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Caso José Sócrates

Operação Marquês. Ministério Público investiga outros banqueiros

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O Ministério Público vai investigar outros banqueiros por indícios de burla qualificada num processo que nasce no âmbito da Operação Marquês e que vai merecer uma investigação autónoma.

Até ver esta é a primeira certidão extraída do processo Operação Marquês

LUSA

As réplicas do terramoto “Operação Marquês” estão longe de terminar. O Ministério Público vai investigar outros banqueiros por suspeitas de concessão e recebimento de comissões ilegais, num inquérito que nasce no âmbito do processo que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates e que vai merecer uma investigação autónoma.

A notícia é avançada pelo Diário de Notícias, que explica os detalhes daquela que é, até ver, a primeira certidão extraída do processo Operação Marquês: no despacho que ordenou a retirada dos elementos do processo para uma investigação autónoma, citado pelo mesmo jornal, o procurador Rosário Teixeira justifica a decisão dizendo que “pessoas distintas” das já constituídas arguidas no processo — e que “tinham responsabilidades em instituições financeiras e na concessão de crédito” — podem estar envolvidas num esquema de burla qualificada, já que terá sido “gerado um engano sobre os interesses subjacentes aos financiamentos em causa”.

Ora, Armando Vara e Ricardo Salgado “tinham responsabilidades em instituições financeiras e na concessão de crédito”, mas já foram constituídos arguidos no processo, pelo que estão excluídos à partida desta nova investigação. No despacho assinado por Rosário Teixeira, o procurador não identifica quem são estes banqueiros que vão ser investigados.

As suspeitas do Ministério do Público nasceram — ou saíram reforçadas — com as últimas informações bancária enviadas pelas autoridades suíças aos investigadores portugueses. A carta rogatória chegou em novembro de 2016 ao Ministério Público e foi enviada em março do ano passado para as autoridades Suíças.

No pedido, explica o mesmo Diário de Notícias, Rosário Teixeira pediu extratos bancários de contas tituladas por offshores de Carlos Santos Silva, amigo e alegado testa-de-ferro de José Sócrates, de uma conta bancária de Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena, de contas ligadas a três offshores controladas por Armando Vara, ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos, e várias contas bancárias de gestores do Grupo Vale do Lobo, Diogo Gaspar Ferreira e Rui Horta e Costa.

O inquérito da “Operação Marquês” já conta com com 28 arguidos constituídos, 19 pessoas singulares e nove pessoas coletivas. Além de José Sócrates, Ricardo Salgado e Armando Varam, foram ainda constituídos arguidos Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, Joaquim Paulo Conceição, Hélder Bataglia, Sofia Fava, João Perna e Rui Mão de Ferro, por exemplo.

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