Pokémon GO

Tudo o que podia correr mal (e já correu) com o Pokémon GO

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O caminho para os apanhar a todos é longo, árduo e cheio de obstáculos. Já houve quem caísse, fosse assaltado, se perdesse em grutas, invadisse bases militares e até descobrisse um cadáver.

Um treinador prestes a apanhar uma Nidoran

AFP/Getty Images

Qualquer treinador enfrenta milhares de obstáculos para capturar todos os pokémon. Quem joga os jogos, lê as mangas ou vê o anime sabe destes obstáculos. Mas agora os sarilhos chegaram ao mundo real, através do Pokémon GO.

Viver as aventuras de Red, Ash, Pikachu, Misty, Brock ou Togepi pode ser um sonho tornado realidade para muitos treinadores, mas os perigos das aventuras desmultiplicam-se e são de várias origens.

Assaltos, crimes e um cadáver

Nas suas aventuras Red (a personagem principal dos primeiros jogos) e Ash (a personagem principal dos anime) enfrentam um gang de vilões cujo objetivo é dominar o mundo dos pokémon. Esse grupo de terroristas dá pelo nome de Team Rocket e para além de roubarem pokémons aos treinadores, roubam também dinheiro e não se importam de ferir os outros.

O Pokémon GO não tem Team Rocket no jogo, mas o jogo também tem vilões.

No Missouri, Estados Unidos, um grupo de quatro adolescentes armados decidiu atacar jogadores e roubá-los enquanto jogavam. Para o conseguir, os jogadores usaram a geolocalização essencial ao jogo para encontrar outros treinadores isolados. Foi também utilizada a função de sinalizar a existência de um Pokémon para atrair jogadores até ao local onde eram assaltados.

Este sinal que dura 30 minutos tem também sido usado por lojas para conseguir atrair mais clientes.

No País de Gales, um casal de dois jogadores foi igualmente assaltado enquanto jogava Pokémon GO. Os dois terão entrado num parque em busca de criaturas e dois homens com a cara tapada bloquearam-lhes a saída. Mas não levaram nada.

Novamente nos Estados Unidos, mas agora no Wyoming, uma jovem procurava um pokémon de água e para o conseguir aproximou-se do rio Big Wind. Quando desceu a ponte para se aproximar da beira da água, Shayla Wiggins encontrou um cadáver humano. A adolescente afirmou à CNN que caso não fosse pelo jogo provavelmente nunca teria ido até àquele sítio. Wiggins acrescentou ainda que apesar da descoberta, não irá deixar de capturar pokémons no seu telemóvel.

Acidentes

Acontece várias vezes aos heróis da saga. Caem em buracos nas cavernas, escorregam na lama e caem em armadilhas. Esta situação tem acontecido também aos novos treinadores virtuais, tendo-se já verificado algumas situações em que os jogadores se aleijaram.

Em Nova Iorque, Mike Shultz de 21 anos, caiu do seu skate por estar a olhar para o telemóvel para “não perder nenhum pokémon que estivesse por perto e pudesse ser apanhado”. Schultz ganhou um corte na mão, mas ao contrário dos arranhões sofridos por Ash, estes não podem ser sacudidos ao mesmo tempo que a poeira.

Já Kyrie Tompkins, uma web designer de 22 anos, recebeu um aviso de que havia um pokémon por perto. A jovem olhou para cima, em busca da criatura, enquanto continuava a andar. Tompkins caiu num buraco e torceu o tornozelo (como aconteceu a Ash no episódio 839 da série de anime).

Uma adolescente norte-americana de 15 anos foi atropelada ao atravessar uma autoestrada para apanhar um pokémon. Tanto a jovem como a mãe dela culpam o jogo pelo acidente, já que “os miúdos não atravessam autoestradas por razão nenhuma” e, se não fosse pela aplicação, a jovem estaria em casa.

E não só são danos físicos os sofridos pelos treinadores. Na passada segunda-feira, a polícia indonésia deteve um homem francês que entrou numa base militar enquanto perseguia pokémons. Romain Pierre, de 27 anos, ainda tentou fugir às autoridades, mas acabou por ser apanhado.

Como qualquer jogador de Game Boy saberá, as grutas são antros de corredores onde é possível uma pessoa perder-se por horas a fio. E com o Pokémon GO passa-se o mesmo. Um grupo de jovens foi à procura de pókemons numas grutas do Reino Unido e perdeu-se lá dentro, sendo necessário uma equipa de bombeiros e de uma equipa de salvamento para os ir buscar.

O Pokémon GO ao serviço da lei

“Apanhá-los todos!” deve ser um dos lemas de qualquer treinador de pokémon. Mas é um lema que se pode aplicar igualmente a polícias.

O departamento policial de Manchester, no estado de New Hampshire, nos Estados Unidos da América, anunciou no Facebook que tinha um pokémon raro – um Charizard – dentro das instalações da esquadra. Na publicação, estava um link para a lista de mais procurados no Estado e dizia que apenas as pessoas cujo nome aparecesse na lista podiam ir tentar apanhar o monsyto. É um esquema original, mas provavelmente nem Ash, Misty, Brock e Pikachu teriam caído nesta armadilha.

Mas há também autoridades que temem o uso do Pokémon GO, como acontece no Egito. As autoridades acreditam que o jogo pode ser usado como uma ferramenta de espionagem e representar uma ameaça à segurança nacional.

Cada vez são mais os casos relacionados com as aventuras dos novos pokétreinadores. E a segurança tem sido uma das grandes questões de preocupação. Foi por esse motivo que a PSP já publicou um manual de como apanhar pokémons em segurança.

Confusão em Nova Iorque

Na sexta-feira à noite, o caos instalou-se no Central Park, em Nova Iorque, quando um Pokémon raro, o Vaporeon, apareceu numa zona do parque junto à estrada. Um vídeo mostrou o momento em que várias pessoas saíram dos carros ou atravessaram rapidamente a rua para poderem apanhar a criatura.

Nem Justin Bieber escapou à febre dos Pokémon. O cantor encontrava-se em Nova Iorque para dar um concerto no Madison Square Garden na segunda-feira (dia 18) e foi filmado a tentar apanhar um Gyarados no Central Park.

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