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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, destacou esta quarta-feira que o crescimento do orçamento dedicado à política externa em 7,7% para o próximo ano representa “um sinal político”, assinalando uma “diferença abissal” face à governação socialista.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros continua a ser cronicamente o que tem o orçamento mais baixo”, disse esta quarta-feira o governante, numa audição conjunta com as comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública, dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e dos Assuntos Europeus, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Na sua intervenção inicial, Rangel afirmou que, pela primeira vez, a verba do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) supera os 500 milhões de euros, cifrando-se em 512 milhões de euros.

“Desconsiderando o efeito PRR, o crescimento é de 5,1%”, disse, sublinhando o “sinal político”.

Rangel apontou também aumentos consecutivos em receitas de impostos — mais 18% em 2025; 6,5% este ano e 6,3% em 2027 —, salientando a “diferença abissal” com o Governo AD (PSD/CDS-PP) face à governação de oito anos do PS, em que estes valores “aumentavam 1 a 2% ao ano”.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros descreveu o OE2027 como “um orçamento de estabilidade”.

“O Governo AD é estabilizador”, mas também “reformista e de mudança”, que pretende ter “sempre contas certas e justas, mas isso não significa que se tenha de cair no imobilismo”.