Rádio Observador

Primeira Liga NOS

Vitória não deixa que se feche “a tampa do caixão”. Conceição não sabe se VAR “está a ser utilizado da melhor forma”

282

Rui Vitória considera que a primeira parte foi mais do Benfica e que a segunda mais do Porto, mas Conceição diz que as 'águias' tiveram 15 minutos e que não era "escândalo" se resultado fosse 5-1.

MIGUEL RIOPA/AFP/Getty Images

Foram duas opiniões bem distintas sobre o mesmo jogo. Rui Vitória acha que o jogo foi bem disputado: “A primeira parte foi mais nossa, a segunda foi mais deles”. Sérgio Conceição deu 15 minutos ao Benfica mas não se lembrou de lances de perigo por parte do encarnados: “Respeitando as palavras do Rui Vitória, penso que os últimos 20 minutos foram equilibrados, mas com ascendente do FC Porto”. E não deixou escapar o VAR, que diz não saber se o estão “a utilizar bem”.

“Quem estava quase a fechar a tampa do caixão… quem tinha essa visão vai deixar de a ter”

O treinador do Benfica foi o primeiro a chegar à sala de conferência de imprensa. Vitória admitiu que tem de se reconhecer que “se defrontaram duas boas equipas” e que o Benfica jogou em casa de um “adversário difícil”. Foi “uma primeira parte mais nossa, uma segunda mais do Porto”, disse. E acrescentou: “Não estou totalmente satisfeito, mas não estou totalmente triste”.

O empate não deixou o treinador do Benfica totalmente satisfeito. Afinal, diz Vitória, o Benfica quer é ganhar: “É evidente que quando não se ganha se tenta somar pontos. O nosso foco é este: em cada jogo somar três pontos.” O jogo contra o Porto, afirma, é “mais mediático”, mas não o mais importante. Esse “nós não sabemos qual é”, disse.

A jornada mais importante até foi a anterior, considerou o treinador do Benfica. “Foi uma vitória categórica, que nos deu esta confiança para vir aqui ao Dragão e disputar o jogo de uma forma determinada”, disse, acrescentando que a equipa “ainda tem muito que trabalhar, mas sempre com esta postura humilde, determinada, de quem quer conquistar alguma coisa na vida”.

Por isso, o título continua a ser o objetivo. “Não é agora que vamos já ser campeões nacionais. Mas estamos na luta. Estamos definitivamente na corrida. Quem estava quase a fechar a tampa do caixão… quem tinha essa visão vai deixar de a ter”, rematou Rui Vitória.

“Árbitros têm arma importante e não sei se a estão a utilizar bem”

Na sua conferência de imprensa, Sérgio Conceição admitiu que a equipa sentiu a entrada forte dos ‘encarnados’, mas não achou que a equipa de Rui Vitória tenha tido o domínio da primeira parte que o treinador do Benfica referiu. “Nesses 15, 20 minutos não penso que o Benfica tenha criado qualquer lance de perigo”, disse o treinador do Porto. Referindo-se ao lance controverso de Jardel com Marega aos 18 minutos, Conceição afirmou que “o árbitro não teve a decisão que [esperavam]”. A partir daí, disse, “e respeitando as palavras do Rui Vitória, o jogo foi equilibrado, mas com ascendente do FC Porto.”

O video-árbitro foi um dos grandes temas da conferência de Sérgio Conceição, que “muito sinceramente”, disse achar que “têm de meter cá fora a comunicação entre o VAR e o árbitro”. “Têm de ser mais claros em quando é que o árbitro pode analisar uma situação dúbia ou não, senão andamos aqui aos papéis. Não entendo. A bola realmente bateu no braço do Luisão. Depois é que vamos ver a intencionalidade”. O penálti, afirmou, “é claro”.

Mas não se ficou por aqui: Conceição ainda falou sobre o “golo anulado” e tornou a referir a importância do VAR. Quanto ao lance aos 56 minutos de jogo disse: “Mais uma vez um golo limpo anulado, um golo completamente claro. Os comentadores e os jornalistas podem dizer ‘lá está ele a falar da arbitragem, nunca vamos ter paz… Mas em cinco dias são quatro pontos [perdidos]. É quase um ponto por dia. O Benfica agora estava mais distante, esta é que é a realidade. Houve um penálti claro em Vila das Aves. Eu admiti que não foi culpa só do árbitro, também foi culpa do nosso mau jogo, mas obviamente que foi um lance decisivo. Fica difícil.”

Novamente sobre o VAR, que o treinador do FC Porto diz ser “uma arma importante”, mas Conceição não sabe “se a estão a utilizar bem”. “Não sou ninguém para falar de regras, mas acho que tem de ser clarificado, senão vamos todos continuar aqui aos papéis. Eu sou sempre a favor das situações que possam trazer mais verdade ao jogo, mas aquilo que acontece é uma tremenda confusão.”

Mas nada de desistências. “Obviamente que eu olho para aquilo que ainda me falta do campeonato e para a resposta que a equipa me dá, e deixa-me muito confiante, ao contrário do que possam dizer ou comentar.” E, convictamente, rematou sobre o FC Porto-Benfica: “Se hoje o jogo acabasse 4-1 ou 5-1 não era escândalo para ninguém, na minha opinião. Também tenho direito a dá-la. Cada um puxa a brasa à sua sardinha”.

O treinador do Porto diz que os jogadores estão “desiludidos e sentem revolta” pois “sentem que mereciam ganhar o jogo”, mas que “nada, nada” abala a sua equipa: “Nós estamos focados num objetivo. O nosso caminho nós sabemos qual é, nós não abanamos, superamos todos os obstáculos. Continuamos invictos no campeonato”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)