O presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação, o deputado social-democrata Paulo Mota Pinto, marcou reuniões do próprio Conselho e com os serviços de segurança, para avaliar a ação de limpeza eletrónica feita por três elementos do SIS (incluindo o seu dirigente, Horácio Pinto) ao gabinete do então presidente do Instituto de Registos e Notariado, agora suspeito no caso dos vistos Gold.

Segundo apurou o Observador, os encontros e também as ações de fiscalização vão acontecer entre amanhã e o início da semana, para que em tempo útil este órgão do Estado possa tomar posição sobre o acontecido.

O Observador tentou contactar Paulo Mota Pinto para obter mais informações, sem sucesso.

Relatos feitos durante a tarde deste sábado ao Observador dão conta que o dirigente do SIS — que está aliás de saída do cargo — se tem mostrado de consciência tranquila. O até aqui presidente do Instituto de Registos e Notariado, António Figueiredo, terá alegado perigo de contraespionagem ao SIS, para pedir a este serviço de informação que fosse às suas instalações fazer despistagem de escutas, tendo em conta a colaboração regular com o IRN, nomeadamente dando documentação sobre identidades, em investigações em curso.