Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Bem-vindos a mais uma "Vichy Soares na Estrada". Eu sou o Luís Soares e sempre a esta hora, a hora do lanche, servimos uma sopa com a ajuda dos repórteres do Observador, que na estrada acompanham as caravanas dos candidatos presidenciais. E aquilo que se vai passando na atualidade não fica à margem das declarações dos candidatos. As mais recentes notícias de mortes por alegada falta de socorro do INEM invadiram a campanha e mostraram bem onde cada candidato se situa em relação ao governo. Por isso, hoje, temos uma sopa colada ao fundo do tacho para perceber quem se tenta colar mais ou menos ao governo. Já vamos saber o que se passa com o candidato Luís Marques Mendes, mas primeiro, por uma questão de agenda, vamos ao encontro do João Gama, que acompanha a comitiva de António José Seguro. Olá, João. António José Seguro tem evitado o confronto com o primeiro-ministro, tem, de resto, recusado afrontar diretamente Luís Montenegro, mas vai deixando mensagens.
Sim, António José Seguro começou a campanha, nos primeiros dias, principalmente, a vincar o apelo ao voto útil à esquerda e nos últimos dias tem mudado essa mensagem, talvez já tendo como garantido esses votos suficientes à esquerda para chegar à segunda volta. E sempre que fala do governo, sublinha, nos comícios, mas também nas declarações dos jornalistas, algumas diferenças que considera serem essenciais. Por exemplo, as alterações à lei laboral e também a possível revisão constitucional feita apenas à direita, e são bandeiras para os partidos à esquerda. Mas a verdade é que sobre o governo, António José Seguro tem sido muito cauteloso na forma como se refere ao primeiro-ministro Luís Montenegro, mas também como à prestação de alguns ministros, como é o caso da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Já foi questionado por causa das polêmicas recentes na saúde, sobre se Ana Paula Martins tem condições ou não para continuar a liderar a pasta, saúde pública em Portugal, e António José Seguro nunca é taxativo a pedir a demissão de ninguém, nem a afrontar diretamente o primeiro-ministro Luís Montenegro. É, e diz várias vezes, indignado com a situação atual da saúde em Portugal, mas nunca responsabiliza apenas o governo. Aliás, o apelo a um pacto entre partidos e oposição responsabiliza todas as forças partidárias em Portugal e não apenas o governo, diretamente Luís Montenegro. Por isso, é sempre com paninhos quentes. Mesmo quando Luís Montenegro entrou na campanha, logo no início, segunda-feira estávamos nós no Algarve, hoje estamos na Figueira da Foz, António José Seguro era muito contundente e dizia que tinha que ter algum cuidado porque esperava receber, eventualmente, Luís Montenegro no Palácio de Belém, daqui a uns meses, depois de ser eleito, eventualmente, e tomar posse. E por causa dessa cautela institucional, tem sido muito brando nas formas como critica o governo.
E precisamente, João, essa forma de reagir aos casos polêmicos na saúde, por exemplo, por parte de António José Seguro, mostra de certa forma aquilo que será a postura dele em Belém se for eleito?
Sim. Aliás, é exatamente essa imagem que António José Seguro quer que se comece a criar na cabeça do eleitor, que é o socialista sentado no Palácio de Belém, ter que ter esse cuidado institucional na relação com o primeiro-ministro Luís Montenegro. E por causa desse dever de cautela e dessa responsabilidade acrescida que espera ter depois do dia das eleições, uma eventual segunda volta, é muito resguardado nas declarações aos jornalistas, mas promete ser um presidente de ação. Aliás, já disse que espera ter uma reunião com o primeiro-ministro Luís Montenegro, mal seja eleito presidente da República. Por isso, é um equilíbrio tênue entre firmeza, mas sem falar demasiado aos jornalistas a propósito do tema.
João Gama, que está apressado para esta iniciativa de campanha do António José Seguro na Figueira da Foz, vai acompanhá-la, João, e trarás certamente também aqui à antena aquilo que sair dessa próxima nota de agenda. Quem tem a agenda condicionada hoje pelo Conselho de Estado é Luís Marques Mendes, a acompanhá-lo tem estado Miguel Vitor Dias. Boa tarde, Miguel. Luís Marques Mendes reagiu às mortes relacionadas com a falta de socorro do INEM a criticar a direção executiva do SNS. Com estes casos, Miguel, esta estratégia de colagem ao governo por parte de Marques Mendes é para manter?
Luís, deixa-me só dizer, não sei se o João Gama ainda está a ouvir, mas é caso para dizer qual é a pressa para sair a campanha de António José Seguro.
Ele vai apressado .
Quanto à estratégia de Luís Marques Mendes, realmente a realidade colidiu com essa narrativa, que ainda assim o candidato mantém. Ou seja, quando começou a colar-se ao governo e quando contou até com a entrada de Hugo Soares na campanha, começaram a surgir esses casos relacionados com mortes por atrasos no socorro do INEM, mas ainda assim a estratégia está a ser para manter, pelo menos naquilo que pudemos observar durante o dia de hoje. Sentiu-se nos últimos dias, e com o arranque dessas tracking polls da CNN, sentiu-se algum desânimo na candidatura. A partir de ontem, ao final do dia, começou a perceber-se também uma tentativa de toca-rebate, de animar as hostes da candidatura de Luís Marques Mendes. Aconteceu com um jantar em Torres Novas, no Conselho de Torres Novas, com a presença de Leonor Beleza, em que dirigiu algumas críticas a André Ventura. Lembrou o passado político de Marques Mendes e também para dizer que, por exemplo, apoios como Isaltino Morais só estão ao lado do almirante por causa daquilo que Marques Mendes fez enquanto líder do PSD, por causa dessa dimensão ética que agora está a ser colocada em causa. E hoje também, numa visita a um centro de dia em Cascais, em que Marques Mendes partiu para o ataque com João Cotrim Figueiredo e manteve essa tônica e esse discurso de ajudar o governo a governar bem. Continua sem massacrar ou sem criticar até o executivo do Luís Montenegro, poupou Ana Paula Martins, foi o único candidato a fazê-lo, mantém essa bitola, ainda que hoje já tenha dito, por exemplo, que quando está A explicar que quando está a exigir esclarecimentos, naturalmente são esclarecimentos ao Executivo liderado por Luís Montenegro, isto depois de ontem ter ensaiado um ataque à direção executiva do SNS, poupando assim a Ministra da Saúde. Portanto, a estratégia está a ser para manter independentemente destes casos. Há também esta aposta numa maioria silenciosa de pessoas que estão fartas de ir às urnas de ano a ano ou de dois em dois anos, e é nessa carta que Luís Marques Mendes quer apostar e quer insistir no discurso, e que também à volta de Marques Mendes vai acontecendo um pouco pelos vários pontos do país por onde vai passando a caravana.
E essa estratégia, Miguel, de colagem ao governo, sendo de certa forma na caravana, falavas aí de alguns elementos ligados ao PSD a participar nas ações de campanha. Isso é para continuar, vai continuar, vai se intensificar ou não?
À partida, sim. Pelo menos hoje, Luís Marques Mendes já contou com o apoio de Carlos Moedas num almoço. O presidente da Câmara de Lisboa garantiu que vai voltar a participar na campanha, portanto, é natural que voltando aqui a caravana a Lisboa, que Carlos Moedas possa discursar em algum momento ou ter algum tipo de intervenção. Também ontem, Leonor Beleza, que sendo uma figura que é política no ativo, sendo vice-presidente do PSD, mas é uma senadora do partido, é alguém que tem uma imagem para lá da vida político-partidária, que esteve muitos anos afastada, que tem papel também social e no setor da saúde muito reconhecido. Portanto, mesmo com esses nomes que possam alargar a base eleitoral da AD, estão sempre ligados ao PSD. Desde o início da campanha, já passaram, a começar pelo primeiro-ministro, claro está, também o ministro Gonçalo Matias, Sebastião Bugalho, ontem Leonor Beleza, hoje Carlos Moedas e também o presidente da Câmara de Sintra e de Cascais. Portanto, têm sido sempre nomes do partido e é natural que isso vá acontecendo dia após dia. Luís Marques Mendes procura, por vezes, nos jantares ou nos comícios que vai tendo, trazer também os mandatários distritais, que são figuras mais independentes. Mas o que é certo é que há sempre um nome ligado ao PSD. No outro dia, em Évora, por exemplo, foi Hugo Soares, deu esse toque de arrebate ao partido para se unir, para se mobilizar e para aparecer à volta do candidato, para mostrar que apesar dos números, não há desânimo, pelo contrário, há motivação, até porque esse discurso também vai sendo importante para responder às sondagens, que é as ruas estão a dar outro tipo de resultado e para isso é preciso que a máquina do PSD apareça em força na campanha.
E Alviseu Dias, deixa-me só fazer também uma questão mais paralela àquilo que é o tema desta Vixi Soares de hoje, porque estás a acompanhar essa reunião do Conselho de Estado que começou às três da tarde, que acabou por condicionar a agenda de Marques Mendes, mas também de André Ventura, uma reunião que a esta hora ainda continua.
Sim. Cada conselheiro de Estado tem alguns minutos para falar, são ainda alguns e, portanto, são reuniões por norma demoradas. Há reuniões mais rápidas, por exemplo, para viabilizar dissoluções do Parlamento em que aí é uma questão de sim ou não. Neste caso, o Conselho de Estado foi convocado mesmo com o propósito de refletir sobre a situação internacional, o que levará também a intervenções um pouco mais distendidas. Para já, ainda decorre, sendo que há aqui uma questão que ajuda a duração da reunião, que é o fato de alguns conselheiros de Estado não estarem presentes, o que vai também encurtar o tempo da reunião, mas sendo um encontro mais de reflexão, é natural que ainda demore mais pouco. Neste Conselho de Estado que obrigou André Ventura e Luís Marques Mendes a interromper a campanha. André Ventura chegou a propor o adiamento. Luís Marques Mendes disse que não havia nenhum problema. O que é certo é que ambos estão cá.
E Alviseu Dias, que vai continuar a acompanhar não só a caravana de Luís Marques Mendes, mas também esta reunião do Conselho de Estado que decorre ainda a esta hora. Mas vamos voltar a centrar-nos no tema desta Vixi Soares, as colagens, outras colagens dos vários candidatos no que respeita ao governo. E seguimos agora ao encontro do Rui Pedro Antunes, que acompanha a comitiva de Gouveia e Melo. Boa tarde, Rui. Rui, Gouveia e Melo foi muito crítico do governo na reação aos casos de mortes por falha de socorro no INEM.
Olá, Luís. Sim, desde ontem que Henrique Gouveia e Melo, antes de começar o debate quinzenal, depois do debate quinzenal, hoje continuou com essas críticas, sempre a dizer que há uma grande falta de organização, que há uma desresponsabilização de cima para baixo a tentar culpar os operacionais. E chegou a dizer, inclusivamente, numa dessas circunstâncias, ele já falou três ou quatro vezes sobre a saúde e esta situação em particular, que se fosse presidente, teria chamado Luís Montenegro a Belém para ter uma conversa séria sobre saúde. O almirante tem aqui uma questão estratégica, ou seja, se ele pegou na situação internacional aproveitando a atualidade para puxar dos seus pergaminhos de conhecimento, como é que as coisas funcionam em termos de geopolítica, agora está a pegar na saúde e numa falta de organização da saúde para puxar desses pergaminhos. Ele, como foi uma figura que ficou conhecida por organizar bem o processo de vacinação, tenta capitalizar isso e dizer: "O que está a faltar é organização, porque dinheiro, todos os anos aumenta o orçamento da saúde, e o que está a faltar é alguém como eu que possa indicar caminho e pressionar o governo a organizar as coisas decentemente." Inclusivamente, visitou a Faculdade de Medicina do Porto, ainda antes destes casos todos, para mostrar que a organização do Porto é maior e também não é obviamente inocente todo o tempo que ele dedica à saúde, porque as pessoas na rua abordam-no por causa da pandemia, a agradecer, quase sempre pessoas mais velhas, que me parece que é um eleitorado que pode ajudar Henrique Gouveia e Melo a ter o melhor resultado. Daí que ele insista tanto no tema da saúde e naquilo que considera ele ter sido um sucesso absoluto do processo de vacinação, que foi liderado por ele. E, portanto, a perspectiva da crítica do governo é sempre por duas razões: uma para provar que ele seria uma melhor pessoa para indicar o caminho ao governo, porque sabe de organização, de planeamento e conhece a área da saúde. A segunda é para acusar António José Seguro de só propor algo vago e genérico, que é um pacto para a saúde, e acusar Luís Marques Mendes de nunca criticar ou fugir às críticas diretas à ministra da Saúde. E, portanto, ele aproveita o tema para capitalizar daquilo que julga ser as suas forças para tentar melhorar um bocadinho o score e para ver se consegue chegar à segunda volta, que é o objetivo principal dele.
E tenta também, de certa forma, Rui, manter essa postura de candidato independente dos partidos
Sim, é verdade que os outros partidos têm um apoio mais declarado, mas ele também teve aqui nos primeiros dias Rui Rio. Também já teve apoios do presidente de Câmara do Partido Socialista. Também há independentes que o apoiam. Há pessoas que vêm das máquinas partidárias ou que têm experiência de anos de máquinas partidárias que estão à volta da campanha e que fazem parte do staff, mas não há uma campanha. Eu que acompanhei algumas campanhas partidárias, algumas estou a ser simpático, foram bastantes, obviamente não têm a mesma força no terreno quando há um partido por trás, principalmente quando é um partido grande. Mas também não é bem a campanha de Marcelo Rebelo de Sousa. Eu tenho esse comparativo, porque há 10 anos fiz uma campanha que apesar de ser de um ex-líder partidário, ele dizia-se independente, também tem características diferentes. Por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa não andava com jovens atrás, não tinha bombos, era mesmo só ele, mesmo que tivesse um dirigente de cada estrutura em cada distrito do PSD, naturalmente, que é o partido dele. Portanto, Henrique Gouveia e Melo tem aqui algo esquisito que é: ele assume-se como independente, não tem o apoio de nenhum partido, mas ao mesmo tempo tem grandes figuras de partidos. Por exemplo, Rui Rio, que foi ex-líder do PSD, já esteve em três ações, é o mandatário nacional dele e portanto, às vezes também vive aqui numa contradição permanente. Mas que usa, como tu dizias e bem, constantemente esse argumento de que é os partidos e ele, e ele é o verdadeiro independente, usa muitas vezes. Aliás, na rua quando o abordam, muitas vezes diz: "A senhora ou o senhor tem que escolher entre os partidos ou eu". E, portanto, ele tenta forçar essa bipolarização para dizer que ele é uma espécie do suprapartidário, mais do que antipartidos, suprapartidário, porque ele acredita e gosta de dizer que vai buscar votos a todos os partidos.
Rui Pedro Antunes, obrigado também. Rui Pedro Antunes que vai seguindo a caravana de Gouveia e Melo. Vamos agora ao encontro do Miguel Cordeiro, que segue de perto a comitiva de André Ventura, que também a esta hora está em pausa por causa da reunião do Conselho de Estado. Olá, Miguel. O certo é que, no que diz respeito a André Ventura, tenta colar todos os candidatos ao governo.
Sim, tenta colar todos os candidatos ao governo, mas com um objetivo muito claro, que é dizer que está do outro lado dos que não estão junto ao governo. André Ventura tem tentado fazer isto ao longo de toda a campanha. Na verdade, faz isto também noutras campanhas, dizer que é o candidato antissistema, o candidato que está contra o sistema, contra o governo. Aqui até se coloca também contra aquilo que tem sido o posicionamento de Marcelo Rebelo de Sousa em muitos assuntos, sendo que sabe, por exemplo, André Ventura, que ele já é uma figura do sistema, principalmente por ser um líder partidário, por ser o líder da oposição e até porque tem também nesta corrida Gouveia e Melo, que nesse aspecto é mesmo alguém que está fora dos partidos. Mas ainda assim, André Ventura diz que todos os outros são presidentes ou são candidatos a presidente para ajudarem o governo e que só ele é que pode, de certa forma, é a expressão que utiliza, colocar o governo na ordem. E vai utilizando exemplos. O melhor exemplo é aquele que lhe vai caindo no colo ao longo destes últimos dias, são os casos na saúde. André Ventura utiliza todos os problemas da saúde para dizer: "Estão a ver? Comigo isto seria diferente". E quando questionado como é que seria diferente, diz André Ventura: "Eu chamaria a Belém Luís Montenegro e exigiria a demissão da ministra". Confrontado sempre com essa posição. Mas e se Montenegro dissesse que não, que queria manter a ministra? André Ventura vai fugindo. Ontem, o mais claro que conseguimos nesta pergunta foi dizer que se Montenegro fizesse isso, iria expor aos portugueses e à comunicação social a reunião que teve e as decisões de Montenegro, e que depois caberia aos portugueses decidir. Mas também não explica se quando diz isso, está a deixar no ar de que iria convocar eleições, se está a propor que fique Luís Montenegro em lume brando, podemos dizer assim, com a contestação dos portugueses e também do Presidente da República. Ficam dúvidas ainda sobre qual seria esse papel, mas a imagem que André Ventura quer deixar é muito clara. Ele quer ser o candidato que está contra o sistema. Questionado também sobre outros candidatos que vão dizendo que votar em André Ventura nesta fase pode ser um voto para o lixo, podemos dizer assim. Cotrim Figueiredo ensaiou isto ontem à noite, quis dizer que votar em André Ventura e colocar André Ventura na segunda volta é dar uma vitória a António José Seguro, ou seja, Cotrim Figueiredo assume até que António José Seguro já vai à segunda volta. André Ventura hoje foi confrontado com isso e quis dizer a Cotrim Figueiredo que esta eleição, mesmo na primeira volta, não é uma luta por quem é a melhor miss, não é um concurso de miss, foi esta a expressão utilizada por André Ventura. Essencialmente, o que quer dizer o candidato apoiado pelo Chega é que os eleitores devem votar naquele em que confiam mais, tentando assim evitar o voto útil.
O certo é que, Miguel, André Ventura nesta campanha acaba por não ser propriamente o centro das atenções. Há muitas acusações e troca de acusações entre Gouveia e Melo, Marques Mendes, Cotrim Figueiredo. Ventura acaba por ficar um pouco à margem também dessas trocas de acusações.
Mas também porque ele evita avançar com acusações muito diretas a qualquer um dos candidatos. André Ventura tem preferido atacar o governo e atacar Marcelo Rebelo de Sousa e também a ministra da Saúde durante esta semana, do que atacar outros candidatos. É óbvio que há sempre ataques para Marques Mendes, isso há sempre, mas Marques Mendes também está em queda nas sondagens. E André Ventura percebe que consegue ir ali e procura sempre tirar eleitorado ao PSD. Quanto aos outros, não faz muitos ataques. Aliás, André Ventura já disse até nesta campanha que não quer entrar em grandes ataques, porque pode ter que ir a uma segunda volta com algum desses candidatos, pode ter que debater com eles e vai ensaiando até tentativas de dizer que está a tentar manter alguma elevação naquilo que são as críticas aos adversários. E se não fossem as perguntas dos jornalistas, André Ventura não atacaria, provavelmente, nenhum adversário. Ele faz isso já quando os jornalistas perguntam sobre coisas que outros candidatos disseram e aí ensaia alguns ataques. Mas André Ventura está claramente a fazer uma campanha em que parece não querer estragar o que já está montado. Ele está a liderar as sondagens, está sempre no pódio ou está em primeiro, ou em segundo, ou em terceiro, ou quase sempre em empate técnico e, portanto, tenta claramente não estragar o que já construiu, garantir que tem o seu eleitorado e tentar captar, essencialmente, no PSD, algum eleitorado, percebendo que Marques Mendes está em queda.
Obrigado, Miguel Cordeiro, que tem acompanhado a campanha de André Ventura, também ela agora em pausa por causa da reunião do Conselho de Estado. A Vixi Suave Especial na estrada de hoje fica por aqui. Está de regresso na próxima segunda-feira para a última semana de campanha.