Sporting

A “procuração que desmente Bruno de Carvalho” e a reação violenta do presidente do Sporting

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CM revelou procuração onde Bruno de Carvalho dava poderes a João Pinheiro para negociar Tanaka; líder leonino teve uma reação violenta: "Labrego criminoso e pedante", escreveu sobre Pereira Cristóvão.

Bruno de Carvalho teve uma resposta violenta contra o antigo vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A denúncia apresentada por Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting entre 2011 e 2012 no mandato de Godinho Lopes, sobre alguns negócios de Bruno de Carvalho enquanto líder dos leões, que estará agora a ser investigada pelo Ministério Público, conheceu esta sexta-feira mais um capítulo, que eclodiu na reação mais violenta do presidente verde e branco contra o ex-inspetor da Polícia Judiciária.

Na edição de hoje, o Correio da Manhã (conteúdo fechado) reproduz uma procuração datada de 16 de junho de 2014, assinada por Bruno de Carvalho, onde o Sporting confere poderes ao empresário João Carlos Pinheiro para negociar o avançado Tanaka, que na altura militava nos japoneses do Kashiwa Reysol. De acordo com o jornal, o documento, que foi entregue por Pereira Cristóvão na Procuradoria-Geral da República quando fez a denúncia, desmente a versão apresentada pelo líder leonino, que tinha defendido que “nunca o agente João Pinheiro ou a sua empresa tiveram qualquer envolvimento na transferência do jogador para o Sporting”.

De referir que essa denúncia apresentada por Paulo Pereira Cristóvão em julho deste ano dizia que João Carlos Pinheiro, intitulando-se como representante de Bruno de Carvalho no negócio, teria assegurado aos envolvidos no negócio que trouxe o japonês para Alvalade em junho de 2014 que parte do dinheiro seria para entregar ao presidente do Sporting, através de uma sociedade sediada em Cabo Verde.

Na página do Facebook, Bruno de Carvalho teve por ventura a reação mais violenta desde que assumiu os comandos do clube em março de 2013, apontando o dedo não só à notícia mas também a Pereira Cristóvão.

“Publicam este mandato como se tivessem descoberto ouro. São tão idiotas que até ler lhes custa, com o ex-sócio e ex-preso Pereira [Paulo Pereira Cristóvão] a dar-lhes ‘baile’ (…) Em primeiro lugar, o documento vem provar que o negócio sempre foi de 750k [n.d.r. 750 mil euros]. Só este facto retirava de imediato a credibilidade à ‘fonte’, já para não dizer que uma fonte que é um condenado e preso já devia ser suficiente, mas o lixo vive da sua variedade e, por isso, é preciso lançar muito para ver se algum ganha forma”, começou por referir no post, prosseguindo: “Em segundo lugar, mandatos não comprovam negócios nenhuns. O negócio foi feito com a BISC e com o Kashiwa Reysol sem intervenção do agente João Pinheiro, e essa é a realidade, por muito que custe”.

Entre as críticas à publicação, Bruno de Carvalho apontou sobretudo baterias a Paulo Pereira Cristóvão, que continua a tratar por antigo associado do clube apesar de ainda não ter havido qualquer anúncio público do processo interno que decorria no Conselho Fiscal e Disciplinar e que visava a expulsão do ex-vice de sócio dos leões.

“E tu, ex-sócio Pereira, és um labrego criminoso e pedante, que tem meia dúzia de fãs na net, que te fazem pensar ser o maior. Coloca aí no teu arquivo de treta: vais ser condenado outra vez, e desta vez não será por me teres roubado um relógio, ou depositado dinheiro na conta, mas sim pelas calúnias e difamações constantes. E já devias ter aprendido a lição: não estás acima da lei! Agora continua a fazer comunicados e a dar esses documentos maravilhosos ao Correio da Manhã pois assim o processo crime vai ficando mais organizado”, rematou.

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