Web Summit

Há duas startups portuguesas na competição principal da Web Summit

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Cuckuu e B-Guest vão pisar o mesmo palco que Jaime Jorge, da Codacy, pisou em 2014 e apresentar o seu negócio a cerca de 30 mil pessoas na Web Summit. Há mais um Óscar da tecnologia a caminho do país?

Em 2016, 2017 e 2018, a Web Summit vai decorrer em Lisboa

Getty Images

Na Web Summit de 2014, Jaime Jorge, da Codacy, pôs Portugal no mapa mental de Paddy Cosgrave, fundador do evento. Até o jovem português ter vencido os “Óscares das startups da Europa”, Cosgrave pouco sabia sobre o ecossistema empreendedor português, contou ao Observador. Na edição de 2015, entre as 100 finalistas para o Beta Award, há mais duas startups portuguesas que vão tentar a sua sorte, a Cuckuu e a B-Guest. Na fase de pré-seleção, estavam a concurso 1700 startups de todo o mundo.

A Web Summit é o maior evento de tecnologia e empreendedorismo da Europa e o Beta Award é o concurso de pitch (apresentação curta da empresa) para startups até três milhões de euros de investimento. É a principal competição da conferência, onde os empreendedores podem apresentar os seus negócios a representantes das maiores empresas tecnológicas do mundo, bem como a investidores de capital de risco de topo.

Isto para nós não é só uma oportunidade, mas é um reconhecimento. Ter uma startup dá muito trabalho, às vezes as coisas não correm bem e estas distinções também ajudam a manter o otimismo. No meio de startups do mundo todo, sermos uma das 100 selecionadas…”, conta João Jesus, fundador do Cuckuu, ao Observador.

O Cuckuu é uma rede social à base de alarmes onde é possível partilhar fotografias, vídeos ou iniciar conversas em chat para acordar outras pessoas, por exemplo. Ou para alertar para um evento a determinada hora. Imagine que vai organizar uma festa para o próximo sábado às 23h00 e às 21h00 quer lembrar toda a gente que tem duas horas para se prepararem. Marca o evento na app, convida os amigos e, à hora selecionada, faz soar um alarme com um vídeo, uma imagem ou uma música nos smartphones de todos os que aderiram ao evento.

A B-Guest, por sua vez, é uma plataforma que liga hotéis a hóspedes, durante as suas estadias. Para os primeiros, é uma ferramenta de marketing que recolhe informação detalhada sobre o que cada hóspede faz durante a estadia, permitindo que sejam oferecidos serviços de acordo com a sua preferência. Para os últimos, permite evitar filas de checkin, checkout, pedir um serviço de quarto, reservar mesa no restaurante ou marcar uma sessão no spa.

Termos sido selecionados para a Alpha Class e para o Pitch do Web Summit 2015, o maior evento mundial de startups, é muito importante para nós. Concorreram milhares de startups a nível global e nós estamos no lote final, o que significa que a organização reconhece o interesse e potencial do B-Guest. Além disso, vamos ter oportunidade de estar em contato com investidores de referência a nível mundial, bem como beneficiar do ‘buzz’ dos media que vão estar presentes no evento”, disse José Marques, fundador do B-Guest, ao Observador.

João Jesus acrescenta que não está nervoso com o facto de ter de apresentar a sua startup para uma plateia de cerca de 30 mil pessoas. Em Dublin, quer contar a história do Cuckuu. “Com a nossa app não queremos resolver um problema, queremos motivar as pessoas, dar algo extra ao seu dia, para que se divirtam mais. Vamos mostrar a visão que temos para o Cuckuu”, referiu.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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