Com 501 anos de vida, o Bairro Alto podia dormir à sombra do seu estatuto e gozar calmamente a reforma. Mas não. O mítico bairro lisboeta renova-se todos os meses, com obras, recuperações, novos bares, lojas e restaurantes – alguns surpreendentes, outros sem chama. Rua acima e rua abaixo, o Observador foi à procura de locais de visita obrigatória no Bairro Alto.

Terrace BA do Bairro Alto Hotel

A vista que já foi eleita a quarta melhor do mundo de um terraço de hotel (entre outros prémios) merece uma visita. Ainda que os preços de esplanada deste hotel de cinco estrelas não permitam visitas regulares à maioria das carteiras portuguesas, não deixe de lá ir tomar um café ou um cocktail, nem que seja só uma vez. Localizado na Praça de Camões, o Barro Alto Hotel não põe todas as fichas na sua vista privilegiada.

Miradouro de São Pedro de Alcântara

Não interessa se é cliché: a haver uma paragem obrigatória para quem passa no Bairro Alto, é sem dúvida a do Miradouro de São Pedro de Alcântara. Neste postal vivo é possível ter uma das melhores vistas sobre Lisboa, das Avenidas Novas à Baixa Pombalina, com o Tejo como brinde. Mas nem só da vista vive o Miradouro, que na verdade se chama Jardim António Nobre. Alvo de obras em 2008, o espaço ganhou novo encanto, com os jardins cuidados e a abertura de dois quiosques, um em cada nível, com direito a espreguiçadeiras, petiscos, refrescos e cocktails.

Escola de Música do Conservatório Nacional

O Conservatório deve a sua bela morada, na Rua dos Caetanos, ao ministro da Justiça Joaquim António de Aguiar, mais conhecido por “Mata-Frades”, que em 1834 decretou a extinção das Ordens religiosas em Portugal e a nacionalização dos bens. O Convento dos Caetanos ficou, assim, vazio para acolher o Conservatório de Música, criado em 1835 e que, desde então, coleciona riqueza histórica e cultural. A boa notícia é que é possível fazer visitas guiadas ao Conservatório, basta entrar e pedir para conhecer o espaço (cuja beleza não casa com a atua degradação, mas as obras prometidas teimam em não chegar). Aconselhamos a marcação de uma visita guiada. A partir de quatro euros por pessoa é possível percorrer, durante cerca de uma hora, o salão nobre e os corredores da escola na companhia de um professor de música e ouvir a história daquelas paredes. Entre alunos que nos corredores praticam os seus instrumentos é provável que esbarre num concerto improvisado. Pode ainda assistir a uma aula e, se pedir muito, tocar algum instrumento.

Solar do Vinho do Porto

O melhor do vinho do Porto também se encontra no coração de Lisboa, graças a este Solar. Inaugurado a 19 de fevereiro de 1946, o espaço situado nas instalações do Palácio de Ludovice, na Rua de São Pedro de Alcântara, tem como principal atração as provas das diferentes categorias e tipos de Vinho do Porto e do Douro, entre mais de 300 referências de Vinhos da Região Demarcada do Douro. Na sala de provas existem azulejos do edifício original do Palácio Ludovice, uma azulejaria muito rica do século XVIII, em tons de azul. Quem quiser pode fazer visitas guiadas.

*O aniversário do Bairro Alto é patrocinado pela Estrela Dammgarrafa_estrella