O Museu do Fado inaugura na sexta-feira, e o Atelier-Museu Júlio Pomar no sábado, a exposição conjunta “Sem Capricho ou Presunção: o Fado por Júlio Pomar & Novas Doações”, sobre as ligações do artista ao universo do fado.

De acordo com as entidades, a exposição é dividida entre ambas, a primeira para apresentar as ligações que Júlio Pomar estabelece entre as artes plásticas e o universo do fado, nomeadamente através da componente poética inerente quer à pintura quer às letras.

A outra parte da exposição irá apresentar novas doações ao Atelier-Museu Júlio Pomar, no âmbito da fundação em nome do artista.

“Sem Capricho ou Presunção: o Fado por Júlio Pomar”, com curadoria de Sara Pereira, diretora do Museu do Fado, em Lisboa, inaugura às 19:00 de sexta-feira e estará patente até 20 de setembro.

“Novas Doações”, com curadoria de Sara Antónia Matos, diretora do Atelier-Museu Júlio Pomar, inaugura às 21:00 de sábado, e estará patente naquele espaço representativo da obra do artista até à mesma data.

No Museu do Fado, a inauguração irá contar com a participação de Cristina Branco e Marco Rodrigues, que dão voz a alguns repertórios de Júlio Pomar, e no Atelier-Museu Júlio Pomar estará também Cristina Branco e o fadista Camané.

O Atelier-Museu Júlio Pomar, que em abril celebra o segundo aniversário, já recebeu mais de 30 mil visitantes.

Esta exposição “é também o pretexto para mostrar o enriquecimento do seu espólio pictórico, aqui depositado pela Fundação Júlio Pomar, com a integração de novas doações que vêm testemunhar a intensa atividade do pintor”, segundo a entidade.

A exposição apresenta a vertente plástica e também o uso da palavra, quer na sua dimensão poética, quer na sua expressão cantada, mostrando ainda diferentes retratos de figuras da literatura portuguesa, entre as quais representações múltiplas de Fernando Pessoa.

Pintor e escultor, nascido em Lisboa, em 1926, Júlio Pomar é um dos criadores de referência da arte moderna e contemporânea portuguesa.