Economia

Acordo entre UE e Mercosul melhora PIB português em pelo menos 0,2%, segundo a U. Católica

A aprovação de um acordo comercial entre a União Europeia e o bloco sul-americano do Mercosul teria um impacto de 0,2% na riqueza portuguesa, segundo um estudo da Universidade Católica Portuguesa.

António Cotrim/LUSA

A aprovação de um acordo comercial entre a União Europeia e o bloco sul-americano do Mercosul teria um impacto de 0,2% na riqueza portuguesa, segundo um novo estudo realizado pela Universidade Católica Portuguesa.

“Usando a mesma metodologia do estudo da Universidade de Manchester, de 2008, e aplicando o modelo à economia portuguesa, os resultados apontam para um impacto de 0,2% no PIB nacional, à volta de 290 milhões de euros”, o dobro da vantagem para a Europa, disse à Lusa o diretor do centro de estudos aplicados da Católica.

Em declarações à Lusa à margem da Segunda Conferência sobre o Acordo União Europeia – Mercosul, que decorre esta manhã de segunda-feira na Universidade Católica, Ricardo Ferreira Reis explicou que “este será o patamar mínimo de impacto que o acordo poderá ter, uma vez que o estudo é feito sem ter em conta o ajustamento que a economia fará depois da implementação do acordo”, o que deverá aumentar o impacto.

Questionado sobre os setores onde o impacto será mais pronunciado, o economista disse que “há um impacto menor, até negativo, na agricultura e produção animal”, mas salientou que “o impacto é amplamente positivo na parte das indústrias de fabricação de têxteis e vestuário, e os bens de capital e investimento”.

Um acordo entre os dois blocos comerciais, vincou Ricardo Ferreira Reis, “teria um impacto maior e imediato na economia portuguesa precisamente naquilo que tem faltado nos últimos anos, que é o investimento”.

Para este economista, “não há praticamente qualquer perda que não possa ser compensada pelas vantagens que o acordo traz, que é amplamente positivo para Portugal”.

As negociações de comércio livre entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul) iniciaram-se em 1999, tendo conhecido um novo impulso no ano passado, com a troca de ofertas de acesso ao mercado, em maio, e com uma primeira ronda negocial em Bruxelas, em outubro.

Em dezembro, os negociadores reúnem-se novamente em Buenos Aires para tentarem alcançar um acordo.

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