Segundo uma notícia avançada pelo Automotive News Europe, a Jaguar Land Rover decidiu processar os chineses da Jiangling Motor por alegada cópia do Range Rover Evoque. Este processo evoca violação de direitos de autor e concorrência desleal, e terá dado entrada num tribunal do distrito de Chaoyang.

Em causa está o Landwind X7, um SUV lançado no mercado chinês em 2015, que apresenta evidentes semelhanças com o Evoque, mas custa cerca de um terço do preço do modelo britânico (o primeiro automóvel produzido pela Land Rover em terras chinesas). Como se bastassem as parecenças, é tão fácil quanto barato eliminar praticamente as diferenças entre os dois modelos. Basta adquirir um kit, por cerca de 15€, que inclui uma imitação da grelha do Range Rover e os logos da marca britânica. A este propósito, refira-se que a Jaguar Land Rover já conseguiu legalmente impedir que a Jiangling possa vender o Landwind X7 no Brasil, onde acaba de nomear um importador.

Não obstante a cópia não autorizada ser algo relativamente vulgar na China, mesmo no sector automóvel, o facto é que os fabricantes raramente avançam com acções judiciais naquele que é o maior mercado automóvel do planeta, quer pelas suas reduzidas hipóteses de sucesso, quer pelo tempo que os processos costumam levar. A Honda, por exemplo, demorou 12 anos a vencer um caso idêntico, relativo à cópia do CR-V. E não obteve como indemnização mais do que apenas 5% do valor inicialmente reclamado.

Ainda assim, a ser bem-sucedida, a Jaguar Land Rover pode levar outros fabricantes a enveredarem pelo mesmo caminho, embora a marca actualmente detida pelos indianos da Tata também corra o risco de ver prejudicada a sua imagem na China, caso os consumidores considerem esta acção como um ataque às marcas locais.