Ex-modelo, cantora, cara da marca de joalharia Bulgari e ex-primeira dama de França. Carla Bruni está habituada a viver debaixo dos holofotes da fama, uma realidade que não a intimida, antes pelo contrário. Numa entrevista ao jornal Le Parisien — que antecede o lançamento de um documentário televisivo a propósito da sua tour musical pelos Estados Unidos e por território francês — confessou ter uma obsessão em exibir-se. “É como se houvesse uma inconsistência na pessoa que sou, uma incerteza de estar viva que leva a exibir-me. (…) É uma parte de mim que é um pouco podre, solitária ou infantil”, diz, citada pelo britânico Daily Mail.

A mulher de Nicolas Sarkozy diz ainda que não entende de onde vem essa necessidade de “reconhecimento”, mas levanta a suspeita: “Penso que é porque sou uma bastarda”. Carla Bruni, atualmente com 47 anos, é a filha legal da pianista Marisa Borini e do compositor Alberto Bruni Tedeschi. No entanto, foi em 2008, numa entrevista à Vanity Fair, que confessou a verdadeira identidade do pai biológico — Maurizio Remmert, um empresário na área do retalho de origem italiana. A ex-modelo foi o resultado de um affair que durou cerca de seis anos e que começou quando a mãe de Bruni tinha apenas 19.

Outros tópicos foram discutidos na entrevista, tal como a a ascensão ao estrelato. Bruni garante que o sucesso não foi fácil de alcançar apesar de ter crescido no seio de uma família com bons contactos. Herdeira de uma empresa de pneus altamente lucrativa criada pelo avô em 1920, insiste que teve dificuldades por ser muito tímida. O Telegraph relembra ainda, a propósito da imagem que Bruni “exibe”, que a ex-primeira dama foi muitas vezes negativamente associada à figura de Maria Antonieta, rainha consorte de França e Navarra no século XVIII.

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A mesma timidez não terá sido, contudo, um grande entrave. Aos 19 anos tinha um contrato com uma agência de modelos e não demorou muito para que acrescentasse no currículo trabalhos para marcas de renome mundial, das quais são exemplo Christian Dior, Givenchy, Paco Rabanne, Yves Saint-Laurent, Chanel e até Versace. Diz ainda o Daily Mail que a popularidade fez dela uma das modelos mais pagas da indústria no início dos anos 1990.

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Depois da passarela, o desafio é outro. Carla Bruni está agora focada na carreira musical, sendo que a sua tour já chegou a cidades como Viena, Berlim, Nova Iorque e Los Angeles. Passar tempo com a filha Giulia, de três anos, é também uma prioridade, numa altura que Nicolas Sarkozy é o líder reeleito, desde finais de novembro, do partido União por um Movimento Popular (UMP). E a propósito do regresso do marido à vida política, comenta: “Eu confio nele. Não me incomoda. Ele não me atrapalha e eu não tenho problemas com a vida que vem com isso”.