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Marinho e Pinto

Partido de Marinho e Pinto à zaragata: “Fascista!”; “tresloucado!”

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Eurico Figueiredo, ex-deputado do PS, era apoiante desde a primeira hora. Agora, acusa Marinho de "falso profeta" e de criar "partido fascista". Marinho já respondeu: é "acusação tresloucada".

PAULO NOVAIS/LUSA

Uma cisão violenta na véspera da reunião que elegerá o Conselho Nacional do Partido Democrático Republicano (PDR). Eurico Figueiredo, ex-deputado do PS e apoiante desde a primeira hora de António Marinho e Pinto, o líder do novo partido, ameaça abandonar o projeto enviando uma carta dura, em que acusa Marinho de “falso profeta” e de estar a transformar o PDR de “partido caudilhista em partido fascista”, e pede que convoque as eleições noutros termos.

“Conhecendo a sua falta de bom senso, espero, contudo que o Espírito Santo (do céu, e não da terra) o inspire.
Sem o menor respeito pela democracia dentro PDR, o sr. presidente está a transformar-se num “falso profeta”, a proporcionar a saída do PDR dos democratas que acreditaram em si, e a avançar inexoravelmente, de um partido que já é caudilhista, para um partido fascista”, escreveu por email a Marinho, tornando pública a mensagem no Facebook. “Não o farei com gosto: mas com convicção. Repita as eleições em condições de respeito pelas diferentes listas. Acredite que virei a ser completamente diferente de si, se não dá a mão à palmatória. E que em breve compreenderá a diferença: fascismo nunca mais!”.

Ao Observador, Marinho e Pinto declarou que tudo o que Figueiredo diz “é uma acusação tresloucada como tresloucadas têm sido todos os atos praticados por ele na última semana”.

Eurico Figueiredo encabeçou uma lista ao Conselho Nacional, na reunião que esteve marcada para dia 24 de maio e que foi suspensa. O ex-deputado não volta a candidatar-se porque considera que o ato agora marcado tem uma série de “ilegalidades”, conforme email enviado no dia 16. “Não é aceitável o voto por correspondência dado que o artigo 12 dos estatutos do PDR, exigem, na eleição do Conselho Nacional, que este seja eleito por sufrágio direto e secreto de todos os militantes”. Acontece que o voto por correspondência nem é direto, nem secreto, dado que obriga a que o nome do votante seja indicado no envelope interior”, escreveu.

A reunião para eleger o Conselho Nacional decorre este sábado na zona da Luz, em Lisboa.

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