A economia portuguesa registou um crescimento de 1,5% durante o primeiro trimestre de 2015, quando se compara o desempenho com igual período do ano passado. Trata-se de uma aceleração em relação ao último trimestre de 2014, quando o produto interno bruto (PIB) avançou 0,6%. As exportações deram o maior contributo para aquele comportamento, de acordo com os dados que foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o número apurado representa uma ligeira revisão em alta da taxa de crescimento em comparação com a primeira estimativa, que apontava para um ritmo de 1,4%.

A procura externa líquida deu um contributo nulo para o comportamento da economia, o que representa uma melhoria em relação ao trimestre anterior, período em que se verificou um impacto negativo de um ponto percentual, e este facto deve-se ao crescimento das vendas de bens e serviços nos mercados externos. Nos primeiros três meses de 2015, as exportações evoluíram 6,8%, depois de um aumento do volume em 4,9% no trimestre anterior medido pela variação homóloga. Em simultâneo, as importações registaram um arrefecimento ao crescerem 6,6% de janeiro a março, contra o ritmo de 7,4% verificado de outubro a dezembro de 2014.

O consumo privado cresceu 2,5%, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, numa aceleração em relação ao período de outubro a dezembro, em que registou uma variação positiva de 2%. Quando ao investimento, verificou-se uma variação homóloga nula. O INE explica que “este resultado foi determinado pelo
acentuado contributo negativo da Variação de Existências para a variação homóloga do PIB, que se fixou em -1,3 pontos percentuais, após o ligeiro contributo positivo no trimestre anterior, refletindo em larga medida o efeito de base associado ao acentuado aumento das existências, sobretudo de produtos petrolíferos, no 1º trimestre de 2014”.

A procura interna evoluiu 1,5%, com o consumo público a recuar 0,5%, enquanto a formação bruta de capital fixo progrediu 8,5%, contra 2,5% durante o trimestre anterior, sobretudo devido ao setor da construção. O emprego registou uma evolução positiva de 1,5%. Quando medido em comparação com o último trimestre de 2014, o PIB variou 0,4%, valor idêntico ao que, sob este critério, se registou nos três últimos meses do ano passado.

Documentos

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR