Bailado

Companhia Nacional de Bailado estreia sexta-feira nova versão do Quebra Nozes

A Companhia Nacional de Bailado estreia na sexta-feira, no Teatro Camões, em Lisboa, o espetáculo "Quebra Nozes Quebra Nozes", nova versão do clássico.

Tiago Petinga/LUSA

A Companhia Nacional de Bailado estreia na sexta-feira, no Teatro Camões, em Lisboa, o espetáculo “Quebra Nozes Quebra Nozes”, nova versão do clássico, com coreografia de Fernando Duarte e encenação e dramaturgia de André e. Teodósio.

De acordo com a Companhia Nacional de Bailado (CNB), a música original deste bailado clássico, da autoria de Tchaikovski, terá interpretação da Orquestra Sinfónica Portuguesa com direção musical do maestro José Miguel Esandi.

Os cenários e figurinos desta nova versão do tradicional bailado de natal são de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira.

Ernest Theodor Amadeus Hoffmann (1776-1822) escreveu o conto original, intitulado “O Quebra-nozes e o Rei dos Ratos”, mas o argumento que daria vida ao bailado, anos mais tarde, vem de uma adaptação do escritor Alexandre Dumas.

A história decorre no natal, na casa do juiz Stahlbaum na Alemanha, onde os filhos recebem a visita de familiares, entre eles o velho Drosselmayer, um tio solteirão excêntrico que gosta de magia.

O tio oferece à sobrinha Clara um quebra-nozes de madeira que – nos sonhos da jovem – ganha vida e se transforma num príncipe que luta contra o rei dos ratos.

Fernando Duarte e André e. Teodósio foram convidados pela diretora da CNB, Luísa Taveira, a apresentar uma reinterpretação deste bailado, que teve a primeira versão coreográfica criada por Marius Petipa, estreada no Teatro Marinski, de São Petersburgo, em dezembro de 1892.

Ao longo do século XX, muitos coreógrafos criaram as suas versões, adotando tanto a de Petipa, com características mais infantis, como a mais sóbria narrativa de Hoffman, mas mantendo presente a questão do limite entre o sonho e a loucura.

É sobretudo a partir dos anos 1940, com a chegada desta obra aos Estados Unidos, que se vai tornar um ícone, não só do bailado, mas também do natal, recorda a CNB, sobre o bailado.

Num texto sobre o espetáculo, o encenador André e. Teodósio sublinha: “Embora desconheçamos a origem da maior parte das tradições que herdamos, já de outras destrinçamos bem o seu começo”.

“O bailado Quebra Nozes é uma dessas tradições inventadas. E se ela é inventada, então não há nenhum mal em reinventá-la para que acompanhe estas noites brancas que, de oníricas, longe estão das singularidades do mundo de uma outra Clara!”, comenta ainda, acrescentando que lhe interessou fazer várias leituras da história.

Para a dramaturgia de “Quebra Nozes Quebra Nozes”, André e. Teodósio percorreu várias trajectórias para compreender a obra original, pelo seu conteúdo dramatúrgico e pelo seu percurso ao longo dos anos.

“Quebra Nozes Quebra Nozes” tem um ensaio-geral solidário na quinta-feira, a favor da Apoiarte – Associação Casa do Artista, estreia na sexta-feira, às 21:00, e ficará em palco até 21 de dezembro no Teatro Camões.

Fonte da CNB disse à agência Lusa que a companhia irá apresentar o espetáculo no dia 28 de dezembro, às 16:00, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

 

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)