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Fenprof apela aos poderes públicos para contrariarem difamação dos professores

A Fenprof entregou um abaixo-assinado pela "valorização dos professores" no Ministério da Educação e no parlamento. Mário Nogueira defende que "os professores têm que ser respeitados".

José Sena Goulão/LUSA

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entregou esta sexta-feira um abaixo-assinado pela “valorização dos professores” no Ministério da Educação e no parlamento e apelou aos poderes públicos para contrariarem a “escalada de difamação” dos docentes, com “mentiras absolutamente inacreditáveis”.

Às 09:30 deste dia, uma delegação da Fenprof, liderada pelo secretário-geral, Mário Nogueira, entregou a petição com mais de 20 mil assinaturas no Ministério da Educação, seguindo depois para a Assembleia da República.

Em declarações à agência Lusa, Mário Nogueira disse que este foi “o momento oportuno” para entregar o documento, que é “a reafirmação dos professores” relativamente aos aspetos que querem ver resolvidos “num ano que não pode continuar a ser um ano de adiamento de resolução de problemas”.

Entre essas questões, estão o descongelamento das carreiras, os horários, o desgaste profissional, a gestão dos horários, o regime específico da aposentação dos professores e “a rejeição de qualquer processo de municipalização”, apontou.

No fundo, são aqueles aspetos que os colegas nas escolas consideram ser mais prioritários de terem resposta do Ministério da Educação”, frisou.

Mário Nogueira adiantou que a entrega do documento também pretende ser um apelo para que os poderes públicos sejam promotores da valorização dos docentes e acabem com a “campanha de difamação” contra os docentes, após ter sido alcançado o compromisso de negociação entre as partes na semana passada.

“É absolutamente inacreditável que na sequência disso aparece um conjunto de gente, comentadores, mas também pessoas com responsabilidade política”, a fazerem acusações que “parece que os professores cometeram um crime qualquer pelo facto de terem considerado importante resolver aspetos que têm a ver com a sua vida profissional”.

O dirigente sindical lamentou que haja pessoas no plano político que querem “aproveitar-se da luta ou dos resultados dos professores para combater o Governo”.

Nós não aceitamos ser joguetes de disputa política. Portanto, se há quem na oposição não seja capaz de fazer os combates que tem que fazer, que não venha tentar apanhar boleia da luta dos professores porque o carro já está cheio e só com professores”, frisou.

Para Mário Nogueira, esta situação é inaceitável e defendeu que “os professores têm que ser respeitados”. Sublinhou ainda que tem que se perceber que os professores têm “um trabalho extremamente exigente nas escolas, em condições que poucas vezes são as desejáveis”, e mesmo assim têm “conseguido dar o melhor de si”, sendo que os resultados do seu trabalho têm sido reconhecidos internacionalmente.

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