O Banco Best obteve lucros de 4,4 milhões de euros no terceiro trimestre, informou esta quarta-feira a instituição, o que permitiu reforçar o estatuto de banco com rácios de solidez financeira mais elevados da banca nacional. O banco liderado por Isabel Ferreira, que é detido de forma maioritária pelo Novo Banco mas funciona de forma autónoma, acumulou 2,5 mil milhões de euros em ativos sob gestão.

O rácio de capital de primeira qualidade do banco (core Tier 1) ascende aos 32%, o que segundo o Banco Best é o mais elevado da banca nacional e um dos mais altos de toda a banca europeia. O banco destaca essa “elevada solidez financeira, com indicadores ímpares em Portugal e ao nível dos melhores bancos europeus, o que representa uma garantia de confiança para os nossos Clientes, e nos permitiu consolidar a nossa posição nomeadamente no segmento Private e Affluent”.

Isabel Ferreira, presidente executiva do banco, atribui os resultados ao “facto de operarmos de acordo com o que podemos chamar o modelo de futuro do setor bancário, com uma forte componente digital, complementada com uma relação coerente e transversal em todos os canais, incluindo o presencial, nomeadamente o Personal Advisor, e uma arquitetura aberta em termos de oferta, portanto independente, também contribui para que a nossa proposta de valor seja reconhecida”.

O banco tem sob gestão 2,5 mil milhões de euros em ativos e viu o stock de fundos de investimento estrangeiros ultrapassar os mil milhões de euros. “Esta dinâmica sublinha o caráter independente da oferta e a procura por parte dos Clientes de ativos não correlacionados com o risco nacional para diversificação das suas carteiras de investimento”, conclui o banco.

O banco é detido em 75% pelo Novo Banco e, segundo o Dinheiro Vivo, a instituição liderada por Eduardo Stock da Cunha recebeu uma proposta não vinculativa para a compra do Banco Best. Os interessados são um fundo private equity britânico, afirma o jornal.