Faz agora 10 anos que iniciámos o projeto, mas a empresa só surgiu em janeiro do ano seguinte. Começou por ser um trabalho de final de curso e nenhum de nós tinha ideia do que ia ser hoje. Se calhar, só há quatro anos é que começámos realmente a perceber melhor o mercado internacional de brinquedos e toda a sua dinâmica. Houve uma série de coisas que começaram a conjugar-se e esta ambição que sentíamos começou a traduzir-se em concretizações.

Ainda assim, é difícil definir sucesso. Depende do que cada um deseja para si: ter família, dinheiro, uma carreira, ser feliz. Eu tenho várias componentes na minha vida que quero que sejam um sucesso: a familiar, a empresarial e a desportiva, por exemplo. Procuro o sucesso nestas várias vertentes mas, quando o dia chega ao fim, o mais importante é sentir-me feliz. E isso só acontece quando uma pessoa se sente bem e fez o que tinha a fazer. Acredito, por isso, que o sucesso está ao alcance de cada um de nós, o mais importante é definirmos o que é que queremos fazer dele. Mas há uma coisa que também sei: é preciso falhar muito para se chegar ao sucesso. Tal como é preciso trabalhar muito, sem isso não se chega a lado nenhum.

Por essa razão, o equilíbrio pessoal e profissional não é fácil. Tenho dois filhos gémeos de dois anos e é sempre mais difícil conciliar tudo. Ir buscar à escola, dar banho e jantar. Não estou às 16 horas em casa e, por vezes, tenho de trabalhar. Mas quando estamos juntos, procuro que esses momentos sejam de qualidade. Da mesma forma que procuro fazer o melhor uso possível do tempo em que me dedico ao trabalho.

Chave do sucesso: felicidade

Há algumas décadas atrás talvez não houvesse uma percepção tão grande, mas acho que a felicidade é – hoje e desde sempre – a chave do sucesso. Há 20 anos podia não ser colocado desta maneira, mas a ideia de sucesso também era ser feliz e fazer felizes os outros à volta. Acima de tudo, acho que hoje em dia há muito mais oportunidades, mais informação e formas muito mais rápidas e eficientes de as pessoas saberem o que querem. A maturidade dos jovens que vai para a Universidade é completamente diferente do que aquela que existia há 20 anos, precisamente porque há mais informação disponível e podemos selecioná-la. E isso é uma dádiva destes tempos modernos.

Distribuir a felicidade por todos

É importante traçar objetivos e ao definirmos a visão e a missão da empresa estamos a identificar o caminho que queremos seguir.

Faz parte da nossa missão ajudar a aumentar os níveis de educação de uma forma genérica. E a nossa visão passa por crescer e chegar ao “top 3” das empresas ibéricas em vendas de brinquedos. Temos consciência de que é um objetivo ambicioso, mas acreditamos que vamos conseguir. E acreditamos, igualmente, que as pessoas com quem trabalhamos vão ser felizes se nos ajudarem a chegar lá. É o que tentamos passar para os nossos colaboradores pois, cada um, contribui com a sua parte. Da mesma maneira que queremos proporcionar momentos felizes a quem compra os nossos produtos. O objetivo é fazer com que as famílias tenham noção de que podem divertir-se e aprender ao mesmo tempo. E que sintam que quando abrem um dos nossos brinquedos, estão a abrir uma caixinha de surpresas.

Balanço final

Vamos agora ampliar a nossa fábrica no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL) para um total de 16.000 metros quadrados. E já este ano vamos colocar os nossos produtos à venda em 1.800 postos da Target, a segunda maior empresa retalhista dos EUA. Também já estamos em retalhistas como a Hamleys, Harrods, Tesco e John Lewis, no Reino Unido, a Toys’r’us e a FNAC, em França e a Art&Hobby, na Irlanda. Entre muitos outros.

Com este crescimento da empresa em espaço e número de colaboradores, associado ao destaque internacional que temos vindo a conquistar, acho que se pode dizer que as coisas nos têm corrido bem. Afinal, somos a maior empresa portuguesa de jogos educativos.

Mas ao longo destes anos também temos sabido arriscar. No nosso país, já se perderam muitos empreendedores porque não se soube arriscar… No fundo, se pensarmos bem, o que precisamos é de ser corajosos como os navegadores que levaram o nome de Portugal lá para fora há 500 anos.

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