Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Olá, bem-vindos à segunda parte da Vixi Suas. Temos conosco Francisco Assis, deputado do Partido Socialista e um hábito deste programa. Bem-vindo de novo.

Muito obrigado.

Falemos sobre António José Seguro, visto que Francisco Assis é um apoiante convicto desta candidatura presidencial. É até ver o único candidato da área do Partido Socialista. A pergunta é simples: o PS tem alguma margem para não apoiar António José Seguro?

Eu creio que ele vai acabar por ser o único candidato da área do Partido Socialista e da área mais ampla da esquerda democrática, mesmo de alguns setores que não se reconhecem propriamente do Partido Socialista, mas se vão reconhecer nesta candidatura. E o que tenho verificado nos últimos dias, sobretudo após a apresentação da candidatura do António José Seguro, é uma coisa muito simples e que creio que é mais ou menos evidente para todos nós. O PS real já está a apoiar o António José Seguro. O PS institucional ainda não tomou uma posição sobre o assunto e pelo que tenho visto, não pretende tomar até às eleições autárquicas, o que é, aliás, de resto, compreensível.

Precisamente, tínhamos essa pergunta preparada pra você. Acha compreensível e razoável esta hesitação do Partido Socialista? Esperar pelas autárquicas é-

Não acho que seja uma hesitação, porquanto me parece ser uma decisão. Pelo que tenho ouvido do futuro secretário-geral do PS, terá tomado a decisão de só levar esta questão à apreciação dos órgãos do partido após a realização das eleições autárquicas.

Deixe-me fazer a pergunta ao contrário: é uma boa decisão?

É legítima como outra qualquer. O que me parece importante é o seguinte: António José Seguro tem dito reiteradamente, e bem, que esta candidatura não é uma candidatura de natureza partidária, não é uma emanação da vontade institucional de um partido político. É uma candidatura que surge por ela própria, que é um ato de vontade individual e que resultou da constatação da existência de múltiplos e diversos apoios na sociedade portuguesa. Naturalmente que ficará satisfeito com o apoio do Partido Socialista, é normal que esse apoio se venha a concretizar. Mas na medida em que o doutor António Seguro não fez depender em nenhum momento a sua candidatura do apoio do PS, também é natural que o PS tenha os seus próprios critérios em termos de prazos, e isso deve ser respeitado. Se o líder do partido entende que é melhor que o assunto seja discutido após as eleições autárquicas, não vejo nenhuma vantagem em estarmos a estabelecer qualquer discussão sobre a bondade dessa solução.

Mas não vai desgastar António José Seguro e a candidatura de António José Seguro, que passará os próximos meses a falar sobre a possibilidade de o PS vir ou não apoiar?

Não, porque a candidatura não depende do apoio do PS. Se esta candidatura fosse uma candidatura que dependesse estruturalmente do apoio do Partido Socialista, evidentemente que esse seria um problema, mas ele já deixou claro desde o primeiro momento, e reiterou na altura da apresentação da sua candidatura, que esta é uma candidatura que não tem uma origem partidária. Portanto, é uma candidatura de um cidadão com percurso de vida, com percurso cívico-político, que neste momento entendeu que pode servir o seu país através de uma candidatura à Presidência da República. Dirigiu-se, aliás, a todas e a todos os portugueses. É uma candidatura que tem suscitado apoios de várias áreas políticas, de personalidades mais à direita, personalidades mais à esquerda. Estou mesmo convencido que é uma candidatura que, por diversas razões, vai ter essa enorme capacidade de agregação de apoios, muito para além das fronteiras partidárias e até das fronteiras doutrinárias da esquerda democrática. A questão do PS, não sendo uma questão evidentemente de somenos importância, não é a questão mais relevante neste momento em relação a essa candidatura.

Francisco Assis, deixe-me aproveitar, porque disse recentemente que não precisamos de um presidente da República contra os partidos políticos, que invoca uma espécie de pureza especial. E falou aqui também da apresentação de António José Seguro. É ou não é essa pureza que Seguro está a tentar invocar quando diz que não vem da política tradicional e que isso está ligado à sua seriedade?

Eu creio que o que ele quer dizer é que não vem de uma certa forma de política mais tradicional. Da política ele vem, naturalmente, e não pode renegar isso. É um homem que fez todo um percurso político, foi dirigente da Juventude Socialista, foi dirigente do Partido Socialista.

E conheceu muito bem o aparelho do partido, não é? Fez todo esse trajeto.

Não há nenhum de nós na vida política que não conheça os aparelhos partidários. Porém, uma coisa é ficar refém dos aparelhos partidários, outra coisa é saber impor-se em determinados momentos aos aparelhos partidários e confrontar os aparelhos partidários. Sendo certo que o próprio conceito de aparelho partidário teria de ser devidamente definido, porque nenhum partido funciona sem o seu próprio aparelho, como nenhuma organização funciona. A questão é saber se o aparelho partidário está a funcionar adequadamente ou não. Eu entendo que na maior parte dos casos não está a funcionar adequadamente e que é preciso uma reforma profunda no interior dos partidos. Como sabe, tem sido uma luta que eu tenho travado desde há muito tempo, com algumas dificuldades até e suscitando até muitas vezes algumas reações negativas, por isso estou à vontade para falar nisso. Mas o António Seguro foi sempre um homem livre, isso é o que me parece fundamental. Foi sempre um homem livre, foi sempre um homem que disse o que pensava, que agiu em consonância com as suas convicções mais profundas, mesmo quando essas convicções não eram propriamente aquelas que suscitavam maior adesão momentânea no PS, e por isso mesmo é que ele teve a vida política que teve e em determinado momento foi afastado da liderança do Partido Socialista, porque não cedeu àqueles que entendiam que ele devia radicalizar a sua forma de ser oposição em Portugal. Ele tinha uma linha de oposição séria, responsável, moderada, que eu estou convencido que se tivesse sido Prosseguida, teria levado a que o PS em 2015 tivesse tido resultados bem melhores do que aqueles que obteve.

Que ganhasse essas eleições.

Estou convencido que sim.

Ia lhe perguntar também, já depois da apresentação da candidatura, Augusto Santos Silva voltou a dizer que António José Seguro não cumpre os requisitos mínimos que um presidente da República deve ter. Consegue compreender estas críticas?

Não faço grande esforço para as compreender, apenas constato que o professor Santos Silva continua na mesma linha. Já disse isso três ou quatro vezes, ainda não percebi muito bem quais são esses requisitos mínimos para a candidatura à função.

Pois, era o que ia perguntar. Sabia quais eram os requisitos?

Confesso duas coisas: ainda não os entendi e não tenho a menor curiosidade em entendê-los neste caso concreto. Enfim, as pessoas têm todo o direito a ter as suas opiniões e é natural que haja pessoas que tenham posições críticas em relação a António José Seguro, como têm em relação a mim, como têm em relação a Santos Silva, como têm em relação ao José Luís Carneiro ou a todas as pessoas que estão na vida política.

Mas entende que o próprio Augusto Santos Silva tem condições para avançar?

Muito francamente, não me parece, objetivamente, que ele disponha, neste momento do país, de uma base de sustentação política para poder avançar para uma candidatura presidencial. Isto não tem que ver com a avaliação das suas qualidades, que eu reconheço, as suas qualidades intelectuais e as suas qualidades políticas que o levaram, de resto, a ter o percurso político que teve. Mas para se ser candidato a qualquer função, é preciso ter um requisito fundamental: é preciso ter um determinado nível de popularidade, suscitar um grau de adesão na sociedade portuguesa que permita sequer ponderar a eventualidade de uma candidatura. E muito francamente, e não estou a dizer isto no sentido pejorativo, porque isso são realidades que têm que ver com as pessoas, muito objetivamente, não me parece que no caso dele, tenha, estritamente desse ponto de vista, isto é, da existência de uma base de sustentação eleitoral sólida, que tenha condições mínimas para poder avançar com uma candidatura à Presidência da República. Julgo e acho que será essa a razão fundamental pela qual não vai avançar com candidatura nenhuma à Presidência da República.

Se eu fizesse, criaria as hipóteses de o PS disputar com seriedade estas presidenciais.

Muito francamente, dir-lhe-ia uma coisa que até pode ser mal interpretada e não gostaria que fosse. Julgo que a sua base eleitoral seria, nesse caso, tão ínfima que nem por aí poria em causa a possibilidade de o António Seguro ser eleito presidente da República.

Ainda outro nome que está por responder sobre este desafio presidencial é António Vitorino. Acredita que ainda pode entrar na corrida?

Não, não acredito. Não sei se o António Vitorino, que tem todas as condições e que sim, teria uma base de sustentação popular mais significativa, se quisesse entrar na corrida, já o teria feito. É um homem de uma enorme inteligência política e sabe perfeitamente que este adiamento é interpretado como hesitação, e que a hesitação em política é fatal e, portanto, tenho a certeza absoluta que não vai ser candidato à Presidência da República.

E é compreensível que ainda não tenha dito o que é que pretende fazer. Isto não prejudica também o próprio Partido Socialista?

Por que nós devemos estar preocupados com isso? O espaço do PS tem hoje um candidato forte, foi secretário-geral do PS, tem apoio, como se está a ver todos os dias, da esmagadora maioria das figuras dos dirigentes intermédios das estruturas diretivas, que são aqueles que melhor conhecem o partido e que melhor representam, de alguma maneira, o próprio partido, que são aqueles que dialogam com os militantes todos os dias, têm um amplo apoio na sociedade portuguesa. Por exemplo, entre os eurodeputados, metade dos eurodeputados, são 18, já declarou apoio ao António Seguro. Isto tem algum significado, como é evidente. Portanto, eu, muito francamente, estou completamente tranquilo em relação a isso. É óbvio que António Seguro é o candidato dos socialistas e como é o candidato dos socialistas, mais cedo ou mais tarde será o candidato apoiado pelo PS.

Mas há aqui nomes que ainda podem aparecer e complicar estas contas. Por exemplo, António Sampaio da Nova ainda não se excluiu também. Há gente no PS que o apoia. Não há aqui ainda o risco do partido se voltar a dividir e a pôr em causa as hipóteses de conquista do poder?

Não creio. Poderá haver também um ou outro que se venha a aproximar de Sampaio da Nova, mas fica muito difícil quando nós estamos a falar de um antigo secretário-geral. Aliás, havia uma espécie de lenda urbana que se criou nos últimos tempos de que havia um problema entre o Partido Socialista e o António Seguro. Não, há um problema entre uma parte até muito reduzida de alguns dirigentes dos últimos anos do Partido Socialista e o António Seguro. Não há nenhum problema entre os militantes, entre os dirigentes, entre a generalidade dos socialistas, entre os simpatizantes, sobretudo, socialistas e António Seguro. Pelo contrário, o Seguro é muito mais popular nessa área do que são esses dirigentes, ou alguns deles, que o contestam. Há pessoas que ainda não conseguiram ultrapassar um trauma. Curiosamente, até porque nesse processo eles foram eles que ganharam, não foi Seguro, foram eles que afastaram Seguro da liderança do partido. Mas alguns talvez vivem ainda muito dominados pela preocupação de saber o que pensa ou o que deixa de pensar o doutor António Costa. E eu penso que o doutor António Costa em Bruxelas pensa muito pouco nesta questão. Não deve ser propriamente um motivo de preocupação dele. Portanto, se deixarem de se preocupar tanto com o que pensa aquele que foi o seu criador e o seu líder durante algum tempo, alguns deles terão provavelmente alguma liberdade de espírito que os poderá levar a ter uma compreensão diferente daquela que têm manifestado publicamente. Mas eu digo, é irrelevante. A partir deste momento, as posições críticas em relação a António José Seguro no interior do Partido Socialista são absolutamente irrelevantes.

Francisco Assis, esta semana tivemos também no Parlamento o debate do programa de governo. A prestação de José Luís Carneiro motivou, pelo menos nos bastidores, algumas críticas no PS. Teme que o partido entre numa guerra civil nestes próximos anos?

Espero bem que não. O José Luís Carneiro avança como candidato único, teve a coragem de o fazer num momento muito difícil da vida do Partido Socialista. É um homem preparado, que desempenhou muito bem todos os cargos que lhe foram atribuídos, e alguns ganhou, não foram atribuídos. Foi presidente da Câmara de Baião, foi um excelente presidente da Câmara, acompanhei. Internamente, foi uma pessoa de grande qualidade. Trabalhou comigo há muitos anos. Num dos momentos em que eu fui líder parlamentar, ele chefiou o gabinete do grupo parlamentar e foi excelente nessas funções. Foi excelente como ministro, como secretário de Estado. Está no início da sua atividade, ainda nem sequer é secretário-geral do PS. Não podemos estar agora aqui a fazer apreciações completamente inapropriadas neste momento. Eu estive toda a semana em Estrasburgo e não acompanhei o debate do programa do governo, mas pelas poucas notícias que pude ler, não parece nada que ele tenha estado mal. Pelo contrário, parece-me que esteve à altura das responsabilidades que vai assumir no futuro no Partido Socialista.

Ainda que mais ninguém tenha avançado para a corrida a secretário-geral do PS, houve nomes como Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva, Duarte Cordeiro ou Ana Catarina Mendes, que criticaram a pressa de José Luís Carneiro. Acredita mesmo que essas pessoas não se vão organizar numa oposição a Carneiro?

Viu que não há grandes condições. Primeiro, essas pessoas são todas muito diferentes. E dessas pessoas, aquela que eu conheço melhor e com quem convivo todos os dias é Ana Catarina Mendes, e tenho a certeza que ela não se vai constituir em nenhum elemento de oposição ao José Luís Carneiro. Pelo contrário, é uma pessoa disponível para participar neste momento difícil da vida do partido. E das outras três pessoas que conheço, também não vejo que sejam pessoas que neste momento estejam preocupadas com outra coisa que não seja a de contribuírem para a reafirmação do PS. É natural que haja divergências, e não vamos entrar em nenhum período de unanimismos, nem isso faria sentido. O PS é um partido plural, é um partido com uma grande diversidade. É natural que haja divergências, que haja posições diferentes em relação à abordagem de alguns assuntos e que haja capacidade de discutirmos internamente esses assuntos. Mau seria que assim não fosse. Nós tivemos uma derrota que, a meu ver, é o resultado de uma degradação progressiva da esquerda democrática em toda a Europa. Portanto, nós estamos obrigados a fazer um grande debate interno permanente. Esse debate não se faz fechados numa espécie de clausura monástica. Não, o debate faz-se ativamente, dia a dia, em abertura com a sociedade e ao mesmo tempo fazendo a ação política e fazendo oposição ao governo, que é a nossa função neste momento. Mas esse debate tem que ser feito, e nesse debate é natural que haja pessoas que têm pensamentos diferentes. As pessoas que referiu são tudo pessoas muito válidas e que certamente podem dar um contributo importante para a discussão. Agora, o líder é um, não há líderes de transição e nem há líderes do exílio. Há um líder do Partido Socialista e esse vai ser o José Luís Carneiro.

O Francisco Assis foi das primeiras pessoas a anunciar o apoio a José Luís Carneiro desta vez, mas nas últimas eleições diretas do PS tinha apoiado Pedro Nuno Santos. Arrepende-se dessa decisão?

Não. Não me arrependo. Em cada momento, nós temos que tomar decisões em função do momento, em função das candidaturas que se apresentam e do que elas representam e significam. Eu expliquei ao José Luís Carneiro, que lhe sou bastante amigo, na altura, por que razão não o apoiava e ia apoiar o Pedro Nuno Santos. Não estou nada arrependido. Acho que o Pedro Nuno Santos desempenhou corretamente as funções de secretário-geral do Partido Socialista. Foi muitas vezes incompreendido e desempenhou-as num momento muito difícil, que é o momento de transição de um período de liderança muito longo do PS, que terminou mal, como sabemos, para um novo período, para um novo ciclo político. Há aqui dois fatores que o prejudicaram fortemente: creio que ao centro se quis privilegiar a manutenção de um ciclo político liderado pela Aliança Democrática, o que é, aliás, normal e compreensível. E houve depois um voto antissistêmico que atinge os dois partidos, o PSD e o Partido Socialista, e, portanto, no nosso caso, enquanto a AD é prejudicada por um desses movimentos, nós somos prejudicados pelos dois. Isso foi fatal, porque tivemos, de fato, um resultado muito mau, que impediu que ele continuasse como líder do PS. Mas ainda na semana passada tive o prazer de almoçar com o Pedro Nuno Santos e de conversar com ele sobre os mais diversos assuntos da nossa vida política. É uma pessoa válida e que eu ouço e vi que ele também ouve com gosto, e que continuo a pensar que é alguém que deverá ter no futuro, na vida do PS, ou seja em que circunstâncias for, um papel ativo, porque é uma personalidade experiente, preparada, como demonstrou aliás nos vários debates que travou neste período eleitoral.

Precisamente, Francisco Assis, falou com Pedro Nuno Santos sobre o futuro político dele. Acha que ainda pode voltar à política ativa?

Não falamos exatamente sobre o futuro político dele e sobre o futuro dele ele disse-me claramente que não vai passar pela política. Disse-me o que é que vai fazer. Naturalmente, não vou divulgar, mas não vai passar por uma vida política.

Mas na sua opinião, Pedro Nuno Santos ainda pode voltar e regressar ao Partido Socialista, naturalmente, mas à vida política ativa?

Sim, não vejo. Ele é ainda uma pessoa muito nova e a vida política está cheia de pessoas que sofrem derrotas, se afastam momentaneamente, depois regressam. A vida política faz-se disso. Há hoje uma tendência para desvalorizar a especificidade da atividade política. A atividade política exige uma coisa muito importante, que é a experiência. E aqueles que têm experiência e aliam à experiência conhecimentos, preparação, inteligência, evidentemente que não devem ser postos de lado. E esse é o caso do Pedro Nuno Santos.

Muito bem, Francisco Assis, vamos avançar para o segundo segmento do nosso programa, o bloco Carne ou Peixe. Já sabe as regras, só pode escolher uma de duas opções. Venha daí a trilha.

Preferia assistir a um concerto na zona VIP do Primavera Sound com Vasco Ribeiro ou com Manuel Pizarro?

Não há dúvida nenhuma, com Vasco Ribeiro.

A quem é que daria guarida na sua casa em Amarante, Henrique Oveia Melo ou Luís Marques Mendes?

A Luís Marques Mendes, porque tenho uma relação até de amizade com ele.

Com quem é que preferia passar uma tarde a discutir o estado atual do Partido Socialista, Pedro Nuno Santos ou António Costa?

Seria interessante fazer a discussão com os dois. E uma vez que já fiz com o Pedro Nuno Santos na semana passada, talvez fosse interessante fazer com o António Costa, mas eu não tenho tempo para isso, como é evidente.

A quem entregaria o seu cão para um fim de semana prolongado, André Ventura ou Mariana Mortágua?

Claramente a Mariana Mortágua.

Muito bem, Francisco Assis, como é hábito no nosso programa, o convidado serve a sobremesa, no caso, uma música. Que música é que nos traz e por quê?

O Bêbado e a Equilibrista, da Elis Regina, para além de ser uma música muito bonita, de uma grande beleza, foi uma música muito marcante na vida cívica e política do Brasil, no período do final da ditadura militar e no período da transição para a democracia. E como estamos de novo perante alguns riscos para os sistemas democráticos, quer na Europa, quer na América Latina, entendi que era interessante esta música. Mas, sobretudo, a música é de uma grande beleza, para além dos outros aspetos, o aspeto fundamental até que valorizo enquanto arte pela arte, é precisamente a imensa beleza desta música.

Francisco Assis, muito obrigado por ter vindo à Vixi Suave. Já sabe, pode ouvir esta entrevista no site do Observador, na Rádio Observador e também nas plataformas habituais. Até à próxima.