O presidente do Centro Hospitalar de S. João do Porto disse esta terça-feira que “grande parte” dos problemas que levaram à demissão em bloco de todos os diretores de serviço e de departamento naquele hospital “já estão resolvidos”.

“As coisas estão a correr muito bem, esperemos que os problemas que identificámos continuem a ser resolvidos, sem qualquer convulsão ou problema”, afirmou António Ferreira.

O presidente do Centro Hospitalar de S. João, que falava aos jornalistas a propósito da greve de dois dias dos médicos, que esta terça-feira começou, disse ainda que a administração se mantém “em diálogo com o Governo permanentemente”.

“Grande parte das questões já estão resolvidas”, frisou.

Depois de apresentarem a demissão, a 19 de junho, as lideranças intermédias daquele centro hospitalar decidiram suspender a decisão. Os diretores de serviço e de departamento avaliaram favoravelmente as soluções propostas pela tutela e aguardam a sua concretização por parte do Governo nos prazos definidos, a maioria dos quais decorre até 15 de julho.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

As razões desta demissão conjunta relacionam-se com o facto de “a qualidade na prestação de cuidados de saúde à população estar em risco”, com “a desvalorização do Centro Hospitalar de São João e da sua missão no contexto da região e do país” e com “a impossibilidade da implementação do desenvolvimento estratégico do Centro Hospitalar de São João”.

No comunicado divulgado a 19 de junho é ainda apontado como motivo para a saída em bloco dos dirigentes o impedimento do completo ato de gestão por parte “do Conselho de Administração e das estruturas intermédias de gestão do Centro Hospitalar, por via da centralização administrativa, no que concerne a políticas de recursos humanos, investimentos, manutenção estrutural, infraestrutural e de equipamentos e compras, que afetará gravemente a prossecução da sua missão e a atividade assistencial, apesar de, reiteradamente, o Centro Hospitalar de São João apresentar resultados económico-financeiros positivos e resultados clínicos e assistenciais ao nível dos melhores da Península Ibérica”.