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O Jacinto de Eça está de volta. Guerra e Paz lança nova edição de "A Cidade e as Serras"

A nova edição do último romance de Eça de Queirós, com fixação de texto de Helder Guégués, chega às livrarias já no dia 3. Mas a editora Guerra e Paz tem muitos outros lançamentos a caminho.

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O romance foi editado pela primeira vez em 1901

FÁBIO PINTO / OBSERVADOR

O romance foi editado pela primeira vez em 1901

FÁBIO PINTO / OBSERVADOR

Depois da publicação de O Que Fazem as Mulheres, de Camilo Castelo Branco, a editora Guerra e Paz volta aos lançamentos com uma nova edição de A Cidade e as Serras, o último romance de Eça de Queirós. A obra, publicada originalmente em 1901, conta a história de Jacinto de Tormes, um adepto incondicional da civilização e do progresso que se vê entregue a um tédio inexplicável, acabando por trocar a grande cidade de Paris pelo sossego da província portuguesa.

Esta é a segunda obra do autor a ser lançada pela editora. Uma nova edição de Os Maias foi publicada no final de 2015, estreando assim a nova coleção de Clássicos da Literatura Portuguesa, na qual todos os livros incluem um trabalho de fixação de texto, isto é, de adaptação do texto original para a ortografia do português contemporâneo.

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O livro chega às livrarias no dia 3 de fevereiro

“O nosso revisor Helder Guégués, que trabalha connosco há muitos anos, fez um trabalho de fixação de texto segundo as melhores práticas tipográficas. Adaptou a pontuação e a ortografia, corrigindo alguns critérios que se encontram desatualizados. [Os livros] estão mais apetecíveis e mais legíveis para o leitor contemporâneo”, explicou ao Observador Manuel Fonseca, editor da Guerra e Paz. Para além disso, todas as reedições incluem uma introdução e apresentação à obra. A Cidade e as Serras inclui ainda um “breve roteiro”, com os principais lugares e personagens do livro.

O livro estará disponível nas livrarias a partir de dia 3 de fevereiro por 9,50 euros. A esta publicação, seguir-se-á o lançamento de uma nova edição de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, em que cada canto será precedido por uma pequena “exposição de uma página em que se explica ao leitor o que é que vai encontrar”. “É uma pequena sinopse que permite ao leitor entrar mais facilmente no texto”, referiu Manuel Fonseca. Para além disso, a obra, que será publicada a 2 de maio, irá incluir mais de mil notas de rodapé que explicam alguns termos mais difíceis.

Na coleção de clássicos da literatura estrangeira, sairão ainda este ano novas traduções dos livros A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson (17 de fevereiro), O Amante de Lady Chatterley, de D.H. Lawrence (2 de março), A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne (16 de março) e, por fim, o Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde (20 de abril), que coincidirá com o décimo aniversário da Guerra e Paz.

Três obras, três manifestos

Em janeiro deste ano, a Guerra e Paz lançou uma nova (e arrojada) edição do Manifesto Comunista, de Friedrich Engels e Karl Marx. A obra faz parte de uma “trilogia” que pretende assinalar os dez anos da editora, cuja publicação terminará em abril. Ao manifesto irá seguir-se a 17 de fevereiro o lançamento de Mein Kampf (A Minha Luta), de Adolf Hitler, já publicado em Portugal pela editora E-Primatur. A 20 de abril, a fechar a trilogia, será publicado O Pequeno Livro Vermelho, de Mao Tse Tung.

Todas as edições são precedidas por uma introdução histórica da autoria de Manuel Fonseca, que pretende contextualizar a obra e explicar a sua influência em alguns dos episódios mais marcantes do século XX. “O Manifesto Comunista tem uma introdução de cerca de 60 páginas, com imagens muito fortes e com um texto que pretende mostrar como é que a teoria levou à prática”, explicou o fundador da Guerra e Paz.

Este fim-de-semana já encontra o «Manifesto Comunista» em todas as livrarias.#manifestocomunista#guerraepaz

Posted by Guerra e Paz Editores on Friday, 22 January 2016

Seguindo o mesmo modelo, o Mein Kampf terá cerca de 100 páginas introdutórias, com várias imagens referentes a Hitler e à Segunda Guerra Mundial. O seu interior, à semelhança do manifesto, será em preto e vermelho. E “vamos fazer o mesmo com o Pequeno Livro Vermelho de Mao Tse Tung”, frisou Manuel Fonseca. “São três livros que marcaram fortemente o século XX e que fomentaram três grandes movimentos que levaram a grandes tragédias.” Por essa razão, o editor acredita que devem ser publicados, lidos e estudados, de modo a que seja possível compreender melhor os motivos que levaram a alguns dos acontecimentos mais traumáticos do último século.

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