Acompanhe os nossos artigos em direto sobre política nacional
A presidente da IL acusou esta terça-feira o primeiro-ministro de ter dado uma “conferência de imprensa patética” e considerou que o convite feito à apresentação de medidas pelo PS e Chega significa agravar os problemas da habitação.
Estas posições de Mariana Leitão foram transmitidas na sua conta na rede social X, logo após Luís Montenegro ter feito uma comunicação ao país, a partir de São Bento, sobre a questão da habitação em Portugal.
Conferência de imprensa patética!
Há duas semanas convidei todos os partidos para uma reunião para se tentar encontrar um chão comum em três áreas: habitação pública, simplificação e descida de impostos.
Os portugueses estão fartos de guerra política e de discutir tendas onde… pic.twitter.com/jepPG0ECsm
— Mariana Leitão (@marianalqcl) November 3, 2026
“Conferência de imprensa patética! Há duas semanas convidei todos os partidos para uma reunião para se tentar encontrar um chão comum em três áreas: habitação pública, simplificação e descida de impostos”, escreveu a líder da IL.
Mariana Leitão, numa referência às manifestações, afirmou depois que “os portugueses estão fartos de guerra política e de discutir tendas onde não pode morar ninguém”.
“Querem discutir casas onde pode morar gente. O PSD de Luís Montenegro recusou. Hoje, o primeiro-ministro convoca o país para as 20h00 para dizer que vai reunir apenas com o Chega e o PS para ver que medidas estes partidos têm para propor”, apontou.
Esta opção, segundo Mariana Leitão, significa “continuar a agravar o problema da habitação em Portugal com políticas comprovadamente falhadas”.
“O primeiro-ministro perdeu duas semanas e agora, com a contestação na rua, vem inventar mais uma reunião apenas com os partidos que bloqueiam o sistema parlamentar e que já provaram que não resolvem nada. Quando era oposição este PSD aprovava as propostas da IL. Enquanto Governo rejeitou as mesmas propostas da IL que já poderiam estar a dar resultados visíveis”, defendeu.
Para a presidente da IL, o Governo, “nestes dois anos e meio falhou clamorosamente em começar a resolver o problema”.
“Inépcia, imobilismo, passa-culpas, vitimização, letargia. Precisamos de ação, precisamos de ver casas a surgir no mercado, não de permanente tática política em que tudo fica na mesma”, acrescentou.