Redes sociais, motores de busca, compras online, jogos, jornais e por aí fora. A questão não é o que se pode fazer na Internet — já é o que ainda não se consegue fazer. Uma coisa é certa: só quem tem acesso à rede global é que tira proveito de alguma coisa. E, hoje, já são quase três mil milhões as pessoas com acesso diário à Internet. Ou seja, quase 40% das cerca de 7,1 mil milhões de pessoas que, na última contagem, andavam neste planeta.

O aumento de utilizadores de Internet face a 2013, portanto, foi de 6,6%, segundo os cálculos apresentados no “Measuring the Information Society Report”, um relatório anual publicado esta terça-feira pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Em 2009, refere o mesmo estudo, e como lembrou o Folha de São Paulo, o número de internautas andava pelos 2 mil milhões.

Há locais do mundo, porém, onde a Internet é um luxo. Ou uma coisa rara. Em África, por exemplo, apenas 19% da população utiliza diariamente a Internet. No total, existirão à volta de 4,3 mil milhões de pessoas (90% residem em países considerados em desenvolvimento) que “ainda não estão online”, como refere Brahima Sanou, diretor da entidade. Tudo isto ficou conhecido um dia depois dos resultados de um inquérito ligarem a Internet aos direitos humanos.

Sim. De acordo com uma sondagem global — realizada a 23.326 pessoas espalhadas por 24 países — 83% dos inquiridos acredita que o acesso barato à Internet devia ser considerado um direito humano. O trabalho, conduzido pelo Centre for International Governance Innovation, refere ainda que 64% dos inquiridos, escreve a Newsweek, estão hoje mais preocupados com a privacidade online, face ao que sentiam na mesma altura, em 2013.

Os 24 países dos inquiridos na sondagem: Austrália, Alemanha, África do Sul, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Egito, EUA, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Quénia, México, Nigéria, Paquistão, Polónia, Reino Unido, Suécia, Tunísia e Turquia.

O trabalho indica também que quase dois terços dos participantes estavam preocupados com a hipótese de “o governo censurar a Internet” (61%) ou de que “agências de outros países possam monitorizar secretamente” (62%) as suas atividades online, escreve a Newsweek, que ainda sublinhou uma série de conclusões feitas pelo relatório. Entre elas estão vários números: 81% das pessoas afirmaram que a Internet é importante para o seu futuro económico e apenas 36% dos inquiridos confiam que a sua informação privada está “muito segura” na rede. Outras conclusões podem ser vistas aqui.

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