A Fundação Champalimaud anunciou esta quinta-feira o lançamento do ResPECT, um novo projeto europeu de investigação com base em tecnologia de inteligência artificial (IA), cujo desenvolvimento refere ir liderar.
“A Fundação Champalimaud lidera o desenvolvimento da tecnologia do ResPECT, projeto de 15,8 milhões de euros, que vai criar um assistente de inteligência artificial capaz de transformar as palavras dos doentes em informação clínica”, indica em comunicado.
O projeto tem a duração de quatro anos e a fundação vai contribuir com “conhecimentos multidisciplinares nas áreas da oncologia, saúde mental, inteligência artificial (IA) e saúde digital centrada no doente”.
O ResPECT – Generative AI Assistant: A Paradigm Shift in Burden Assessment for Cancer and Mental Health Care (Assistente de IA Generativa: Uma Mudança de Paradigma na Avaliação da Pressão nos Cuidados Oncológicos e de Saúde Mental), financiado pelo programa Horizonte Europa, reúne 22 parceiros e inclui uma avaliação clínica em oito países europeus.
O objetivo do projeto, coordenado pela Universidade de Heidelberg Ruprecht Karl, na Alemanha, é “desenvolver um assistente virtual fiável e multilingue” com duas vertentes: “um assistente médico, pensado para apoiar doentes e profissionais de saúde” e “um assistente de políticas de saúde, dirigido a decisores políticos e sistemas de saúde”.
Segundo o comunicado divulgado pela Fundação Champalimaud, o assistente médico “vai apoiar a prestação de cuidados personalizados” aos doentes, combinando as experiências que estes relatam “com informação clínica relevante e com conhecimento baseado nas orientações clínicas” e disponibilizando aos profissionais de saúde informações concisas, estruturadas e clinicamente relevantes.
A ferramenta “será avaliada num ensaio clínico multicêntrico, aleatório e controlado, que incluirá doentes com cancro da mama em estádio inicial ou com depressão moderada a grave”, no qual a fundação também participará.
O Assistente de Políticas de Saúde, por seu turno, “vai centrar-se nos sistemas de saúde” e “agregar informação estruturada sobre as experiências dos doentes em diferentes populações”.
“Com base nessa informação, ajudará a identificar necessidades por satisfazer, padrões do peso da doença e eventuais lacunas nos cuidados”, acrescenta.
“Com o ResPECT, queremos transformar as experiências vividas pelos doentes em informação concreta que permita melhorar os cuidados e tornar os sistemas de saúde mais inteligentes em toda a Europa”, explica André Pfob, coordenador do projeto na Universidade de Heidelberg e no Hospital Universitário de Heidelberg, citado no comunicado.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]