Sete e nove pontos percentuais, os resultados dos exames do 9º ano mostram melhorias a Matemática e a Português. O ministério da Educação e Ciência fala de uma “subida significativa”. Em relação a 2013, as notas de Matemática subiram 9 pontos percentuais, para 53%, as de Português subiram sete pontos percentuais, para 56%.

Os resultados vieram confirmar a opinião que as associações de professores de Português e Matemática tiveram no dia de realização da prova: os exames estavam “adequados” aos programas e aos alunos.

“Os resultados [de Português] vieram confirmar as nossas previsões no dia em que a prova foi feita. Dissemos que tinha sido uma prova objetiva, clara e que os resultados seriam melhores”, adiantou Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português (APP), ao Observador.

O que contribuiu para o resultado da prova de Português não foi a dificuldade ou a facilidade da prova, mas o facto de ter “ido ao encontro ao aluno”. “Um aluno que tenha atingido o mínimo dos objetivos pretendidos para o 9º ano, conseguiria perceber a linguagem da prova. Este ano, a prova foi equilibrada”, acrescentou.

Sobre a média de 56% referiu que “ainda é fraquinha” e que espera que para o ano cresça. “Devemos sempre querer mais”, revelou.

A mudança no formato da prova de Matemática não causou uma descida nos resultados, o que significa que a prova estava adequada ao programa, refere Jaime Carvalho e Silva.

Os resultados da prova de Matemática deste ano poderiam ter descido, disse Jaime Carvalho e Silva, vice-presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), Observador, porque o formato da prova mudou – incluiu uma parte em que não era permitido a utilização da calculadora.

“Mesmo assim, os resultados subiram, o que significa que a nossa opinião inicial estava correta. Considerámos que a prova estava adequada ao programa , uma condição básica que nem sempre é conseguida.”, avançou.

Jaime Carvalho e Silva acrescentou que não é possível fazer uma comparação estrita com os resultados do ano passado, porque as provas eram diferentes. Sobre a melhoria nos resultados diz que o ensino não está “tão mal feito como dizem”. “Quando a média nacional é negativa, não quer dizer que os alunos sejam maus, quer dizer que a prova não foi adequada”, referiu.

chumbaram menos alunos em 2014

Realizaram-se cerca de 195,5 mil provas finais do terceiro ciclo, na primeira chamada dos exames. Os resultados indicam que a taxa de reprovação desceu três pontos percentuais na prova de Português, que atingiu 10%, e quatro pontos na de Matemática, para 31%, quando comparados com os de 2013.

Foram 1259 as escolas que receberam os alunos do terceiro ciclo. As provas finais envolveram cerca de 10 mil docentes vigilantes, “cujo papel e desempenho foi fundamental para que a 1.ª chamada tenha decorrido sem problemas de maior e um baixo número de ocorrências graves”, refere o ministério na nota que enviou à imprensa.