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Empreendedorismo

Business Storm. Há uma “tempestade” de negócios prestes a chegar a Cascais

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Business Storm vai juntar empreendedores de primeira viagem a profissionais da Google ou da Reuters. Objetivo? Ajudá-los a ultrapassar os “momentos tempestuosos” dos seus negócios.

A conferência quer focar temas que ditam as grandes tendências empresariais: desenvolvimento de negócio, inovação, indústria 4.0 e características pessoais como tomada de decisão, técnicas de vendas e gestão de stress

Getty Images

Nos negócios — como na meteorologia — nem sempre é dia de sol. “De manhã, as coisas não correm tão bem, ao almoço são um desastre, mas depois começam a melhorar”. Depois da chuva, é preciso chegar ao arco-íris, diz Maia Pedro ao Observador. É por isso que juntamente com João Salgueiro, fundador da Afterwork, e Gonçalo Henriques, da Portuguese Entrepreneurs, decidiu ajudar a trazer para Portugal a Business Storm, uma conferência que quer juntar 130 pessoas na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, durante esta quinta e sexta-feira. Objetivo? Partilhar o conhecimento de profissionais que vêm de empresas como a Google ou a Thomson Reuters com empreendedores menos experientes e ajudá-los a ultrapassar os “momentos tempestuosos” dos seus negócios.

A ideia, diz o responsável, é que empreendedores (nacionais e internacionais) de primeira viagem se juntem aos mais experientes num palco e que partilhem conhecimento, recebam conselhos, investimento e, quem sabe, consigam um potencial cliente.

A conferência é dedicada a profissionais de diversos contextos empresariais, mas o foco está na tecnologia. No primeiro dia, o evento vai reunir oradores internacionais, como o americano Elan Oren, growth hacker (metodologia utilizada em startups para acelerar e exponenciar o crescimento do negócio) que ajuda empresas a aumentar receitas e a fazer o exit (quando a empresa é comprada ou admitida em bolsa). No currículo, conta com três casos de sucesso, que incluem a i-Mesh, a NAPSTER e o fundo de investimento LeanWay.

Também Kelvin Lee, líder da Estratégia Global da Thomson Reuters, empresa multinacional de meios de comunicação e informação, e Aleks Bozhilov, Account Manager na Google, e fundador da Crowd Holdind – plataforma que conecta empreendedores, investidores e clientes – vão estar presentes.

Os oradores não fazem uma apresentação só de uma via: deles para o público. Há uma interação entre o público e os oradores. Os primeiros desafiam muitas vezes os participantes com perguntas, com idas ao palco”, explica Maia Pedro.

Durante o evento, há uma aula interativa comandada por fundadores, líderes e administradores de grandes empresas na qual se debatem temas que ditam as grandes tendências empresariais, como o desenvolvimento de negócio, inovação, o papel das competências pessoais (soft skills) na tomada de decisão, técnicas de vendas e gestão de stress. Tudo isso aliado ao conceito Business Storm.

Na conferência vamos tentar acompanhar e replicar essa sensação através da meteorologia. Da parte da manhã, vamos ter o barulho de uma tempestade, à hora de almoço, vamos ter ventoinhas a dar o efeito de vento e chuva. Depois vamos ter o sol, com as luzes todas vermelhas. No final, o que interessa é ter um arco-íris”, explica o responsável.

O segundo dia será restrito a apenas 35 participantes, que terão sessões de trabalho diretamente com os oradores internacionais.

A “marca” Business Storm é americana, mas o conceito acabou por vir parar à Europa. A primeira edição decorreu no ano passado, em Sofia, na Bulgária, onde estiveram presentes mais de 70 indústrias, 50 parceiros estratégicos, representantes de 23 países. Em vez de ir já para Londres, Berlim ou Barcelona, os organizadores aproveitaram “esta euforia que se vive à volta de Lisboa, com os media internacionais a falarem da cidade” para trazerem o evento para Portugal.

A edição deste ano do Business Storm conta com o apoio do DNA Cascais e da Câmara Municipal de Cascais. O grande objetivo, diz Maia Pedro, é conseguir manter o evento no país por mais dois anos, para “aumentar a capacidade do ecossistema português”.

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