportunidade ao Chega para explorar esse filão politicamente?

Por um lado diria que sim, que o Chega tem oportunidade para o fazer perante aquilo que PSD e PS andaram a fazer durante esta semana. Mas eu gostava de notar que o Chega apresentou um plano de 20 medidas como uma proposta que pudesse substituir esse plano do PS, tal como o PSD tinha feito. Esse plano acabou por passar completamente despercebido. Acho que não teve qualquer expressão noticiosa e até me custa perceber bem o porquê de isto ter acontecido assim, para percebermos e para as pessoas também perceberem como é que as coisas nos chegam. Este pacote de medidas chegou-nos, por parte da comunicação do Chega, a uma sexta-feira às 21h30, quando toda a semana tínhamos andado a falar sobre isto. O que é estranho, não parece que o Chega acredite que é uma sexta-feira, ainda por cima às 21h30, depois daquela hora nobre das notícias que é o noticiário.

Há tanta coisa tão melhor para se fazer numa sexta-feira às 21h30.

Exatamente. E todos sabemos, mesmo a nível parlamentar.

A nível parlamentar, claro.

À sexta-feira não há assim tanto tempo durante a tarde para ligar à política. E realmente não foram as horas de admissão de Marta Temido, mas foi estranho o Chega não cavalgar esta oportunidade como poderia ter feito, dizer apenas que acabou por o fazer com aqueles chavões que ficaram muito definidos aqui, os truques, as habilidades. André Ventura acabou por andar aí muito à volta. Só se me deres mais um segundinho.

Sim senhora. As coisas são contadas ao tempo.

Claro que sim. Pôr aqui uma colherada noutro dos partidos que eu acompanho, porque a Iniciativa Liberal fez um bocadinho o contrário, num modo mais soft. Acabou por cavalgar numa tentativa de desconstruir as propostas que tinham sido feitas.

Desculpa interromper. O problema que se coloca ao PSD coloca-se também à Iniciativa Liberal, que são dois partidos que têm muita dificuldade em dizer o que fariam de diferente perante esta inflação que conhecemos. Portanto, o que é que eles fariam de diferente em relação às pensões, o que fariam de diferente aos funcionários públicos? Achas que a Iniciativa Liberal deu uma boa resposta a essa questão?

A Iniciativa Liberal, não apresentando um tal plano de resposta diferente, acabou por desconstruir aquilo que o PS apresentava. E o que me parece é que num momento como este, em que andamos todos aqui a falar de coisas que são difíceis de perceber e que muitas vezes não chegam às pessoas, o ter dado todo este pacote numa linguagem mais acessível pode ter favorecido a Iniciativa Liberal neste conjunto de iniciativas apresentadas pelo governo e que continuam a ser muito criticadas pela oposição.

Antes de passar a Rita Penela para uma outra sopa, deixa-me só perguntar, Diogo, se viste na entrevista de António Costa, na forma como respondeu às perguntas, na forma como até se insurgiu com o jornalista muito em concreto, algum nervosismo do primeiro-ministro.

Eu acho que é a técnica normal quando alguém é apanhado-

Com as calças na mão.

Exatamente. Ainda bem que foste tu a dizer, que tens mais credenciais do que eu, mas acho que é mais ou menos isso que acontece. Agora só falta é perceber se António Costa não estava a contar ser apanhado com as calças na mão ou se estando a contar, já sabia que ia fazer este número.

Muito bem. Quem não quer ser apanhado com as calças na mão é Carlos Moedas. Rita Penela tem para te servir uma sopa rica. Aparentemente, Carlos Moedas está muito disposto a abrir os cordões à bolsa. Queria que explicasse aos nossos ouvintes, no essencial, o que está aqui em causa em termos de medidas que Carlos Moedas quer aplicar em concreto às pessoas que vivem em Lisboa e que quer compensar algumas fragilidades, diz ele, do plano do governo. E também se isto não é uma forma de Carlos Moedas voltar à primeira linha da política, ele que tem estado em tantas dificuldades.

És muito exigente e pedes-me sempre muitas coisas. Eu fico sempre intimidada.

Acredito sempre no teu potencial, Rita Penela.

Engraçado, porque não estavas ali fora, mas nós estávamos, eu, a Inês e o Diogo, a comentar precisamente este regresso pós férias de Carlos Moedas, ele que antes da pausa de verão saiu ali numa série de trapalhadas, não tão bem, e que parece agora ter voltado com um posicionamento mais claro, também à boleia do governo. Acaba por beneficiar dali de uma ajudinha, um empurrãozinho. Mas de facto a vir para a comunicação social apresentar uma série de medidas, uma comunicação social também muito direcionada àquele que é o público fiel e o eleitor fiel que ele, pelo menos à partida, tem como garantido ou como eleitorado de preferência. Ele lançou as medidas para a habitação e também a questão das consultas para os maiores de 65, que era uma bandeira eleitoral. Ele que aproveitou, aliás, a entrevista esta semana para fazer as contas àquilo que já tinha cumprido. Isto porque a oposição continua a apontar muito falta de atividade e falta de obra feita por Carlos Moedas, e ele aproveita para lhe dizer: "Não, mas atenção, porque das 12 já fiz oito, ou estão em andamento ou já estão concluídas oito. Não estou aqui a dormir." E como dizias há pouco, quem se mete com Carlos Moedas, leva.

Até porque ele tem dormido mal.

Tem dormido um bocado, ou pelo menos acorda sobressaltado a meio da noite a pensar no lixo.

Mas já que falamos de testosterona na nossa primeira sopa, eu queria ler aqui uma passagem da entrevista de Carlos Moedas e queria o teu comentário a esta espécie de grito do Ipiranga do presidente da Câmara de Lisboa. Estou a citar: "O Carlos Moedas não está aqui de passagem. O Carlos Moedas está aqui para cumprir um grande mandato como presidente da Câmara, ter realmente a capacidade de fazer e Pausa dramática. "Não se atravessem à minha frente, porque eu vou para a frente". O que te parece deste animal feroz, enjaulado na Câmara de Lisboa?

Que só sai quando não consegue responder se vai recandidatar ou não e continua a dúvida, e aquilo que a oposição lhe aponta, se ele de facto está na Câmara de Lisboa porque quer deixar obra e um grande mandato enquanto presidente da Câmara, ou se porque percebeu que é um palco, porque é um meio de chegar depois ao cargo de primeiro-ministro, ambiciado pelo PSD. Aqui Luís Montenegro, se calhar, não estará tão contente com esta projeção que Carlos Moedas vai conseguindo garantir também à boleia da falha do Governo. Mas saiu esse animal só confrontado com isso e com o facto de, mais uma vez, não se ter comprometido com uma recandidatura e ter apontado para o presente e para aquilo que está agora.

Em termos de propostas concretas para a resposta à crise inflacionista, está tudo ainda um bocadinho em concertação. O que é que podemos esperar desse pacote by Moedas?

Com alguns truques também.

Também só se antevê pacote nesta viciosa.

Ele também consegue ali alguns truques, nomeadamente na questão da habitação. Grande parte das rendas municipais são indexadas ao rendimento familiar, portanto, não tem nada que ver com a inflação. Aumentando a inflação, não se refletiria. Parte delas sim, mas o restante não. Já seriam rendas que não iam ter aumento além daquilo que será o normal, caso as famílias sejam aumentadas, o que não parece sequer que seja um cenário real para aquilo que se avizinha. Ele falou também na entrevista na questão de apoiar os mercados e os vendedores nos mercados municipais com o não aumento de rendas, que era aliás uma das propostas que a oposição já tinha tornado públicas. Hoje de manhã, à boleia da reunião extraordinária que já estava agendada, houve um primeiro encontro para conversações com a oposição, mas ainda tudo muito por definir e não houve, ao que consegui saber, nenhuma proposta concreta. O executivo não chegou com nenhuma folhinha com as medidas a apresentar. Ele que dizia querer consensualizar, vamos ter que esperar para a próxima semana para ver que coelhos é que saem da cartola de Carlos Moedas e da Câmara Municipal de Lisboa.

Esperemos que não demore tanto tempo a apresentar o pacote como o governo.

Miguel, deixa-me só meter aqui uma pequena desculpa. É que estamos muito sérios em propostas. Eu gostava só de dizer que o Carlos Moedas não consegue deixar de se querer apresentar em sítios onde, pelos vistos, não é convidado, porque esta semana também disse que ia sentar-se à mesa das negociações do aeroporto, desse por onde der. Por isso eu acho que ele vai chegar e dizer: "Aqui estou, senhor primeiro-ministro", ou "aqui estou, Luís Montenegro", mesmo sem ser convidado.

E não deixa de ser curioso que tenha encontrado esta coragem para estar à mesa das negociações do orçamento, quando ainda há um par de meses dizia que não tinha nada a ver com o assunto.

Sim, exatamente.

Enfim, Diogo Teixeira Pereira, tenho mais uma sopa, a última para te servir. Temos quatro minutos, portanto apele ao teu poder de síntese. É canja laranja. Presumo que tenhas estado muito atento ao trabalho que foi sendo desenvolvido aqui no Observador.

Até vais perceber quanto.

E também à volta que Luís Montenegro iniciou no distrito de Viseu. Que comentário te apraz fazer em relação a esta iniciativa do líder do PSD?

Olha, eu acho que Luís Montenegro está verdadeiramente empenhado em contagiar todos os membros do PSD. Porque nas fotos do Francisco Romão Pereira, que fez contigo esta reportagem, dá-me a ideia que a concha de sopa que Luís Montenegro usou para servir os 30 e tais militantes é a mesma concha de sopa que usou para provar a própria sopa. Ora, Montenegro provou a sopa com a mesma concha que serviu depois aos militantes.

Militantes e jornalistas, não é, Miguel?

E jornalistas também. E portanto, eu acho que a palavra certa é esta: contagiar. Ele está empenhado em contagiar os militantes com todo este ritmo que está a querer aplicar no partido.

Sem epidemia, mas a pandemia não sai mais.

Fica-te mal, Diogo Teixeira Pereira, enquanto um homem de Vilar Formoso, que devia estar habituado a uma forma de estar na vida menos conservadora.

Não, mas eu comeria aquela sopa sem problema. Atenção.

Esse teu fascismo higiênico não condiz com a tua posição natural de Vilar Formoso.

Não, Miguel.

Isso é coisa da cidade.

Comeria aquela canja laranja na mesma, até porque já me falaram muito bem dela, inclusivamente da cabidela. A determinada altura tu citas lá uma frase de Luís Montenegro, ele diz para as pessoas não ficarem impressionadas com o sangue que vai começar a surgir. Eu posso garantir que não fiquei impressionado, de maneira nenhuma, com este provar de canja. Estava boa? Chegaste a provar ou não?

Estava muito boa. Luís Montenegro está de facto de parabéns pela cabidela. Portanto, num minuto, tu és capaz de dizer alguma coisa de relevante para a política nacional em relação à iniciativa Luís Montenegro? Achas que o líder do PSD está de facto a aproveitar este aparente desnorte do governo para ganhar uns pontinhos?

Está e acho que isso se percebe. Acho que se percebe que ele está a conseguir mobilizar o partido e parece-me cada vez mais evidente que Luís Montenegro é muito possível que fique até às eleições legislativas de 2026, se elas se realizarem mesmo nessa data. Isto porque quando Luís Montenegro se candidatou à liderança do partido, havia muitas pessoas a vaticinarem um líder a prazo, que ficaria apenas durante dois anos, que é o período do mandato e que depois poderia vir alguém fazer-lhe a cama, talvez Carlos Moedas. Eu acho que a partir de agora podemos dizer com segurança que Luís Montenegro, ou pelo menos fazer essa antevisão, Luís Montenegro está de pedra e cal e quase garantidamente vai chegar a 2026. Faço aqui esta previsão.

Temos conosco Rui Paulo Sousa, deputado do Chega. Bem-vindo.

Muito obrigado pelo convite. Boa tarde a todos e a quem nos está a ouvir. Obrigado.

Falamos então sobre o Conselho Nacional do Chega, que vai ocorrer este fim de semana. Primeiro foi anunciado que os militantes de base apenas podiam participar e não tinham direito a voto. Depois André Ventura propôs que todos pudessem votar na moção de confiança à liderança. O presidente do partido está com receio de ter perdido o apoio dos conselheiros ou de ter um resultado aquém do esperado?

Nem uma coisa nem outra. Inicialmente, o que estava previsto era apenas votarem os conselheiros, porque é o que está nos estatutos. Apenas que houve muitos militantes de base que questionaram se podiam, já que estavam presentes e podiam intervir, se podiam votar também ou não. Isso somado ao fato que o presidente preferiu ter uma base de apoio muito mais alargada na questão da votação. Portanto, primeiro para dar a hipótese a quem estiver presente para votar, e depois porque obviamente a legitimação é muito maior se for votado por 500 mil militantes do que se for apenas pelos conselheiros nacionais, porque obviamente com os conselheiros nacionais não tínhamos qualquer dúvida de qual seria o resultado, visto que a lista na altura quando foi eleita, obviamente que a principal lista era apoiada.

Essa vitória expressiva estava assegurada. Ainda assim, este Conselho Nacional acaba por estar assombrado, mais uma vez, por alguma turbulência interna. É mais um capítulo de uma vida interna difícil no Chega. Este tipo de confusões não traz danos reputacionais ao Chega?

É óbvio que preferíamos que não houvesse toda esta briga interna. Obviamente que é saudável haver, em democracia, outras correntes ou quem não concorde com as nossas opções. Isso é normal e é aceitável. Agora, o problema que temos maior é que os nossos, entre aspas, adversários internos acabam por nunca querer participar em eleições ou, neste caso, posso dizer que na votação que vamos ter, portanto, apoiar a moção de censura, já tivemos a informação que o nosso suposto principal adversário, o Nuno Afonso, pelo menos é assim que ele se intitula, nem sequer vai estar presente. O que é um bocado estranho para quem, no fundo, andou sempre a dizer que queria ter uma voz ativa, devíamos colocar aos militantes uma votação sobre o próprio presidente e sobre as políticas do partido. No fundo, é o que fomos colocar com esta moção de confiança e ele diz que não vai estar presente, sequer.

E na sua opinião, Nuno Afonso não está presente por quê?

Porque sabe que vai perder. E acho que não quer passar a vergonha de ter um resultado de uma moção que é aprovada por 90 e tal por cento e ter, se calhar, 1 ou 2% de votos contra, brancos ou qualquer coisa. E eu acho que ele não quer passar vergonha de estar presente devido a isso.

Atribuiu a responsabilidade destas crises internas à oposição, aos supostos adversários do André Ventura, mas aqui o líder do Chega não tem responsabilidades. Acha que André Ventura tem feito uma boa gestão interna do partido. Depois de tantos casos, André Ventura tem sido, de fato, capaz de gerir bem o partido?

É assim, na medida do possível, porque é preciso não esquecer uma coisa: o partido tem praticamente três anos. É um partido construído do nada, de um deputado que passámos para 12. As estruturas estão a ser feitas neste momento. As estruturas não existiam. É preciso dizer que o partido também não tinha grandes meios financeiros, que era a subvenção de um deputado. É preciso ver que a maior parte das pessoas não estava na política, eram pessoas novas. Portanto, não havia uma cultura política anterior, não houve tempo de criar essas estruturas. E o que é que isso provoca? Provoca, obviamente, que as pessoas, muitas ainda estão sem integrar e a aprender, no fundo, a maneira de estar na política e o que podem fazer ou não fazer, ou podem se candidatar ou não candidatar, seguindo os termos obviamente normais de qualquer partido. E eu creio que é isso que provoca um pouco de instabilidade, este recente aumento tão grande do partido, porque é preciso não esquecer que passámos de um e tal por cento para 7, 8% e nas presidenciais o resultado que tivemos foi excelente. Tem que se ver nesse prisma. Não podemos estar a comparar com um partido que tem 20, 30, 40 anos de existência com um partido que tem três.

Falou que espera uma vitória com mais de 90%. Isso é aquilo que considera um bom resultado para este Conselho Nacional. André Ventura tem tido sempre votações muito elevadas, mas por outro lado, muitas das vezes também há poucas pessoas a votar, tanto nas eleições internas, como não sei quantas pessoas são esperadas neste Conselho Nacional, mas tendo em conta os números de militantes que existem, suponho que não vão estar, obviamente, todos presentes. Gostava de tentar também perceber um bocadinho esse universo.

Obviamente que não esperamos que estejam todos presentes, porque senão então o local tinha que ser um estádio de futebol ou algo parecido. Temos perto de 40 mil militantes, portanto, não seria muito viável. De toda a maneira, esperamos ter cerca de mil militantes, apesar do espaço estar preparado para mais. Estamos à espera de ter cerca de mil militantes. E obviamente que em mil militantes, tendo um resultado na ordem dos 90%, eu penso que é um excelente resultado. Obviamente, podemos dizer que qualquer resultado positivo é um bom resultado, mas o que esperamos é ter um resultado elevado.

André Ventura acaba muitas vezes por colocar algumas metas estatísticas. Gostava de perceber o que não é um bom resultado neste Conselho Nacional, o que não seria um bom resultado?

Não ser aprovada a moção seria um mau resultado. Eu creio que é assim, não foi colocada nenhuma meta. E é preciso não esquecer uma coisa. No fundo, isto mostra que não há um medo concreto De ser colocado aos militantes uma votação deste gênero, porque é preciso não esquecer que terão lá mil militantes. Não sabemos quantos são os nossos supostos adversários internos, se serão 20, 30, 50, 100, 200, não sabemos. Mas, percentualmente, pode não refletir a verdadeira dimensão dos militantes que estão com o André Ventura e dos que não estão. Portanto, há aqui, obviamente, um risco que o presidente esteve disposto a avançar, apesar de não saber realmente essa porcentagem. Mas é assim, eu penso que qualquer número abaixo de 70%, 80% é um resultado bom, mas já não é um excelente resultado. O excelente resultado será acima dos 90.

Os problemas da vida interna do partido não têm contribuído propriamente para a serenidade na liderança do Chega, nem sequer para os quadros do partido que estão no Parlamento. Admite que está a ser construída uma oposição interna? Sentem isso na liderança do Chega?

É assim, não a nível de Parlamento ou grupo parlamentar, não a nível de direção nacional, não a nível de estruturas nacionais. Se de fato existe alguma oposição interna, é uma oposição que está cingida a meia dúzia de pessoas espalhadas por algumas estruturas, no máximo distritais ou até concelhias. No fundo, não passa disso.

Mas as consecutivas suspensões de militantes não dão razão a quem fala de falta de democracia interna e até de falta de liberdade de expressão? E pergunto-lhe porque o Rui Paulo Sousa é responsável pela Comissão de Ética do partido.

Pronto, sou realmente a pessoa indicada para responder a isso. É assim, o objetivo da Comissão de Ética, que foi bem explicado desde o início, não tem a ver com impedir as opiniões políticas dos militantes, mas sim impedir que eles ofendam, de uma forma gravosa, outros militantes. Porque atenção, nós agimos sobre os militantes e não sobre o que eles comentam dentro do próprio partido, e não o que eles comentam fora do partido. Ou seja, quando eles ofendem um outro militante, chamando nomes, pondo em causa a sua imagem, pondo em causa a sua honra, é isso que nós não aceitamos. E não aceitamos por quê? Porque houve um período onde isso não acontecia. E então o que vimos nas redes sociais, as redes sociais, sem dúvida que são uma ferramenta essencial hoje em dia, penso eu, para qualquer partido, e o nosso sem dúvida que as usa.

Mas não é por estarem suspensos que podem deixar de as continuar a usar.

Isso é um facto, mas o que é facto é que é, podemos dizer, um cartão amarelo que se está a dar ao militante relativo ao seu comportamento face a outros militantes.

E quantos é que têm esse cartão amarelo neste momento?

É assim, é preciso não esquecer que isto é ao longo de um certo tempo, e as suspensões variam entre 30 dias até 180 neste momento. Portanto, neste momento, suspensos efetivamente, penso eu que não serão mais de 10, 12 militantes, atualmente.

E quantos é que já foram expulsos desde a criação do partido?

Atenção que a expulsão só é feita pelo Conselho de Jurisdição Ética, não tem poder de expulsão, apenas de suspensão.

Mas tem noção desse valor ou não?

Talvez expulsos mesmo, penso eu que não chegará a oito, 10 militantes. Ou seja, no fundo, fala-se muito, mas os números reais face ao número de militantes, estamos a falar de umas porcentagens baixas.

Mas como diz, é um número variável da suspensão, porque há uma suspensão, depois os militantes regressam. Se por acaso a suspensão fosse mais longa ou desde o início da fundação do partido, tem noção de quantos militantes é que já estiveram pelo menos suspensos uma vez?

Cerca de 80, 90 no total, até agora.

Deixe-me ir só aqui mudando um pouquinho a agulha. Depois de vários casos de autarcas que deixaram o partido, o caso de Gabriel Mithá Ribeiro foi o primeiro dentro do núcleo do Parlamento que tornou público o seu descontentamento. Há aqui uma preocupação acrescida em manter uma imagem de união por se tratar do grupo parlamentar e da representação nacional do Chega na Assembleia da República?

Obviamente, nós pretendemos ter uma imagem de união e que exista essa união. De fato, houve esse episódio, que já está esclarecido, e que teve mais a ver com mal-entendidos que por vezes surgem, do que propriamente com uma divergência de fundo concreta, até mesmo o caso onde se fala de agressões, etc, também é muito exagerado.

O que aconteceu, exatamente? Porque há essa versão das agressões e até o momento não houve um desmentido cabal sobre a existência dessas agressões.

É assim, e eu vou ser sincero, eu não estou a mentir, eu não estive presente. Nem eu, nem o líder do partido, nem o Pedro Pinto.

Mas já se terá informado, certamente.

Obviamente. Tivemos conhecimento, realmente houve uma troca de palavras de ambos os deputados. Agora, não houve agressões físicas, nem nada parecido. Isso aí é sempre aqueles exageros que vão acontecendo e que as pessoas, no fundo, acabam por usar isso, especialmente os nossos adversários internos, os poucos que existem, tentaram aproveitar-se disso para criar um caso.

Mas foi Gabriel Mithá Ribeiro que se queixou.

Sim, mas a queixa dele, hão de ver que inicialmente nunca teve a ver com agressão nenhuma. A queixa dele teve a ver com o gabinete de estudos, essencialmente, foi essa a base de toda esta conversa e toda esta discussão inicial. Mais tarde apareceu a questão dessa suposta agressão, que surgiu mais tarde, não surgiu na altura. Isso já foi no desenrolar dos acontecimentos. E se tivesse sido então, de fato, isso tão grave, então era o que ele teria avançado imediatamente e, como viram, não avançou. A única conversa que houve foi sobre o gabinete de estudos.

Essa troca de insultos que ainda agora falava entre deputados.

Atenção, eu não digo insultos, divergência.

Divergências acaloradas.

Porque não houve insultos, atenção, houve divergência.

E as divergências seriam desculpáveis na mesma medida caso não se tratassem de dois deputados do Chega, mas sim de outro tipo de representação do partido a nível nacional, quer fosse um deputado municipal ou outro cargo ocupado pelos indivíduos, no caso.

É assim, nós já tivemos outros casos De divergências em viva voz, que é o que estamos aqui a falar, e que foram perfeitamente aceites e toleradas. Posso dizer que não houve nenhum processo contra ninguém por conversas que teve com outro, seja assessor, seja deputado, seja presidente distrital, seja presidente de concelhia, e já houve casos desses, como é óbvio. É preciso não esquecer que estamos a falar de muitas pessoas, muitas direções distritais, direções concelhias, nacionais. Estamos a falar de muita gente. É óbvio que as pessoas, por vezes, divergem da sua opinião. Agora, nunca houve consequência disso. Quando estamos a falar de suspender alguém ou até expulsar alguém, estamos a falar em coisas concretas de ofensas concretas. Porque estamos a falar de situações onde são à porta fechada, não estamos a falar publicamente vir fazer qualquer coisa. Se calhar, se tivesse acontecido isso num sítio público com muita gente a assistir, então teríamos, se calhar, que tomar alguma posição sobre isso. Mas estamos a falar em reuniões próprias do partido, nos locais próprios.

Mas tanto, por exemplo, olhar para um alto dirigente do partido como é Gabriel Mithá Ribeiro, que era vice-presidente. Por acaso, essa situação não ficou também bem esclarecida, porque ele apresentou a demissão, depois foram feitas as pazes. O que vai acontecer com Gabriel Mithá Ribeiro? Sai ou não sai da direção?

Atenção, ele saiu.

Ele apresentou a demissão?

Ele apresentou a demissão de vice-presidente e essa demissão, atenção, já tinha sido pedida uns meses antes e foi aceite. Portanto, neste momento, ele não está na direção do partido porque saiu. Eventualmente, numa próxima direção, não quer dizer que não possa voltar, tal como voltou ao gabinete de estudos. Isso é uma questão de uma nova lista e uma nova eleição. Neste momento, ele apresentou a demissão e foi aceite. Portanto, ele neste momento não é vice-presidente do partido.

Deixe-me só fazer uma pergunta muito curta, também por causa da questão da direção. Falava aí que as pessoas que são suspensas e/ou expulsas, são maioritariamente por questões de ofensas, mas o partido expulsou, por exemplo, um ex-vice-presidente, porque alegadamente fez um post nas redes sociais em que ia contra a liderança de André Ventura. Isso não é uma questão de ofensa, é uma questão de falta de liberdade de expressão?

Atenção que as expulsões não são concretamente só sobre um post. Nos processos é analisado mais dados que não apenas um post. Estamos a falar de mais posts, estamos a falar de publicações em grupos do WhatsApp, estamos a falar em diversas publicações que não incluem apenas o estar a dizer que concorda ou não concorda com determinada política, mas sim ofender concretamente e às vezes pôr em causa a honra das pessoas. Porque quando nós dizemos assim: "Nós não concordamos com a política que o presidente segue. Tudo bem, nós achamos que o partido devia ir por outro caminho." Tudo bem, mas quando dizemos que o presidente tem tiques de ditador, é comparar com um regime do antigamente, ou quando dizemos que não é o eleito de Deus ou coisas desse gênero, acho que estamos a entrar num campo absurdo em que estamos a tentar denegrir uma imagem de uma pessoa. O José Dias, que é de quem estamos a falar, foi membro da Direção Nacional e vice-presidente do partido, penso eu, cerca de um ano e meio a dois anos. E estivemos juntos na Direção Nacional. E eu nunca o vi, enquanto era membro da Direção Nacional, fazer determinadas críticas, nem tomar determinadas opções. Podia ter feito enquanto era vice-presidente.

Mas pode ter mudado de opinião e é legítimo que o faça, não é?

Eu diria que ele mudou de opinião, como muitos outros, a partir do momento em que deixou de ter determinados cargos e determinadas situações, e principalmente quando não são escolhidos por determinadas posições quando estamos a falar de eleições, porque se forem analisar a base toda é sempre esta.

Mas aí estamos numa dimensão de suposições. O que eu lhe perguntava era: garante, enquanto coordenador da Comissão de Ética, que ninguém é expulso por ter uma opinião diferente e por dizer no Facebook, que foi o caso desta publicação, que é contra a liderança de André Ventura?

Não, ninguém é expulso apenas por ser contra uma liderança ou até ter uma opinião diferente sobre o rumo do partido. São expulsos porque fazem posts, comentam em grupos do WhatsApp de uma maneira que está a denegrir, no fundo, a imagem da pessoa. Não estão a pôr em causa a sua liderança, mas sim a tentar denegrir de alguma forma, através de nomes, através de insinuações, pondo em questão muitas vezes questões desde familiares, desde económicas. Aliás, eu próprio fui vítima de várias situações desse gênero. Portanto, eu acho que não há um único dirigente do partido que não tenha sido vítima ao longo destes dois anos de ataques pessoais bastante graves. Portanto, é isso que nós não podemos aceitar, e muito mais como pessoas que estão ligadas à direção do partido.

Vamos avançar, porque esta semana conhecemos mais um capítulo de uma troca de argumentos muito particular entre André Ventura e Augusto Santos Silva. A pergunta que eu tenho pra você é se acha que alimentar esta divergência não é, de alguma forma, dar força a uma eventual candidatura presidencial de Augusto Santos Silva e se, por outro lado, ou se até de forma paralela, isto também não interessa ao Chega e André Ventura, uma vez que o líder do Chega, à partida, ao que tudo indica, será também candidato nas próximas eleições presidenciais. Uma mão lava a outra, neste caso.

É assim, eu não posso falar, obviamente, em nome do presidente da Assembleia da República. Da nossa parte é-

Então vamos dividir a questão. Acha que Augusto Santos Silva está a ter essa estratégia deliberada de polarizar com o Chega?

Talvez, mas de toda a maneira, falando dessa questão específica que aconteceu esta semana, eu estive presente na reunião de líderes como vice-presidente da bancada e nós apresentámos uma determinada proposta. Essa proposta para agendamento de um projeto de lei foi aceite e o que aconteceu mais tarde foi que é emitida uma súmula com os agendamentos todos e não estava lá esse agendamento, portanto foi retirado. Tinha a ver, penso eu, com a gestão política.

Eu até me referia mais a este episódio sobre o facto de Santos Silva ter chamado a atenção ao Chega por causa dos discursos injuriosos que ocorreram esta semana. Mais uma vez também uma chamada de atenção de Augusto Santos Silva e por isso é que lhe perguntava e pedia-lhe uma resposta muito sintética, se acha que Augusto Santos Silva, por um lado, está à procura no Chega de alimentar as suas ambições presidenciais e se, numa espécie de autocrítica, se André Ventura também não está a aproveitar deste duelo particular com Augusto Santos Silva para se lançar novamente a Belém.

Quanto ao presidente da Assembleia da República, é óbvio que ele possivelmente tira algum partido desta luta, entre aspas, com o partido Chega. Se é para alimentar a sua candidatura ou não, só ele saberá quando a apresentar e saberá se vai aproveitar realmente essa luta, entre aspas, para isso ou não. De toda a maneira, a sua intervenção esta semana já cumpriu um pouco mais o regimento, porque esperou até que o André Ventura terminasse e no fim falou sobre o assunto, o que não aconteceu da primeira vez e foi isso que foi grave. Quanto ao André Ventura, é assim, há que ver que o comportamento do líder do partido é sempre o mesmo. Ele não mudou absolutamente nada. As intervenções que ele faz hoje em dia, falando sobre o que fala e os grupos que fala, são exatamente as mesmas que falava desde que é deputado. Portanto, não houve qualquer alteração de comportamento.

Vamos avançar para a segunda parte da nossa Vichy Soares, o Carne ou Peixe. Recordo que só pode escolher uma de duas opções, caso contrário passará fome e estamos já muito perto da hora do almoço ou para lá da hora do almoço, melhor dizendo, vem aí a trilha. A quem preferia confiar os seus animais de estimação: Pedro Nuno Santos ou Fernando Medina?

Fernando Medina.

Foi empresário agrícola. A quem é que dava umas lições de como plantar sparvos, já que essa é a sua especialidade: João Cotrim Figueiredo ou Luís Montenegro?

Luís Montenegro.

E num cenário de eleições presidenciais em que só há dois candidatos à direita, em quem é que votaria: Paulo Portas ou Luís Marques Mendes?

Obviamente que eu sempre só votarei no único candidato, que é o nosso, André Ventura.

Passa fome na terceira, vamos ver se na última consegue escolher uma das duas opções. Quem levava a ver uma tourada: Cristina Rodrigues ou Nuno Afonso?

Obviamente, seria Cristina Rodrigues, sem qualquer dúvida.

Muito bem. Terá agora a oportunidade de servir a sobremesa, tal como é hábito neste programa. A sobremesa, no caso, é uma música. Que música é que nos trouxe e porquê?

A música é Brothers in Arms dos Dire Straits. É uma música que eu ouvia na minha adolescência e traz-me obviamente boas recordações e que além disso o próprio título Irmãos de Armas, em português, faz lembrar um pouco o que é hoje em dia o nosso grupo, a nível do Parlamento, em que somos irmãos de armas, tirando a parte bélica, no campo de batalha que é o Parlamento, e mesmo a nível da própria direção do partido, onde também no fundo sentimo-nos unidos por uma certa fraternidade contra os nossos adversários e por isso penso que é a música ideal.

Muito bem, Rui Paulo Sousa, muito obrigado por ter vindo à Vichy Soares. Os nossos ouvintes já sabem, voltamos à sexta-feira à mesma hora.

Muito obrigado pelo convite.

Now the sun's gone to hell and the moon's riding high. Let me bid you farewell, every man has to die. But it's written in the stars, in every line in your palm. We're fools to make war on our brothers and arms.