Se o livro que estamos a ler não nos acorda com um golpe na cabeça, então porque é que o lemos?

Carta para Oskar Pollak (27 janeiro 1904)

Trabalhava numa companhia de seguros e fazia das palavras um passatempo. Hoje, é reconhecido como um dos maiores escritores do século XX. O pai de Franz Kafka, que nunca apoiou a veia literária do escritor, teve um impacto assinalável na vida e obra do escritor, avança o Biography. As histórias e as relações intensas que constam dos livros têm alguma influência na personalidade “perversa”, escreve o mesmo site, acrescentando que o facto de muitas das personagens do escritor lutarem contra um poder autoritário e destrutivo tem a sua base no progenitor.

Nasceu em Praga, capital da República Checa, a 3 de julho de 1883. A tuberculose tirou-lhe a vida em 1924, mas de Kafka ficou A Metamorfose (1912), Carta ao Pai (1919), O Processo (1925), O Castelo (1926), entre muitos outros. Antes de morrer, Kafka disse ao amigo Max Brod que queria que todos os seus manuscritos fossem queimados. O pedido foi recusado e permite que, hoje, tenhamos acesso a toda a obra do escritor checo.

Questionar a existência, questionar os objetivos de vida, questionar o poder. A essência das personagens Kafkianas está na solidão, na loucura e nos delírios como fuga.

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Cinco citações de Franz Kafka:

“Eu costumo resolver os problemas deixando que eles me devorem”

“Eu sou livre e, por isso, estou perdido”

“Um primeiro sinal do começou do entendimento é o desejo de morrer”

“Se acreditarmos apaixonadamente em algo que não existe, acontece. A não-existência é algo que ainda não foi suficientemente desejado”

“Eu não digo aquilo que penso, eu não penso o que devia pensar, e assim tudo segue numa escuridão deserta”