Pedro Santana Lopes prevê que “os tempos continuarão difíceis” e que os pedidos de ajuda à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que lidera, “tenderão a aumentar”.

O ex-primeiro-ministro, que iniciou no domingo o segundo mandato enquanto Provedor daquela instituição, publicou uma mensagem no site da Santa Casa, fazendo um balanço daquilo que foi “trabalhar diariamente na missão de ajudar os mais necessitados” e assume que o futuro não será fácil.

“Estou certo de que os desafios que se avizinham serão muitos”, declarou Santana Lopes, numa altura em que o seu nome é um dos apontados para a corrida às eleições presidenciais, em 2016. “Os tempos continuarão difíceis e as solicitações a que esta Casa será sujeita tenderão a aumentar”, afirmou, acrescentando para os trabalhadores da instituição: “Esta tarefa só é possível com o profissionalismo e o empenho de todos vós, que, dia a dia, vão respondendo aos desafios que nos são colocados, com um grande espírito de entrega e de dedicação”.

O mandato que agora termina permitiu ao social-democrata “avaliar pessoalmente quão grande é o privilégio de trabalhar diariamente na missão de ajudar os mais necessitados, numa época tão particularmente difícil da vida de Portugal e dos portugueses”.

Santana Lopes faz ainda a retrospetiva da existência da Santa Casa até aos dias de hoje e considera que, atualmente, “esta é a Santa Casa do Século XXI”. “As instituições duradouras são aquelas que conseguem não ser estáticas e que não ficam inertes a olhar para o passado, embora respeitando sempre, em absoluto, a história de que tanto se orgulham. Ou seja, são as que respeitam o passado e o honram no presente, de olhos postos no futuro”.

Santana Lopes foi primeiro-ministro e líder do PSD e o escolhido por Passos Coelho para liderar a Santa Casa em Lisboa. O seu mandato foi renovado por mais três anos, ou seja, se Santana quiser ser candidato às presidenciais terá que abandonar o posto de Provedor antes de terminar o segundo mandato.