No Parque das Nações, em Lisboa, ultimam-se esta terça-feira os preparativos para acolher, a partir de quinta-feira, o festival Super Bock Super Rock (SBSR), que tem este ano como cabeças de cartaz Red Hot Chili Peppers, Deftones e Future.

O palco por baixo da pala do Pavilhão de Portugal está praticamente pronto. É ali que os concertos começam no dia 13, às 17:30. Nesse dia, quem não quiser perder o espetáculo do projeto Alexander Search, que junta o pianista Júlio Resende e o cantor Salvador Sobral, “deve chegar cedo”.

Apelo às pessoas para que venham cedo. A polícia vai fazer revistas demoradas. O ideal é não trazerem mochilas”, disse o diretor geral da promotora Música no Coração, Luís Montez, durante uma visita, esta terça-feira, ao recinto do festival, adiantando que as portas abrirão às 15h00.

De modo a “facilitar as entradas”, os passes de três dias podem ser trocados por pulseiras a partir de quarta-feira, entre as 10h00 e as 22h00, nas bilheteiras do festival, no Parque das Nações.

No primeiro dia (quinta-feira, dia 13), as pulseiras também vão poder ser trocadas no interior do recinto, até às 4h da madrugada, esclareceu Luís Montez. Esta medida pretende agilizar a entrada no recinto, ou seja, a troca obrigatória do passe de três dias pela pulseira vai poder ser feito ao longo da noite, sem pressas.

A organização aconselha também o uso de transportes públicos para chegar e sair do Parque das Nações. Quem sair até à 01h00 ainda pode usar o Metropolitano, depois disso está garantido “transporte gratuito” para os festivaleiros até às 05h00, na carreira da Carris que faz o percurso entre a Gare do Oriente e o Cais do Sodré.

Além do palco por baixo da pala do Pavilhão de Portugal, haverá concertos no MEO Arena, na Sala Atlântico, onde irão atuar os cabeças de cartaz, na Sala Tejo, com atuações de projetos de hip-hop e eletrónica e num palco exterior dedicado em exclusivo à nova música nacional – Palco LG com curadoria da rádio SBSR.FM.

“Daqui saem os novos talentos nacionais. No ano passado estava Iggy Pop a tocar no palco principal e este palco estava cheio para ver os Capitão Fausto. Quero ver quem para o ano salta para o palco principal”, recordou Luís Montez. Na quinta-feira, os Capitão Fausto atuam no Palco Super Bock, antes dos Red Hot Chili Peppers.

Também na quinta-feira, antes dos Capitão Fausto, passam pelo palco principal os The New Power Generation, grupo que trabalhou com Prince a partir dos anos 1990, que, confidenciou Luís Montez, “convidaram Ana Moura” para se juntar a eles.

“Vamos ver se ela vai subir ao palco”, disse, recordando que a fadista “fez história no festival, quando atuou em dueto com Prince”.

É no palco principal que está uma das novidades deste ano, uma instalação, que estava hoje a ser ultimada, no teto da sala principal. Sem querer adiantar muito, para “não estragar a surpresa”, Ana Carvalho, coordenadora de produção do festival, adiantou tratar-se de uma estrutura suspensa sobre a sala, com leds, e que pode ser utilizada pelas bandas.

Esta instalação, responsabilidade do projeto criativo colaborativo de arte e arquitetura FAHR 021.3, faz parte da aposta do SBSR na Arte Urbana, uma parceira que começou na edição de 2015.

Este ano, além da parceria com o FAHR 021.3, haverá um ‘workshop’ de iniciação ao graffiti pelo artista Gonçalo Mar, serão colocados nenúfares sobre os espelhos de água no Rossio dos Olivais e está já instalada uma peça de Bordalo II — uma guitarra elétrica de grandes dimensões, feita com recurso a desperdícios.

Com capacidade para 20 mil pessoas, o festival tem esgotados os passes de três dias e os bilhetes para quinta-feira. Mais informações neste link.