Administração Interna

Helicópteros Kamov avariados deverão estar operacionais em 2018

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, garantiu que no próximo ano os dois helicópteros Kamov do Estado português que se encontram avariados vão estar operacionais.

Governante falava aos jornalistas à margem da apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais

NUNO ANDRE FERREIRA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, garantiu esta quarta-feira, na Lousã, distrito de Coimbra, que no próximo ano os dois helicópteros Kamov do Estado português que se encontram avariados vão estar operacionais.

Segundo o governante, que falava aos jornalistas à margem da apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) 2017, uma equipa especializada da empresa russa Kamov vai deslocar-se a Portugal para “fazer um caderno exaustivo das necessidades que os helicópteros têm”. “Será depois disso que abriremos um concurso para a reparação dos dois aparelhos, que, segundo as orientações que temos, demorará quatro meses”, disse.

Estes dois Kamov inoperacionais já não integraram o dispositivo de combate a incêndios de 2015 e 2016. Dos seis Kamov que compõem a frota do Estado, apenas três estão atualmente aptos para voar, estando dois inoperacionais e outro acidentado, desde 2012.

Jorge Gomes explicou que para reparar os dois helicópteros pesados foi necessário um parecer jurídico do Ministério da Administração Interna, após uma abordagem à embaixada da Rússia. A verba para a reparação dos dois Kamov está prevista no orçamento da ANPC, sendo de cerca de 10 milhões de euros.

O DECIF de 2017 conta com 48 meios aéreos na fase Charlie, considerada a mais crítica, que começa a 01 de julho e se estende até 30 de setembro, os mesmos do ano passado. Neste período, o dispositivo envolve ainda 9.740 operacionais, 2.065 viaturas e 236 postos de vigia, além de máquinas de rasto.

Os meios aéreos vão ser reforçados com mais um helicóptero para ações de coordenação aérea e reconhecimento, que ajude no posicionamento do ataque aéreo e dos meios terrestres. O dispositivo deste ano conta também com a integração de uma força com 1.380 militares, que receberam formação específica para participar nas ações de rescaldo e vigilância do rescaldo, de forma a libertar os bombeiros para outras operações.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site