Parecia que ia ser este sábado. Parecia e, nos últimos 100 metros, ia mesmo ser. Mas ainda não foi desta que Fernando Pimenta conseguiu quebrar o “enguiço” em Campeonatos do Mundo: o bicampeão europeu em K1 1.000 metros sagrou-se esta manhã vice-campeão mundial da distância em Racice, na Rep. Checa.

Cedo se percebeu que as medalhas seriam distribuídas entre Fernando Pimenta, o checo Josef Dostál e o alemão Tom Liebscher. O canoísta dobrou os primeiros 250 metros apenas atrás do germânico (o espanhol Roi Rodríguez ainda teve uma entrada forte mas caiu a pique), passou depois para a frente a meio da prova e voltou para a segunda posição atrás do atleta da casa antes dos 250 metros finais.

Aí, e como é habitual, o português “guardou-se” para os momentos finais mas acabou por ceder para Liebscher, que terminou com 3.27,754 contra 3.27,993. Dostál ficou-se pelo bronze, com a marca de 3.28,576.

O bielorrusso Aleh Yurenia (3.29,593), o húngaro Balint Kopasz (3.29,809), o búlgaro Miroslav Kirchev (3.30,915), o argentino Agustín Vernice (3.31,037), o dinamarquês René Holten Poulsen (3.32,732) e o espanhol Roi Rodríguez (3.33,115) foram os restantes atletas que marcaram presença nesta final.

Canoagem. Fernando Pimenta revalida o título de campeão europeu em K1 1.000m

Ainda assim, o canoísta português, que conta também no seu largo currículo uma prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, em K2 1.000 metros com Emanuel Silva, melhorou em relação ao bronze que tinha ganho em Milão há dois anos, atrás do dinamarquês René Holten Poulsen e do checo Joef Dostál. No entanto, a verdade é que a prata acabou por ser amarga para Pimenta, que chorou no final da prova desta manhã.

É isto que distingue a canoagem : AMBIÇÃO

Posted by Federação Portuguesa de Canoagem on Saturday, 26 August 2017

Fernando Pimenta já tinha ganho outras duas medalhas em mundiais, além da prata de hoje e do bronze de 2015: prata em K2 500 metros com Emanuel Silva em 2010 (Poznan); prata em K4 1.000 metros com João Ribeiro, Emanuel Silva e David Fernandes em 2014 (Moscovo). O atleta de Ponte de Lima ganhou ainda um bronze no Campeonato do Mundo de Maratonas de Sub-23, em 2010, e uma prata (Sub-23) e um bronze (Seniores) nos Mundiais de Maratonas do ano seguinte. Ao todo, são já sete pódios em Mundiais… em sete anos.

Portugal teve outra representante numa final este sábado: Teresa Portela acabou no sétimo lugar em K1 500 metros, com o tempo de 1.52,254. A medalha de ouro foi para a bielorrussa Volha Khudzenka (1.48,421), seguida da neozelandesa Lisa Carrington (1.48,710) e da dinamarquesa Emma Asstrand Jorgensen (1.50,465).