Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Há tantas pessoas a viver em Hong Kong, que tem a mesma área que o distrito de Lisboa, como quase 75% da população portuguesa. Atrás do néon das grandes lojas de tecnologia, das montras de marcas de luxo e dos arranha-céus dos grandes centros económicos, cerca de 200 mil pessoas (40 mil das quais crianças) vivem dentro de cubículos que não têm mais do que 10 metros quadrados e que custam pelo menos 210 euros mensais. O fotógrafo Benny Lam passou quatro anos a visitar essas casas. Muitas vezes nem sequer se conseguia por de pé, contou à National Geographic.

Estes cubículos com paredes feitas de tela de arame são ilegais: são construídos à margem da lei por donos de apartamentos com 40 metros quadrados que os dividem em verdadeiras jaulas. Dentro desses cubículos, a sanita fica mesmo ao lado do fogão e a cama é também a mesa de jantar. É o resultado de uma realidade sufocante num país em crescimento mas sem espaço, com o mercado imobiliário mais caro do mundo.

Quatro anos depois de visitar as casas destas pessoas, que são sobretudo empregados de mesa ou seguranças em centros comerciais nas ruas mais luxuosos de Hong Kong, Benny Lam publicou a série de fotografias “Trapped”, de que fala também na sua página de Facebook. Para ele, é também um ensaio sobre as injustiças sociais nesta região autónoma chinesa.

Veja algumas das imagens de Benny Lam na fotogaleria.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR