A mesma palavra, mas num caso no singular e no outro no plural: tricampeão, tricampeões. Os dois maiores jornais desportivos espanhóis, Marca e Ás, dedicam toda a primeira página à vitória do Sevilha.

Uma “conquista heróica”, escreve o Ás que aponta o português Beto como “decisivo” ao parar dois pénaltis. As duas defesas do guarda-redes aparecem na capa do jornal ao lado do pénalti que ditou o resultado final, marcado por Kevin Gameiro.

“Tricampeão” escreve a Marca em letras garrafais, vermelhas, por cima de uma fotografia do plantel de braços erguidos enquanto o capitão Rakitic levanta o troféu. Beto é apelidado de o “herói dos pénaltis”. A Marca escreve no topo da página que “o futebol espanhol assusta em vésperas do Mundial. Campeões do Mundo, da Europa da Champions e da Liga Europa.”

Em Itália, palco da final, o Corriere dello Sport dá pouco destaque à final, ainda assim, tem uma fotografia dos jogadores do Sevilha a festejarem no relvado no final do jogo, o jornal fala na “maldição Benfica” referindo um “novo ko” dos portugueses.

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A Gazzetta dello Sport recorre à mesma expressão, “maldição Benfica” e acrescenta que foi a oitava final perdida. O título vai para o Sevilha que “sorri, mas só depois dos pénaltis”. É o domínio espanhol, com a Gazetta a referir que “enquanto se espera pelo Real-Atlético” da Liga dos Campeões está assegurado o primeiro troféu europeu.