Albert Reynolds, um homem ligado ao processo de paz na Irlanda do Norte, morreu durante a madrugada desta quinta-feira, aos 81 anos, vítima de doença prolongada, avança o canal televisivo RTE. O anúncio chegou por Philip, o filho mais velho do político, que disse que Reynolds morreu serenamente às 2h52 com a mulher, Kathleen, e a família ao seu lado. Philip informou ainda que o seu pai sofria de Alzheimer.

Reynolds foi nomeado várias vezes ministro e foi eleito primeiro-ministro em 1992, cargo para o qual seria reconduzido em 1993 . Antes, prometeu que a sua prioridade seria estabelecer a paz no território, proferindo a famosa frase “quem tem medo da paz?”. O atual presidente do país, Michael Higgins, disse que Reynolds será lembrado como um ministro “dinâmico” e um primeiro ministro “de coragem”.

Micheál Martin, o líder o partido republicano Fianna Fáil, elogiou o papel de Reynolds no processo de paz. “Havia muitos, muitos cínicos na altura que pensavam que ele ia seguir um caminho errado e que sentiam que ele estava demasiado otimista”, disse. “Penso que chave foi o desenvolvimento de uma relação sólida, e pessoal, com John Major”, o então primeiro-ministro britânico.

“Foi a determinação de Reynolds que deu impulso ao processo de paz e ao estabelecimento do cessar-fogo do IRA em 1994″, pode ler-se no comunicado do Fianna Fáil.

Também David Cameron, o atual primeiro-ministro britânico, escreveu algumas palavras na sua conta no Twitter. “Triste por ouvir que Albert Reynolds morreu. Parceria com Sir John Major conduziu à ‘Declaração de Downing Street’ de 1993″: um marco no processo de paz da Irlanda do Norte.” Essa declaração previa uma parceria estratégica entre Londres e Dublin para que fosse criado um clima favorável para as negociações de paz.