O grupo de trabalho criado pelo Governo para assegurar a monitorização das ações decorrentes da fraude da Volkswagen reúne-se esta sexta-feira pela primeira vez, no Ministério da Economia, para analisar o problema e delinear um plano de ação.

“Nesta primeira reunião, vai ser feita uma análise do problema de forma integrada e vai ser delineado um plano de ação”, disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério da Economia.

O ministro da Economia, Pires de Lima, anunciou na quarta-feira a criação deste grupo de trabalho composto pelos secretários de Estado da Inovação, Pedro Gonçalves, dos Transportes, Sérgio Monteiro, e do Ambiente, Paulo Lemos, para coordenar e “assegurar a monitorização das ações” decorrentes do plano europeu que está a ser desenhado para colmatar os impactos da fraude da Volkswagen.

A reunião do grupo de trabalho será presidida por Pires de Lima e contará ainda com a participação do seu secretário de Estado adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, que tem a tutela dos consumidores, e do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio.

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No encontro vão estar também representantes do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), da Agência para o Ambiente, da AICEP e da Autoridade Tributária, bem como da Direção-geral do Consumo.

O secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, que participou quinta-feira no Conselho da Competitividade, em que os ministros da Indústria da União Europeia (UE) discutiram o escândalo em que está envolvido o fabricante automóvel alemão Volkswagen, vai dar conta da posição da UE ao grupo de trabalho português.

A Volkswagen provocou na semana passada a indignação mundial quando admitiu que 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo estão equipados com os chamados dispositivos de descativação que ativam controlos de poluição durante os testes, mas automaticamente os desligam quando o carro está em condução.