Foi uma surpresa. É assim que a Câmara Municipal de Lisboa descreve a “vandalização de parquímetros” que a EMEL colocou no centro histórico de Carnide e que, durante a noite de quarta-feira, foram arrancados, em sinal de protesto, pelos moradores. Em comunicado, a autarquia considerou o ato como “grave e inédito, de deliberada danificação de património municipal, e um ato inaceitável num estado de direito”.

De acordo com a Câmara Municipal, já foram dadas indicações à EMEL para reinstalar imediatamente os parquímetros e para enviar “às autoridades policiais e ao Ministério Público de toda a informação recolhida”. Ao final da noite de quarta-feira, Fábio Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Carnide, garantiu à TSF que as máquinas seriam devolvidas no dia seguinte.

“Foram retirados e a junta e a população recolheram-nos para não serem vandalizados. A Polícia já esteve no local e assumimos a guarda na íntegra destes equipamentos. Serão entregues amanhã pela população de Carnide, às 18h, na Praça do Município”, disse à rádio. À Agência Lusa, Fábio Sousa voltou a frisar que “retirada não é vandalização”.

No mesmo comunicado, a Câmara de Lisboa explicou que a entrada da EMEL no centro histórico de Carnide já estava prevista, tendo sido aprovada pelos órgãos municipais. “A sua implementação resultou da vontade de dar resposta positiva aos alertas de moradores para o agravamento da situação do estacionamento nesta zona”, afirmou a autarquia, salientando que a medida teve o apoio do “Presidente da Junta de Freguesia na reunião descentralizada de 11 de janeiro de 2017”.

“Esta decisão obrigou a empresa a rever o programa operacional, em prejuízo do investimento em várias outras zonas da cidade que aguardam a expansão da EMEL como forma de regulação do estacionamento”, afirmou ainda a Câmara Municipal.