Ciência

Parcerias com universidades dos EUA criam rede internacional de investigadores

Parcerias de instituições portuguesas com três universidades norte-americanas criam rede internacional com 1.000 professores e investigadores, 1.500 estudantes e 300 empresas.

"As parcerias internacionais foram especialmente bem sucedidas e ao fim de nove anos de atividade está estabelecida uma rede de colaboração sólida", afirma o diretor nacional do programa Carnegie Mellon University (CMU) Portugal

JOSE SENA GOULAO/LUSA

As parcerias de entidades portuguesas com três universidades norte-americanas são “bem sucedidas” e deram origem a uma rede internacional com 1.000 professores e investigadores, 1.500 estudantes e 300 empresas, revelou esta quinta-feira um responsável do projeto.

“As parcerias internacionais foram especialmente bem sucedidas e ao fim de nove anos de atividade está estabelecida uma rede de colaboração sólida que envolve mais de mil docentes, investigadores e profissionais de empresas, do lado português e dos EUA, numa rede colaborativa internacional”, disse à agência Lusa o diretor nacional do programa CMU (Carnegie Mellon University) Portugal, falando em nome das três iniciativas e da UTEN Portugal (destinada a rede de empresas).

João Claro falava a propósito da conferência que vai decorrer na sexta-feira e que junta os programas CMU Portugal, MIT Portugal e UT Austin Portugal – financiados pelo Estado português -, além dos empreendedores, investigadores, alunos e antigos alunos envolvidos, para mostrar o impacto destas parcerias na academia, nas instituições de ensino e investigação, mas também nas empresas e no investimento em inovação.

Na área da educação, as três parcerias “criaram programas doutorais e de mestrado que envolvem 1.500 estudantes”, que recebem formação num ambiente internacional e, à medida que deixam os programas, “na sua maioria, encontram colocações em Portugal, em empresas, na academia, no setor público”, explicou.

O diretor do CMU Portugal defendeu que aqueles alunos “estão a tornar as empresas portuguesas mais competitivas e a qualificar e capacitar as universiaddes e instituições de investigação”, mas uma parte destes estudantes também encontram colocação fora do país e “estão a construir uma rede internacional de contactos”.

As quatro iniciativas “envolveram mais de 300 empresas, que têm enviado quadros para os programas, em busca de maior capacitação para se tornarem mais competitivas, têm colaborado nos nossos projetos de investigação e envolvem-se nas nossas atividades de investigação e de apoio ao empreendedorismo”, relatou João Claro, realçando o papel das ‘startup’ (novas empresas que apostam na inovação tecnológica). Estas empresas inovadoras “são mais de 200”, apoiadas por iniciativas de empreendedorismo que “as colocam numa dinâmica de internacionalização” e, destas, 20 já foram criadas a partir da atividade das parcerias.

Questionado acerca da adesão das empresas portuguesas, João Claro referiu que “têm vindo a perceber melhor de que forma podem aliar-se às universidades para se tornarem mais competitivas, tanto na capacitação dos recursos humanos como para procurar novas tecnologias para resolver os seus problemas” e entrar nos mercados internacionais. “Claramente tem havido uma evolução e as parcerias têm puxado por essa evolução”, salientou.

A segunda fase das parcerias com as universidades norte-americanas iniciou-se em 2013 e vai decorrer até 2017, com um investimento do Estado português de 50 milhões de euros, a que acresce o montante de 3,750 milhões de euros para o programa mais focado nas empresas, o UTEN Portugal.

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