“O livro reúne toda a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, seguindo e atualizando os critérios de fixação de texto adotados nas edições anteriores, graças ao cuidado trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, que assinam, respetivamente, o prefácio e a nota de edição”, adiantou a chancela do Grupo Porto Editora.

O novo volume “inclui ainda uma parte com vários poemas inéditos” que fazem parte “do espólio da autora, em depósito na Biblioteca Nacional de Portugal”, segundo a Assírio & Alvim.

No prefácio, Maria Andresen Sousa Tavares afirma, sobre a obra: “Aqui há uma força. Uma força muito raramente atingida” e, “sobretudo, o poder de uma simplicidade difícil de enfrentar, por vezes inconfortável, não pela dificuldade conceptual, mas porque a simplicidade é a coisa mais complexa e, neste caso, a mais difícil, porque nem sempre oferece o flanco ao diálogo, quando busca o ‘dicível’ do esplendor e do terror”.

Em outubro de 2012, a Porto Editora editou o conto inédito incompleto de Sophia de Mello Breyner Andresen “Os ciganos”, que o neto Pedro Sousa Tavares terminou.

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Falecida aos 84 anos, em julho de 2004, Sophia de Mello Breyner Andresen foi autora de vários livros de poesia, entre os quais “O nome das coisas” e “Coral”, de obras de ensaio, designadamente “O nu na Antiguidade Clássica”, de contos, como “Histórias da terra e do mar”, de ficção infantil, em que se conta “A fada Oriana”, “Noite de natal”, “A menina do mar”, e também de teatro, “O colar”. Traduziu vários autores.

Sophia de Mello Breyner Andresen foi a segunda mulher a ter honras de Panteão Nacional, como forma de homenagear “a escritora universal, a mulher digna, a cidadã corajosa, a portuguesa insigne”, e de evocar o seu exemplo de “fidelidade aos valores da liberdade e da justiça”, conforme se lê na resolução da Assembleia da República.