Uma mão erguida ao nível da cabeça, com a palma virada para adiante, é sinal de paragem para os veículos que venham de frente. Se forem duas, uma nessa posição e a outra esticada na horizontal, já manda parar os carros que venham pela frente e por trás. Estes são apenas dois sinais gestuais que Ana Ambrósio teve de decorar. Para, pelos vistos, começar a executar a partir desta terça-feira.

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Aos 25 anos, a agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) é polícia-sinaleiro na capital — uma tarefa que começou a ser alargada às mulheres em 1973, mas ainda assim muito invulgar entre agentes do sexo feminino. E já começou a dar ordens. O Observador apanhou-a na manhã desta terça-feira de capacete branco na cabeça, apito na boca e mãos no ar, onde a Rua da Escola Politécnica encontra a Rua de São Mamede. “Este cruzamento é de muito trânsito e à tarde ainda é pior”, disse, ao Diário de Notícias, quando falou sobre a nova função.

Ana Ambrósio, aliás, revelou ao mesmo jornal que, ao entrar para a PSP — antes estava na Força Aérea — o seu objetivo “era ir para o trânsito”. Conseguiu-o quando o próprio Comandante da Divisão de Trânsito lhe propôs ser uma mulher na polícia de Lisboa a exercer funções de polícia-sinaleiro.