Há mais 40% de acidentes nos municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo do que em qualquer outra região do País. Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém estão localizados às portas de Lisboa e são caracterizados por terem grandes zonas industriais, logo um acréscimo de circulação automóvel. É por isso que esta será a primeira região piloto para um projeto que pretende reduzir os pontos negros de norte a sul do País através dos Planos Municipais de Segurança Rodoviária.

O projeto, desenhado pela deputada social democrata Carina Oliveira, surge no âmbito da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária para 2008-2015, e será concretizado a partir desta quinta-feira, depois de assinado o protocolo entre a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e as autarquias. “A ideia é que cada um destes onze municípios elabore um Plano Municipal de Segurança Rodoviária sob coordenação da ANSR e depois adote medidas concretas”, diz ao Observador Carina Oliveira.

Entre estas medidas podem estar algumas tão simples como cortar uma árvore, sinalizar um cruzamento ou relocalizar uma passadeira. “Muitas vezes estamos a falar de engenharias de baixo custo”, diz a deputada.

“As autarquias com os seus orçamentos municipais terão a mesma ação concreta, mas podem elaborar os seus Planos Municipais de Segurança Rodoviária em harmonia umas com as outras e com as ferramentas fornecidas pela própria ANSR”, acrescenta.

O objetivo deste projeto é o de “salvar vidas na estrada”. E surgiu quando os números da sinistralidade rodoviária apontaram para um decréscimo dos acidentes com vítimas, mas apenas em autoestradas e vias rápidas. Nas estradas secundárias, os números continuam a preocupar, com acidentes mais graves – em que há registo de vítimas. Na região da Lezíria do Tejo, o número de acidentes graves é 40% superior ao registado no restante território nacional (excluindo as ilhas), embora tenha diminuído entre 2010 e 2013. 42,6% dos acidentes são despistes.